Histórico:

- 09/04/2006 a 15/04/2006
- 02/04/2006 a 08/04/2006
- 26/03/2006 a 01/04/2006
- 19/03/2006 a 25/03/2006
- 12/03/2006 a 18/03/2006
- 05/03/2006 a 11/03/2006
- 26/02/2006 a 04/03/2006
- 19/02/2006 a 25/02/2006
- 12/02/2006 a 18/02/2006
- 05/02/2006 a 11/02/2006
- 29/01/2006 a 04/02/2006
- 22/01/2006 a 28/01/2006
- 15/01/2006 a 21/01/2006
- 08/01/2006 a 14/01/2006
- 01/01/2006 a 07/01/2006
- 25/12/2005 a 31/12/2005
- 18/12/2005 a 24/12/2005
- 11/12/2005 a 17/12/2005
- 04/12/2005 a 10/12/2005
- 27/11/2005 a 03/12/2005
- 20/11/2005 a 26/11/2005
- 06/11/2005 a 12/11/2005
- 23/10/2005 a 29/10/2005
- 16/10/2005 a 22/10/2005
- 02/10/2005 a 08/10/2005
- 25/09/2005 a 01/10/2005
- 18/09/2005 a 24/09/2005
- 11/09/2005 a 17/09/2005
- 04/09/2005 a 10/09/2005
- 28/08/2005 a 03/09/2005
- 21/08/2005 a 27/08/2005
- 14/08/2005 a 20/08/2005
- 07/08/2005 a 13/08/2005
- 31/07/2005 a 06/08/2005
- 24/07/2005 a 30/07/2005
- 17/07/2005 a 23/07/2005
- 10/07/2005 a 16/07/2005
- 03/07/2005 a 09/07/2005
- 26/06/2005 a 02/07/2005
- 19/06/2005 a 25/06/2005
- 12/06/2005 a 18/06/2005
- 05/06/2005 a 11/06/2005
- 29/05/2005 a 04/06/2005
- 22/05/2005 a 28/05/2005
- 15/05/2005 a 21/05/2005
- 08/05/2005 a 14/05/2005
- 01/05/2005 a 07/05/2005
- 24/04/2005 a 30/04/2005
- 17/04/2005 a 23/04/2005
- 10/04/2005 a 16/04/2005
- 03/04/2005 a 09/04/2005
- 27/03/2005 a 02/04/2005
- 20/03/2005 a 26/03/2005
- 07/03/2004 a 13/03/2004
- 08/02/2004 a 14/02/2004
- 01/02/2004 a 07/02/2004



Outros sites:

- UOL
- Antonio Mariano
- André Ricardo Aguiar
- Dira Vieira
- Maria José Limeira & Amigos
- Hilton Júnior
- Cintia Melo
- Rogério Santos
- Gisele
- Nel Meirelles - Fala Poética
- A Teia da Aranha
- João Andrade - Por sobre as cabeças
- João Andrade - Poemóides
- Palavra ardente
- Clube do Conto-PB
- Clube da Gravura da Paraíba
- Poros e Cendais - Antoniel Campos
- Eu sei escrever
- Literatura clandestina
- Lúmini - Companhia de Dança
- Douglas Mondo
- Opinião
- Rubens da Cunha - Casa de Paragens
- Amina Ruthar
- Mauro Cherobim
- Boicote contra Bush
- Cinema
- Alameda Santo Antonio
- Andréa Motta
- Ana Maria Costa
- Haikais amargos
- Viagens InSanas - Federico Baudelaire
- Ricardo Pinto
- Manuel Rodrigues


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Layout por


CENTRO DE DEFESA DA VIDA

 

SUICÍDIO RESOLVE?

 

Vamos abrir espaço para a mensagem do Centro de Defesa da Vida, São Paulo, coordenado pelo  amigo  Manoel. Em todas as listas onde sou Moderadora, levo  Manoel junto, porque ele é nossa segurança, com sua  palavra amiga, seu esforço em defesa da vida...

 Querido Manoel, parabéns pelo seu lindo trabalho.  Saiba que terá em mim uma admiradora constante do  seu  lindo trabalho.

Saludos.

Maria José Limeira.

 ----------

 

 cdv@aleph.com.br; cdv@matrix.com.br;

 cdvcentro@itelefonica.com.br;

 cdvcentro@yahoo.com.br

 

 

  Av. Nove de Julho, # 611 - Bela Vista

  Cx Postal # 4604

  Cep.: 01061-970 - São Paulo (SP) Brasil

  Fone: + 55 11 9687-2552

  

  Av. Dr. Campos Sales, # 737 - Centro

  Cx Postal # 385

  Cep.: 13012-970 - Campinas (SP) Brasil

  Fone: + 55 19 9720-1937

 

  Brasilia (DF) + 55 61 9938-2628

  Nossa Referencia: 327.235 de 07MAI05.



- Postado por: Oficina às 21h50
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




DE DIA, SOU TUAS ÁGUAS

Dira Vieira

 

 

Chove lá fora

e me deixo levar pelas tuas palavras ditas

como se eu fosse a rua

e as tuas águas me lavassem as calçadas

os meus vãos

o pé da escada...

então eu abro os braços em papel de parede

 

para que me imprimas em preto e branco

o teu amor que me alaga em lilás.

 

O meu fogo,

atiçado pela esperança, ressente-se do frio

e te concebe inteiro entre lençóis macios

letras e letras em sustenidos.

 

És água benta

escorrendo dos meus olhos

lavando a chuva



- Postado por: Oficina às 16h03
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




De dia, sou tuas águas - 2

DE DIA, SOU TUAS ÁGUAS

Um texto de Dira Vieira

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto de Dira Vieira, “De dia, sou tuas águas”, é interessante porque usa uma simbologia  muito gasta que envolve as águas, mas recria o tema, bem dentro do que essa autora já expõe em sua obra como um todo.

A sensualidade aqui é muito sutil, e bem feminina, se é que se pode dizer que existe uma sensualidade feminina.

É um texto delicado, que não se abre à primeira leitura. Esse mistério é que lhe dá vida e encanto.

As águas, no caso, escorrem junto com as palavras.

É uma linguagem simples, num texto denso.

A autora faz várias associações somando a chuva com os alagamentos do corpo humano, que também é alma.

Um texto bonito!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Oficina às 15h59
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




“NATIVIDADE”,

UM TEXTO DE NEL MEIRELLES,

EM ANÁLISE

..........

 

natividade

 

nasci onde

os sonhos nascem

:lá pelos idos de outubro

 

a poesia que me acalenta

é resto de placenta

roubada do ocaso

 

(Nel Meirelles)

...........

 

Denise, veja bem, amiga, esta frase: "o que me acalenta, faz viver, sobreviver, é o sonho..." É o começo de uma opinião que você dá sobre o texto de Nel Meirelles, "Natividade", e isto diz como este texto lhe tocou, como você o recebe, e o que ele significa para você. Não acha, Denise, que Nel merece que você diga tudo? Estamos esperando o restante do que você pode dizer a respeito do texto... Saludos. Maria José Limeira (e Parabéns ao Nel pelo texto, e em agradecimento por nos dar a honra de dividi-lo com nosostros, os mortais...)

..........

 

Um texto sucinto, onde o autor faz uma analogia entre seu próprio nascimento e a primavera que lhe acolheu.

E singelamente nos ilude, dizendo que foi ninado pela poesia.

Enfim, um texto singelo e maravilhoso.

(Rogerio Santos)

..........

 

NATIVIDADE

Um texto de Nel Meirelles

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Natividade”, de Nel Meirelles, é surpreendentemente belo. O autor parte de um tema comum e compõe um poema que é uma verdadeira peça musical, com ritmo, sentimento e cadência que acompanha as batidas do nosso coração... onde as palavras ganham novos sentidos e adquirem novas forças.

Este poema é forte e pleno, como o ato de nascer.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

 



- Postado por: Oficina às 22h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




UM NOVO TEXTO EM TRANSE:

“ECLUSA”, DE ROGÉRIO SANTOS

..........

 

Eclusa

ROGÉRIO SANTOS

 

No canal transversal

Cavado no istmo

Que liga a razão

A intuição

 

Existe uma eclusa

Que capta a chuva

Que faz da vertente

Torrente, erosão

 

Por ela navega

Pulsante e rubra

Valente e obtusa

A nau coração.



- Postado por: Oficina às 02h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Denise, e todos vocês. A crítica é um texto argumentativo. E para que serve? Para esclarecer o leitor sobre a obra artística, seja ela um quadro, um livro, um filme...

Vamos tomar como exemplo a "crítica" que Denise faz ao texto "Eclusa", de Rogério Santos: "muito profundo e verdadeiro". E só. Isto diz alguma coisa sobre a obra? Você leria um livro a quem o crítico se referisse apenas com uma palavra ("bom")? Claro que não. E quanto ao autor? Em que você o ajuda dizendo a ele somente que o texto dele é "bom e profundo"?

Façamos, então, as seguintes perguntas sobre este texto:

 

1. Este texto é bom? Por quê?

2. O que mais comoveu você ao lê-lo? Por quê?

3. De que trata este poema? Qual o assunto que este texto aborda?

4. Este texto é escrito na forma "tradicional"? Ou é um texto "moderno"  e "atual"?

5. O que mais você admira num poema? Acha que o autor merece sua admiração com este texto? Por quê?

6. A linguagem que o autor usa é "aberta", de fácil entendimento, ou ele usa uma linguagem "fechada" que você tem que refletir muito para entendê-la?

7. Você já conhecia o autor? Acha que este texto está "aquém" ou "além" das outras produções dele que você conhece?

8. Compare este texto com outros de autores já consagrados. Este texto lembra alguma coisa que você já viu antes?

 

... E por aí vai... Tente Denise. Procure refletir sobre o texto. Denise e todos você. Escrevam suas críticas no word, com muita calma, e depois colem-nas nas mensagens para a lista. Não é uma orientação completa sobre crítica. Mas, para começar, serve. É ou não é? E Parabéns ao Rogério pelo texto lindo.

Saludos. Maria José Limeira.

- Postado por: Oficina às 01h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Maria, estava precisando dessas dicas. Como disse, nunca analisei um  texto por escrito, nunca fiz uma análise que não fosse extremamente pessoal,  do tipo gosto porque é poesia no estilo que gosto, me toca, me remete a algum sentimento há muito guardado ou recente. ou não gosto porque não me "toca', não me identifico.

Agora vou arriscar, até aprender.

Beijos e obrigada.

gisele.

..........

 

Colega Rogério:

Gostei muito do seu poema. Penso que vc conseguiu cumprir com elegância a função precípua da poesia. E poesia não é prosa, ponto pacífico.

Mas o poeta deve falar  do concreto, da vivência, do cotidiano. Todavia, isso deverá ser feito na linguagem própria da poesia: metafórica. Essa é a grande sacada: ser concreto, usando metáforas.No entanto, cabe ao leitor desvendar as metáforas, e não  apenas traduzir

linguagens cifradas e codificadas. Códigos cifrados são para soldados na guerra, não para leitores de poesia.

Adorei a forma como vc colocou a passagem entre a razão e a emoção. Tudo seria tão fácil e matemático, se não fosse o bandido coração, que transforma  água corrente em turbilhão.

Bonita, sonora, minimalista, concisa. A sua poesia por exemplo, mostra o porquê dos livros de auto ajuda não funcionarem tanto quanto se apregoa: o coração apesar da razão, segue seus próprios caminhos.

Vc está no bom caminho. Continue.Sentar no computador e escrever versos de amor para a namorada não faz do apaixonado um poeta: ele é um romântico que aprendeu a rimar. Poesia é aquilo que consegue mexer com o leitor, mostrar a ele a grande sacada.É quando o leitor diz:” puxa que la vida, não é que esse poeta tem razão? “.

Vejo a poesia com a maior seriedade. Vejo a poesia como elemento transformador de uma sociedade.

Apenas um palpite: procure não dar ao título da poesia uma palavra que vc usou nos versos. Tira um pouco da surpresa ao leitor.

Não é regra, é só palpite.

Um abraço.

(Maria das Neves)

- Postado por: Oficina às 01h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Sobre poesia.

 

Marineve:

 Quero te dar os parabéns pela análise e,. principalmente, pelo entendimento  da função da poesia e do que é realmente poesia.  O  que eu recebo de textos  rimados, que pretendem ser poesia, não dá pra dizer  aqui.  Nossa!

 Há uma  definição de poesia, com base na etimologia  latina e grega, que eu  gosto bastante:

 

 poesia - substantivo abstrato: sentimento das  coisas.

 poema - substantivo concreto: forma de expressão da  poesia. 

 Daí quando alguém me diz que vai me mandar umas duas  ou três "poesias" eu  tremo na base. E se tem reticências então... meu  Deus! rs 

 Fica registrada a minha admiração pela tua forma de  ver a poesia e pela  forma brilhante com que comentou o excelente poema  do Rogério Santos, a quem estendo meus parabéns! 

(Nel Meirelles)

..........

 

 

Manoel: obrigada pelas considerações. Tudo que faço é com honestidade. Posso te afirmar que até os meus erros são erros honestos, pois quando erro é tentando acertar, não a propósito.

Se sou poeta e se amo o que faço, procuro ao menos estudar os que fizeram bem feito, para aprender com eles. E aprender não é copiar.

Não estudei a etimologia da palavra poesia, mas sei que  Poesia é a arte de escrever em versos.

Poema é uma obra em versos, de certa extensão, algumas vezes com enredo.Portanto, todos os poemas são poesias, e existem até algumas prosas que são chamadas de prosas poéticas, tal a semelhança de linguagem entre ambas.

Quanto as reticências não entendi a colocação, pois Fernando pessoa usou e abusou das reticências em suas poesias.

Um abraço

(Poetisa Maria das Neves)

- Postado por: Oficina às 01h38
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Maria: 

 Não tem que agradecer. Mérito teu ter compreendido  tão bem a função de  escrever.  :) 

 Quanto às reticências, Pessoa que me perdoe, mas não  perdôo isso nele.. rs

 (sou pretensioso sim.. rs).  

 Eu costumo "cometer" textos poéticos de quando em  vez. Não, não é assim: pra  ser sincero, eu não escrevo.  As palavras é que  querem ser colocadas no  papel.  Eu apenas as pastoreio. 

 Fica meu convite pra você conhecer mais dos meus  escritos lá no meu Fala  Poética, que aliás completou um ano ininterrupto no  ar no último dia 25.  Ah,  o endereço é: http://www.falapoetica.blogger.com.br. 

 Fica, por fim, a minha sincera admiração pela tua  postura e pela tua  sabedoria.  

 aceita um beijo do amigo

 Nel Meirelles

 ..........

-

estimado Manoel: em meu nome e no nome de milhões de admiradores de Pessoa, espalhados por todo o mundo, e em especial a Borges, que escreveu, dirigindo-se a Pessoa, ( claro, numa homenagem póstuma), disse: "Deixa-me ser teu amigo..." enfim, em nome de todos nós, perdoe Fernando Pessoa e suas reticências...

irei em breve visitar seu site.

Vc é bem gentil, não estou habituada, assim vc me estraga, rs rs rs estou mais afeita a levar pauladas na net.

Faz parte do show...em todo caso, ponto pro Rogério

maria

...........

 

Moça:

Não tenha dúvidas de que quando for preciso dar umas pauladas, assim o farei, como estou pronto para recebê-las também.. Mas existem pauladas  e pauladas, existem formas e formas de "bater" em alguém. rs

Eu gostaria de ter o endereço do teu site ou blog, para conhecer melhor a tua obra.   É possível?

(Nel Meirelles)

..........

 

Para Nel & Marineves:

 

POESIAS OU POEMAS?

Prezados & Prezadas. Foi o público leitor quem consagrou a palavra “Poesias” com o significado  (ou como sinônimo) de “Poemas”.  Acredito que não está errado quem usa a palavra “Poesias” como sinônimo de “Poemas”. É uma maneira atual de se comunicar. Não acham? Eu aguardo mais divergências nesta Linda Lista sobre o assunto, até que o esgotemos. Saludos. Maria José Limeira, após a busca na Web.

- Postado por: Oficina às 01h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

ECLUSA

Um texto de Rogério Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Eclusa”, de Rogério Santos é Poesia do primeiro ao quinto. Poesia legítima, que raramente se vê na internet.

As imagens abundam, correm soltas, sem peias... Meninos & Meninas, eu gostei muito deste texto, muito bem posto, a partir do título.

Refere-se à própria Poesia e seu ponto de partida, a inspiração. Trata-se da descrição do ato de escrever que encontra seu ponto crucial num lugar que o autor define como “eclusa”, entre a razão e a intuição (a emoção).

Rico em imagens, perfeito na forma e profundo no conteúdo, este poema tem amplidão. Embora pequeno no tamanho, é um grande mundo... Ao final, ele se abre numa imagem que se movimenta e dá sentido ao texto, e se chama “nau coração”.

É um texto incomum. As palavras mantêm-se elegantes, sóbrias. Nada sobra e nada falta neste texto.

Senhoras & Senhores. Vida na internet! É o que me resta dizer deste texto lindo!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

- Postado por: Oficina às 01h19
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

desculpem-me pelo expliquemos...

Maria, eu tb gostei deste poema, mas tenho umas perguntas:

Como vc mesmo postou aqui, as frases feitas, de um cara aí que me esqueci do nome, quero que, para que sejamos autênticos, expliquemos nossos delírios:

O que é:

É um texto incomum. As palavras mantêm-se elegantes,sóbrias. Nada sobra e nada falta neste texto.

Ou:

As imagens abundam, correm soltas, sem peias...

E mais:

Refere-se à própria Poesia e seu ponto de partida, a inspiração

 

Na verdade, acho bonito essa pôrra aí que vc escreveu, mas li aquele troço do cara que mandou respostas prontas pra internet e acabei identificando algumas, mas tenho certeza que é só confusão minha....

valeu. beijo Limeira.

(Ricardo Pisoler)

..........

 

Mas o que é isto? Motim na lista? Amigo Pisoler, eu acho que minha análise foi clara, curta e grossa... De acordo com os conformes. "Imagem" é a "linguagem figurada" que todo poeta usa. Por exemplo, eu acho que não pode existir poema sem metáforas, e estas abundam no texto de Rogério. Um abraço. Eu peço aos amigos que interpretem minha análise dentro da lei. Saludos. Maria José Limeira. (Eu também gostei da porra deste poema, se é esta a linguagem que você entende, amigo).

- Postado por: Oficina às 01h12
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Uma amiga nossa, que vocês conhecem, disse em outra comunidade que saiu desta Oficina Literária porque escreve "por distração", e não "por obrigação".

Realmente, é bem mais fácil escrever para se distrair do que para pensar. E os caminhos da crítica literária são árduos, cheios de espinhos... É melhor também dizer simplesmente "gostei, queridinha", ou "adorei, amorzinho" do que se aprofundar um pouco mais e dizer por que gostei ou por que me desagradou o texto.

Pisoler. Não estique o seu elástico para o meu lado, porque eu não respondo pelas consequências. Ah-ah!Abraços e saludos na sua bochecha linda. Maria José Limeira.

...........

 

Eu já ouvi isto antes.

Eu, que sou plástico,

aritmético, inexato.

Como posso esticar elástico?

Uma vez, quando fui morto,

quiseram-me estátua,

doei meu corpo,

escapei-me alma.

(Ricardo Pisoler)

...........

 

hahahahahahahahhahahahahahahahahah !!!!

 

Maria tava esperando você chegar, sabia que ia rir muiitoooo!

bjossss

Gisele

- Postado por: Oficina às 01h04
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Aqui na internet já li poemas longos e auto-explicativos que nunca diziam  nada e eram crentes em dizer tudo...

 Este poema é um poema solto, não explica nada e carrega em seu corpo significados que chegam a emocionar o leitor. Li este poema uma porção de  vezes e em cada leitura uma nova descoberta sobre a arte de escrever. A  relação entre a razão e a emoção é exatamente a poesia, ela consegue mediar ambos os sentidos. Ninguém melhor que o poeta para ser o mediador.  Lindo!

Abraços

Hilton Júnior

...........

 

Interessante o ponto em que vc toca, Hilton. O que o poema precisa dizer?  Ou não? As vezes eu me faço constantemente essa pergunta. Na década  de 80,  eu fazia parte de um grupo literário em João Pessoa o qual era acusado de  fazer "poesia de gabinete", ou seja, poesia para intelectuais e não para o  povo. Acho essa discussão salutar. Para quem fazer poesia?

Na minha opinião, quando escrevo o poema tenho a pretensão de dizer Algo  (mas nem sempre ele diz o recado). Uns interpretam de forma completamente  diferente daquilo que pensei dizer (ou tentei), e aí? Meu chefe, por  exemplo, que não gosta de poemas de jeito nenhum, quando lê um meu, ele diz: não entendi nada. E não adianta... não consigo entender de poemas. Aí eu  penso, será que temos a preocupação quando fazemos um poema, dele ser  compreensível a todos? E se ele for apenas a uns? E afinal, para quem  escrevemos, para nós, para outros, ou radicalizando como alguns por aí: pra  intelectuais ou para leigos?

(Dira)

- Postado por: Oficina às 00h59
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Continuação

Dira, um aparte:

Prezada amiga Dira. O que entendi o Hilton dizer foi   que já encontrou vários textos longos

  "auto-explicativos" (diga-se: "prolixos") na internet   que, no entanto "não dizem nada" ou "não explicam   nada"). No caso de "Eclusa", de Rogério Santos, o   fato, segundo Hilton, é que o texto não explica nada,   porque o próprio texto se explicaria. Foi assim que   entendi... Um abraço, e saludos tristes... Maria José   Limeira.

..........

 

Hilton...

 vc está certíssimo quando diz que há um texto escondido dentro do texto que aparece. Ver quem quer e quem tem sensibilidade. Concordo com vc. Mas na verdade, o que está escrito é quem tem que ter a voz ativa. Ou não?

 (Dira)

...........

 

  Dira, Maria e Amigos.

  Na verdade eu disse que a poesia não pode esgotar o assunto, o tema ou a inspiração do poeta nas suas palavras. Este texto em análise consegue dizer muitas coisas que não estão alí escritas nos versos. Por isso

que a poesia é muito maior que a prosa(digo maoir em tamanho), ela não precisa dizer tudo nas palavras mas se utiliza de imagens e sentimentos para transmitir e explicar tudo aquilo que o poeta carrega no seu coração. Eu sempre penso, quando escrevo,em quem irá entender exatamente aquilo que eu quero falar, impossível cada um vai entender algo diferente e acredito ser este ponto o crucial. É neste ponto que o poeta sai de cena e a poesia não pertence mais a ninguém e sim pertence a todos, individualmente.

  Será que eu consegui expressar tudo aquilo que e estou pensando?Vamos discutir mais este é um assunto importante e por demais interessante.

  Abraços em todos.

(Hilton Júnior)

...........

 

Então temos razão....

  O importante é a voz ativa, aquela contida no texto, pois ela é quem dará vazão às tantas interpretações. E é ela que analizamos em primeiro plano antes de qualquer coisa. Mas você já leu aqueles poemas que tentam exaustivamente explicar o que é o amor, o que ele causa, a falar o excesso, bla, bla bla?São textos ormalmente longos e densos, com estrofes gigantes que chega a dar preguiça de ler. O txt poético, a meu ver deve ser bem enxuto e direto e, é neste ponto que a vazão aos significados e às interpretações entram em cena.

  Um grande abraço, envergonhado.

  Hilton Junior

- Postado por: Oficina às 00h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Eclusa - Parte final

Hilton, sou da opinião que texto bom não carece de explicação.... ou  ele fala, ou cala para sempre a gente muda de página.   Mas, por que envergonhado?

 (Dira)

...........

 

Você tem razão, já falamos uma vez sobre os versos que falam e calam  lembra-se? Vergonha pela falta de respeito que eu tive por aqui, deixei o pessoal chateado e agora re-lendo o que eu escrevi achei um erro de

português.....MEUDEUSDOCEU vergonha total né amiga Dira. Analisamos, de analisar.

Ô falta de atenção.

Abração

(Hilton Júnior)

...........

 

Prezados colegas de lista.

Sei que esse espaço não é de vitórias ou derrotas, de se dar valor a comentários favoráveis a esse ou aquele texto, desse ou aquele autor.

Mas divido com vocês a alegria de ver que em geral esse meu primeiro texto analisado teve comentários tão bonitos e distintos, que foram além do que eu poderia imaginar.

Assim que escrever, ou selecionar dentre os já escritos, outros textos que sejam merecedores de passar por aqui, estarei enviando para a lista.

Maria, como postei no Orkut, fiquei envaidecido pelo seu comentário.

E por todos em geral.

 

"A nau coração iça sua vela

 Como uma flor de lapela

 Navegando nesse mundo

 Entre os simples e profundo

 - Um estreito. "

 

Beijos a todos.

Rogério Santos.

- Postado por: Oficina às 00h39
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




COMO FUNCIONA NOSSA OFICINA LITERÁRIA

 

Aos novatos no grupo Oficina Literária, algumas dicas referentes ao funcionamento da mesma:

 

  1. Todos os textos divulgados na Lista são passíveis de análise crítica.
  2. Os textos são analisados obedecendo à ordem de chegada.
  3. Semanalmente, são escolhidos 3 (três) textos, os quais são debatidos pelos participantes da Lista. Após esgotado o prazo, mais três textos são alinhados para discussão.
  4. Isto não impede, contudo, que os participantes da Lista comentem outros textos que cheguem, independente dos três escolhidos para análise.
  5. Ninguém deve ficar zangado se seu texto receber críticas contrárias.
  6. Todos têm direito a rebates, respostas, réplicas e tréplicas.
  7. Ninguém será expulso ou banido da Lista por dizer o que pensa.
  8. Nenhum texto será submetido a censura, auto-censura e censura prévia, e não mantemos em nosso meio Comissão de Inquisição para perseguir Poetas que externam suas opiniões sobre os textos em circulação ou sobre qualquer assunto. A turma da “Oposição” será sempre bem-vinda.
  9. Cabe a cada integrante da Lista a responsabilidade sobre as mensagens que assina.
  10. Pendências e impasses serão resolvidos de comum acordo com todos os integrantes.
  11. Estamos abertos a sugestões para o bom desempenho de nossos trabalhos. 

Saludos!

Maria José Limeira – Owner

Dira Vieira - Moderadora



- Postado por: Oficina às 00h31
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




CONVITE

 

Você sabe por que haikais não são haikais?

Sabe por que um texto pornográfico pode ser erótico?

 

Entre neste Forum.

 

Venha participar de nossos debates.

Para entrar em nossa Lista de Discussão

mande email em branco para:

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br

 

Saludos!

Maria José Limeira

 



- Postado por: Oficina às 00h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




UM OUTRO TEXTO EM TRÂNSITO:

“POST FACTUM”, DE HILTON JÚNIOR

 

 

POST FACTUM

Hilton Junior

 

Descrevendo a tristeza

Têm-se as palavras

como companhia

a testemunhar

 

Falando de solidão

Têm-se as mágoas

Lágrimas e

rouquidão

 

Ao fechar os olhos

Têm-se os sonhos

Para talvez a vida

vencer

 

E em todo acordar

Tem-se a realidade

A estrada vazia

a saudade



- Postado por: Oficina às 00h10
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Hilton Júnior - Continuação

POST FACTUM

Um texto de Hilton Júnior

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Realmente,  um texto bonito. Escrito em linguagem comum, abordando temas comuns, onde o autor lança mão dos lugares-comuns, para compor, no entanto, uma sinfonia singular.

Se é um texto comum, por que me agradou tanto?

Porque há música neste texto, ritmo, cadência, coerência, vai caminhando devagar e sempre, e deságua cheio de dignidade.

Apesar de estar alinhado como Poema, pode ser lido como Prosa também.

Pois é um texto reflexivo.

O mais admirável  é que está escrito no impessoal, com ausência de eu, mas o eu se faz presente a todo momento, na emoção que repassa aos leitores e nos sentimentos que o autor descreve.

O texto fala de  solidão, mágoas e lágrimas, mas é somente de tristeza que o autor fala, alinhando o eterno e o transitório num mesmo instante.

O título combina com o corpo do texto, dando conta do inexorável, do fato consumado, do não-retorno,  verdadeiramente o que mais pesa e dói no ser humano.

Um belo momento de Hilton Júnior, um autor jovem, à procura do seu caminho.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

- Postado por: Oficina às 00h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Hilton Júnior - Final

Eu diria do texto do Hilton que é arrumadinho demais para encontrarmos defeito. E como a Maria disse, parece uma música de tão bem sonoro, organizado, com começo, meio e fim. Sinceramente, eu não consigo ser assim, caminhar em linha reta. Mas enquanto texto que me sacode e me inquieta, ele não fez nada disso. Porque não disse nada que se já não sabe. Ficando assim, um texto mais maiores provocações. E isso é uma opinião pessoal de leitora. Gosto dos poemas que me gritam, sacodem, angustiam, reviram por dentro, provocando-me outras leituras.

Dira Vieira

...........

 

Dira,

Muito obrigado por sua análise...Gostei das suas palavras de verdade.

O texto é linear e tenta fazer com que o leitor acompanhe o desenrolar  da exposição das idéias nele contido, ele não é provocador e não tenta  elucidar nenhum tipo de sentimento nem algo maior, não carrega nenhuma filosofia. Acredito que algumas vezes o comum pode elucidar e acalentar alguns sofrimentos e alguns sentimentos desconhecidos, todos nós sentimos as mesmas coisas mas interpretamos de maneiras diferentes. Acredito que eu, se tivesse mais experiência na vida e na própria poesia, pudesse tornar o texto mais provocativo e mais subjetivo trazendo o leitor a outras leituras.

Mas ficam aqui registrados os propósitos do poeta para que o texto tenha uma leitura mais suave.

Um abraço no seu coração.

Hilton Junior

..........

 

Obrigada pelo carinho, Hilton. Mas observe que eu disse que ele é tão arrumadinho que não achamos defeito. E eu não achei mesmo.

Dira

..........

 

Essa poesia me fala de perda e dos sentimentos alinhados a ela. E mesmo tendo o pensamento alçado em outras viagens, aquela encruzilhada se apresenta chamando a reflexão.

Um texto triste, que reporta ao sentimento do autor.

Rogério Santos

- Postado por: Oficina às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________