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CARTAS

Maria José Limeira / Rosangela Aliberti

..........

 

----- Original Message -----

From: Rosangela Aliberti

To: Maria Limeira

Sent: Monday, May 16, 2005 4:10 AM

Subject: Oi Maria

 

 

Oiii Maria...

 

Resolvi montar um pequeno blog. Estava pensando aqui, você me permitiria indicar o seu blog no meu blog?

Se não topar tudo ZEN

Amigos para sempre

Beijo da Rô

 

http://rosangelaliberti.blog.uol.com.br/

- Postado por: Oficina às 10h34
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Cartas - Cont.

De: Maria José Limeira

Data: 05/16/05 23:24:26

Para: Rosangela Aliberti

Assunto: Re: Oi Maria / Olá, doce amiga!

 

Saiba, querida Rosangela, que eu tenho grande admiração por você e pela sua Poesia. Eu ficaria feliz se você divulgasse os links dos meus dois blogs. Se não for possível divulgar os dois, divulgue somente o da Oficina Literária, que é mais importante para mim do que o meu blog pessoal:

 

Oficina Literária

http://oficinaliteraria.zip.net

 

Maria José Limeira & Amigos

http://marialimeira.zip.net

 

Irei pescar sabedoria e farei propaganda do seu blog nos meus blogs.

Saludos e obrigada. Viu?

Maria José Limeira.

-----------

 

Obrigada Maria...você é 10

quanto mais pontes para formar uma teia poética ao meu ver é melhor!

Acabei de vir de um encontro  na União de Escritores aqui em SAMPA mas que estão agitando os pauzinhos no Brasil todo... quando receber os e-mails

repassarei para você... saiba que tenho admiração por você enquanto pessoa

e acho seu trabalho muito bom, outro dia um garoto me ligou de Campinas

um tanto revoltado pela falta de oportunidade e de espaço... coisa que estamos carecas de ouvir, ele me passou alguns textos para ler entre eles:

- Postado por: Oficina às 10h28
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Cartas - Cont.

 "Já fiz muita coisa e não fiz nada...porque tudo que fiz não vale nada pra ninguém.

Já tive muitas idéias originais e não consigo divulgá-las porque me faltam oportunidades...enquanto para os plagiadores de plantão sobram oportunidades.

Muitos dos que lêem meus poemas dizem que pra mim só falta oportunidade. Eu não sei, creio que eu ainda preciso aprender um pouco mais. Ou melhor, ainda tenho que aprender muito mais.

Não são as oportunidades que me faltam e sim o conhecimento. E este sempre vai me faltar. Hoje talvez eu tenha um conhecimento legal, possivelmente posso dizer que meu conhecimento ou criatividade é "acima da média".

Mas, eu ainda não falo Russo, Francês, Grego, Latim, Tupi, Alemão e Italiano. E pior, ainda não sei o Sueco para poder traduzir minha obra e poder concorrer ao Nobel da Literatura. Além de que, ainda não criei nada

que fosse assim um "sucesso estrondoso".

Ou será que ainda não fizeram de mim um "sucesso estrondoso" porque estou vivo e teriam que me pagar direitos autorais???

Talvez seja mais rentável esperar eu morrer para daí me descobrirem???

Provavelmente não vai ser o que eu sei que vai interessar pra vocês, mas o que eu gostaria de saber.

Quem se importa se eu sei que foi a Ode de Schiller que inspirou Beethoven a compor os últimos movimentos corais de sua 9a sinfonia???

Quem se importa que eu conheça a correspondência de Nietzsche com Richard Wagner???

Quem está preocupado para saber ou estudar a fundo e chegar a uma conclusão sobre a morte de Tchaikovsky, se foi cólera ou suicídio???

- Postado por: Oficina às 10h23
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Cartas - Cont

E daí que eu sei que o Mário de Andrade em seu trabalho folclórico trouxe o

Chico Antônio tocador de coco do nordeste pra São Paulo???

Quem quer saber os casos de Castro Alves com Eugênia??? E como ele deu um tiro em seu "próprio pé"???

Quem se preocupa com o uso da tensão e relaxamento nas harmonias Wagnerianas???

Quem tem vontade de rir ao saber que o Adoniran Barbosa entrou numa fria quando ele, branco, foi fazer na TV o papel que fazia no rádio, de um personagem negro e sem usar maquiagem???

Quem quer ouvir falar em Dick Farney ou Lúcio Alves e seus fã clubes que foram freqüentados pelos "criadores da bossa nova"??? 

Eu não sei quem quer saber isso e outras coisas...mas eu preciso saber quem quer saber.

Preciso conhecer gente que se importa com as mesmas coisas que eu. Pessoas com as quais eu possa conversar sobre assuntos interessantes e inteligentes e inovadores.

Estou sucumbindo perante aos jovens de hoje que vivem na FUTIL IDADE com FUTILIDADE.

E eu lá quero saber de Levantar poeira montado na Éguinha Pocotó indo pra uma festa no apê???

Como eu queria que esse apê fosse no World Trade Center e o Bin Laden tivesse derrubado ele e toda a escória da sociedade atual. Assim só sobrariam os bons, nós intelectuais. Não teríamos que ficar procurando gente

como a gente porque toda gente seria como a gente...

A pior coisa não é sentir-se sozinho com a esperança de amanhã estar junto de alguém que tenha algo em comum consigo. Essa dor acabará amanhã.

A pior coisa é estar sozinho, e ter morta a esperança de amanhã estar junto

de alguém que tenha algo em comum consigo, porque esse alguém não existe.

Essa dor não acabará nunca.

É assim que me sinto.

E onde estão meus amigos e amigas???

Onde estão as pessoas que me fizeram rir???

Será que se afastaram pensando que levo a vida muito a sério???

Ou será que me afastei, pensando que levam a vida na brincadeira???"

G. S.

- Postado por: Oficina às 10h19
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Cartas - Final

É um jovem de 23 anos...?

E daí...? Augusto Campos, Haroldo Campos e o Décio tinham esta idade mais ou menos quando iniciaram o movimento...

Então de tudo a gente pode tirar um pouco no sentido de aprender e trocar... o mundo da poesia tem ecos que muitas vezes não coincidem com os nossos entretanto ao meu ´umirde´ não podem ser descartados... o escritor de modo de geral é um ser um tanto introspectivo que interage com a sociedade de acordo com a sua visão de enxergar o mundo...

Não sei não quero funcionar como aquela que fica passando as mãos na cabeça dos companheiros às vezes me questiono quem passa as mãos através das letras na cabeça de quem?

Como não tenho bola de cristal escrevo o que dita meu coração naquele dia, naquele instante e vamos levando... respeito é bom e a gente gosta quando sente receptividade.

Só sei que li alguns trabalhos do ´garoto´ e disse está ´muito bom´, ele virou para mim:

- Pô só isto? Eu me mato para escrever e você diz que está apenas ´muito bom´???

Eu retruquei:

- Se eu não dissesse nada é que você deveria ficar com a pulga atrás da orelha... sou do tipo de pessoa que observo e quando aquilo não me toca não digo nada!

Nem tudo que se lê da ´liga´ para determinado escritor/leitor contudo isto não quer dizer que não dê para um + um + um... enfim...!

Vamos levando a vida quem nasceu para escrever chora um dia escreve naquele dia,  se cala no outro, garimpa, peneira... aqui acolá... como os espermatozóides ...rs* os mais fortes chegam ao óvulo... nesta luta se nascerão defeitos ou dentro da perfeição relativa neste nosso globinho... pouco importa... eles chegaram lá.

Meu beijo, obrigadão pelo aval!



- Postado por: Oficina às 10h13
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UM TEXTO EM DEBATE:

“FUGA”, DE HILTON JÚNIOR

....................

 

FUGA

 Hilton Junior

 

 O que importa saber

 se a chuva vem

 nos dias de calmaria

 Fala

 

 Se não sabes existir

 aos desvios do tempo

 aos tantos sentimentos

 Parta

 

 Para ti a exaustão

 não passa de fuga

 Socorros da alma

 Cala

..........

 

Hilton,

Gostei muito deste poema, ele tem força, tem alma.

Bem escrito, não carece de pontuação.

Aliás, a pontuação o atrapalharia, retiraria suas possibilidades de ser dúbio.

Também tem forma e interrompe o ritmo nas horas exatas.

É um poema que vém de dentro pra fora, e soca a cara de si próprio com a própria espora.

Valeu, muito bom, meus parabéns.

Sds, ricardo pisoler.



- Postado por: Oficina às 22h50
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Fuga - Cont.

A empreita a que Hilton se dedicou - tentar expor idéias fortes de  forma concisa, apresenta alto grau de dificuldade e obriga ao escritor ser preciso na exposição, em especial na forma - não podem haver erros, pois esses "pulam" na vista, justamente pelo pequeno número de palavras usadas para se dizer muitas coisas. No caso do texto, começa ele com erro: "-O- que importa...", quando deveria ser "Que importa..."; segue referindo a "existir...aos desvios...aos tantos sentimentos", quando seria correto dizer "existir...nos desvios...nos tantos sentimentos" ou então "resistir...aos desvios...aos tantos sentimentos"; está sempre falando em 2a. pessoa ("Fala", "Cala", "para ti"), mas escreve "Parta", quando o correto seria "Parte" (em coerência com o restante do texto). Por fim diz, da "exaustão", ser ela "socorros da alma" - não seria "socorro"?

Como disse, gosto da forma e, nesse caso, ela nublou a minha análise do conteúdo, do que fico no aguardo de que Hilton nos traga novas peças da  sua autoria para que eu possa ir formando um juízo a respeito do que escreve.

(José Nunes)

...........

 

Olá José Nunes,

Gostei demais da sua análise, de verdade. Talvez devido a este grau de dificuldade que você mencionou é que eu escorreguei na concordância.

Mas estou analisando o texto e vou corrigir tais falhas para assim você analisar o conteúdo.Podemos até fazer este acordo, acredito que me faltou certo conhecimento e atenção ao escrever e, este tipo de erro, a meu ver, não deve ser cometido por quem escreve, e também é fácil de cometer por um aspirante. Voltando ao acordo...rs... vou arrumar o texto e você o analisa por seu conteúdo, por sua mensagem ok?

Abraços.

(Hilton Júnior)

- Postado por: Oficina às 22h38
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Fuga - Cont.

Texto: FUGA

Autor : Hilton Junior

( Análise : Ademar Ribeiro )

 

Neste poemeto do Hilton Junior, faltou uniformidade no tratamento verbal.

O verbos falar, partir e calar deveriam estar todos na segunda pessoa; se não, todos na terceira: fala, parte, cala; ou fale, parta, cale.

A primeira estrofe carece de ponto de interrogação em «calmaria», e de ponto, ou exclamação, em «Fala».

A segunda, de uma vírgula em «sentimentos», e de um «parta» ou «parte» sem maiúscula.

A terceira precisa de vírgula em «fuga», pontos em «alma» e em «Cala».

O verso «socorros da alma» dispensaria a maiúscula inicial.

Discordo do Pisoler, quando diz que a ausência de boa pontuação enriquece um texto.

Que me desculpe o autor pelo meu comentário minucioso, mas só assim posso apreciar os seus versos pungentes, ricos em belas imagens.

..........

 

Olá Ademar,

Sua analise foi muito importante.

Quanto aos erros na concordância vou corrigi-los o mais rápido possível. A pontuação dentro de um poema, principalmente num poema pequeno como este, a meu ver, não deixa o texto mais rico, Eu acredito que acaba sendo, de certo modo, uma imposição ao modo de se ler o texto. Não gosto de poemas com muita pontuação pois atrapalha a leitura e a recepção da mensagem passada pelo poeta. O texto é muito pequeno e não acredito que pede tais pontuações. Quando eu o escrevi pensei nisso, mas desisti achei que eu iria impor um ritmo que, na verdade, ele não teria. Cada um faz a leitura da forma que lhe é conveniente. Pontuar poema deixa-o cansativo.

Aquele Abraço

(Hilton Júnior)



- Postado por: Oficina às 22h30
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Fuga - Cont.

Faça como quiser, Hilton, meu filho..

Continuarei, da minha parte, a insistir na mesma tecla, sempre que me deparar com esse modismo, já muito antigo e superado, de poemas soltos no ar, ao sabor de todos os ventos..

O pior de tudo isso é quando nem mesmo o próprio  autor consegue ler o próprio texto, ao inscrevê-lo no papel.

Como diria um velho ditado do tempo dos nossos  avós: « Escreveu, não leu, o pau comeu ! ». ( brincadeirinha... )

Ademar

...........

 

Ademar,

eu solto poemas pelo ar,

e quero que sempre continue.

Ricardo.

........... 

 

FUGA

 Um texto de Hilton Júnior

 

 (Análise crítica)

 

 Maria José Limeira

 

 Mas o que há com o poema “Fuga”, de Hilton Júnior?  Por  que tanta polêmica em torno dele, quando se trata de  um texto simples, de linguagem singela, texto curto,  conciso, sem grandes altos e de poucos baixos? Por

 que  as pessoas não o entendem ‘assim’ , e querem que  seja  ‘assado’? Os “fala” , “ parta”  e “cala”  nunca  estiveram tão bem postos num texto que diz muito  escrevendo pouco. Ora, ora, ora...

 É um texto lindo. Não carece fazer qualquer  modificação nele, Hilton. Deixe-o assim, e não vá na  conversa de que pode ser  assado!  E pode ficar sossegado. Não somos aqui contadores de  sílabas, e nem cultores de vírgulas, pontos e  pontos-e-vírgulas...

 

 (Maria José Limeira é escritora e doce jornalista  democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 22h20
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Fuga - Cont.

Recado para o Hilton Júnior:

Hilton, meu filho, não vá na conversa da Maria José, ou você vai terminar, como ela tão bem figurou, literalmente ( ou literariamente) « assado ».

 Quando aquela escreve seus próprios poemas, mede cada palavra com precisão matemática, usando, com maestria, toda a parafernália da pontuação oficial, até inserindo parágrafos no corpo dos poemas, como se fossem  prosa, sem falar dos parênteses e reticências, colchetes e eventuais asteriscos.

Como pode então lhe dar semelhantes conselhos?

Afinal, o que é bom para ela deveria ser também para os outros.

A não ser que também não saiba, como você não soube, distinguir as pessoas dos verbos. Será que não ?

Aliás, no próximo texto que ela apresentar para análise, vou ficar de olho na concordância e noutras «cositas

más».

Hêhêhêhê...

Ademar Ribeiro

.........

 

O preconceito lingüístico 

          O português empregado pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere do português empregado pelas pessoas privadas de scolaridade. Algumas classes sociais, assim, dominam uma forma de língua que goza de prestígio, enquanto outras são vitimas de preconceito por empregarem formas de língua menos prestigiadas. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de língua - a norma culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo domínio é solicitado como forma de ascensão profissional e social. O idioma é, portanto, um instrumento de dominação e discriminação social. Também são socialmente condicionadas certas formas de língua que alguns grupos desenvolvem a fim de evitar a compreensão por parte daqueles que não fazem parte do grupo. O emprego dessas formas de língua proporciona o reconhecimento fácil dos integrantes de uma comunidade restrita, seja  um grupo de estudantes, seja uma quadrilha de contrabandistas. Assim se formam as gírias, variantes lingüísticas sujeitas a contínuas transformações.

  João Andrade



- Postado por: Oficina às 22h13
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Fuga - Cont.

Olá Pessoal,

Eu admito o erro, como já o fiz anteriormente.  Acredito que a minha atenção no ato da criação deste  poema estava na força das palavras colocadas desta forma. O que está me deixando com muita vergonha e  um tanto chateado são as mensagens que estão sendo  enviadas. Não sou burro, não sou analfabeto, posso não ter todo o conhecimento que circula por esta  lista mas....

Estou em aprendizado contínuo, acredito que estes  erros não sejam tão absurdos para que as pessoas  venham me chamar de burro ou de estar sendo assado  literalmente ou até literariamente. Vamos com calma  antes de pré julgar a pessoa do escritor aqui, que  vocês não conhecem pessoalmente. A tentativa de ver  as coisas por diversos ângulos fará das pessoas aqui  verdadeiros poetas que pregam a liberdade acima de  tudo. Não pessoas que acham que detém as formas de  fazer poesia nem se intitulam sábias a ponto de não  serem maleáveis o suficiente para estar aprendendo  com todo e qualquer texto aqui postado. Se todos  aqui fossemos os melhores poetas não estaríamos  anônimos e ansiando uma critica de amigos, vocês não concordam?

Desculpem por ter sido rude, mas acredito que um bom  professor, um bom critico não vê o objeto criticado  à margem de tudo e, sim, que vê o objeto criticado  sob todos os ângulos e sob todas as possibilidades  possíveis.

Agradeço ao Ricardo, a Maria e ao José Nunes pela  critica verdadeira que fizeram sem preconceitos e  sem tentarem ser os intelectuais irredutíveis nas idéias do passado.

 Abraços

Hilton Júnior

- Postado por: Oficina às 22h03
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Fuga - Final

Meeeniiinoooo Lindo. Quem manda no seu poema é você. O pênis é seu, e você mija onde quiser. Ah-ah!!! A gente coloca o verbo como substantivo, o adjetivo como pronome, os pontos e vírgulas a gente desloca como bem quer! Ora, ora! O texto é nosso! Quem quiser que o leia, e da maneira que bem entender! Subvertamos a ordem! Você em cima, eu em baixo, ou eu de lado e você de costas, ou de frente, quem sabe? Isto o que é que tem? É apenas um texto, caros amigos. Um texto! Do qual gostei muito, e alguns discordaram com todo o direito. Obrigada, Hilton, pela sua colaboração. (Eu gosto de churrasco de homem bem assado, e pronto!).

Saludos! Maria José Limeira, aproveitando o bom-humor do computador, que agora dá o ar da sua desgraça.

..........

 

Ok,Maria Linda.

Não vou te responder do jeito que eu queria senão vc vai falar que estou te cantando dinovu...rs...Um beijão

Bola pra frente Minha Gente.

(Hilton Júnior)



- Postado por: Oficina às 21h56
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Aos participantes desta Oficina Literária.

ATENÇÃO! 

   

Prezados. Prezadas. Nada impede que os participantes desta Linda Lista defendam seus textos lindos, com réplicas, tréplicas e malcriações, desde que dentro dos padrões suportáveis de educação, e respeitando os limites dos terceiros. Causa mais estranheza aquificar calado diante das críticas do que respondê-las  à altura. Todas as mensagens postadas aqui entre poetas são coisas da Literatura e seus percalços e ninguém deve ficar zangado quando seus textos não receberem os elogios esperados. Ninguém será expulso deste lugar por "mau-comportamento", e nem vamos perseguir quem tem o direito de dizer o que pensa e exerce este direito com dignidade.

Um abraço a todos, sejam felizes entre nós e obrigada por aceitarem nossos desafios. Boa sorte.Saludos.

Maria José Limeira.

 



- Postado por: Oficina às 14h06
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PARA QUE SERVE A CRÍTICA LITERÁRIA?

 

REVISTA IDIOSSINCRASIAS

Pesquisado no Google

Saludos!

Maria José Limeira

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Crítica literária

Qual é o papel que a crítica literária exerce nas suas escolhas como leitor?

As resenhas têm alguma influência, são fundamentais ou inúteis? Em geral, você acha bom o nível da crítica no Brasil?

 

faça um comentário

..........

 

Enviado por: Lucia Sowella

comentário: A crítica é uma coisa importantíssima em um todo.

Infelizmente, no caso dos críticos literários brasileiros, poucos têm o preparo necessário para falar do assunto, que requer uma considerável interdisciplinaridade. Ou seja, uma especialização na área. Há estrutura para isso? Incomoda-me muito também o "eu-te-elogio-aqui-e-tu-me-elogias-ali" que grassa principalmente entre os poetas. Já li resenhas maravilhosas de livros que achei muito ruins. É uma roleta russa. Atualmente, dependo muito da indicação de amigos, já que não tenho tempo para perambular pelas livrarias.

...........

 

Enviado por: Diego Rozendo Escobar

comentário: A crítica literária, em tese, deve avaliar de forma imparcial as obras por ela apresentadas. O que se percebe nos dias de hoje, é uma prostituição explícita nos jornais e revistas que vendem espaços destinados

para tal. Isto é, você paga e nós falamos. Você paga bem, e nós falamos bem. É desprezível essa prática financeira travestida de crítica ou análise literária. Não dou a devida atenção a esses espaços comerciais.

...........

 

Enviado por: André Maxwell Mendes

comentário: Sinceramente, eu costumo ignorar as críticas literárias, e escolho meus livros folheando, lendo a capa, contracapa, cheirando... enfim... A crítica não consegue acompanhar tods os lançamentos de todos os livro, e muitas vezes peca!

- Postado por: Oficina às 20h20
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Para que serve? - Final

Enviado por: Claudia

comentário: Respondendo bem objetivamente à enquete, gosto de ler as críticas literárias, e costumo considerar sua influência sobre minhas escolhas. Mas admito que um bom momento para se escolher algo interessante para ler ainda é aquele tempo gasto em pé, na livraria, percorrendo as estantes e fazendo uma verdadeira "colheita". Já encontrei muita coisa boa assim, ignorada pela crítica.

...........

 

Enviado por: Charles Klemz

comentário: EM TEMPO: faço um apelo para que o caderno de cultura de ZH seja mais rico em críticas e resenhas. Por que não se espelham no JB, FSP e até no Diário Catarinense que está ultimamente muito melhor?

...........

 

Enviado por: Charles Klemz

comentário: Sou um leitor assíduo dos jornais que trazem resenhas e críticas literárias (JB, Estadão, FSP, ZH... além das revistas especializadas). E isso é fundamental. Há muitos lançamentos e é necessário filtrar as leituras, uma vez que é impossível ler tudo o que aparece, tanto financeiramente como também por causa do tempo. Sem falar que as resenhas e críticas nos poupam o tempo de ler muita coisa ruim.

...........

 

"Eu preferia ser vaiado por um bom verso a ser aplaudido por um verso ruim".

              (Victor Hugo)

- Postado por: Oficina às 20h17
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POR SOBRE AS CABEÇAS

Um livro de João Andrade

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Uma pessoa já disse, em minha cidade, que gosta mais dos meus poemas do que das minhas crônicas e contos. Explicou-me que a Prosa é prolixa. A  Poesia, por outro lado, tem muito mais pendores para a comunicação rápida e, em poucas palavras, diz tudo.

Outra qualidade da Poesia - disse-me a pessoa - é que é mais fácil memorizar versos do que crônicas.

É claro que concordei. Não com o que disse quanto a serem bons meus versos, mas quanto à Poesia como um todo.

Poesia é o supra-sumo.

Bendito é o escritor que sabe fazer versos, e versos bons.

Bendito seja, pois, o poeta João Andrade, de quem recebi seu livro "Por sobre as cabeças", obra que, de uma só vez,  arrebatou dois prêmios em concursos literários promovidos em Natal-RN, onde o autor reside.

Mais feliz ainda fico, por saber que o conteúdo do livro fora aclamado  em memoráveis discussões em nossa Oficina Literária on-line, os poemas debatidos até a exaustão, antes de receberem qualquer prêmio, num tempo  bom, quando era possível discutir textos dentro dos conformes da Lei e da elegância.

"Pura poesia", diz o prefaciador do livro, Nelson Patriota, sobre os versos de João Andrade.

E eu digo, na minha boa-fé: - Puta Poesia!

Sem medo de errar, digo mais: eu nunca havia visto um livro de poeta estreante nascer assim tão maduro e cheio de razão.

Os poemas de João Andrade são curtos, em versos livres, com uma  linguagem chã, partindo de temas comuns que o autor recria, transforma e faz do antigo, o novo, na maior desenvoltura.

O escritor Nelson Patriota, no prefácio da obra, fala ainda sobre  "a sensibilidade para o lúdico", como "marca muito pessoal do autor".

- Postado por: Oficina às 20h59
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Por sobre as cabeças - Cont.

Eu digo muito mais:

Não importa que idade tenha João Andrade. Trata-se de um poeta-menino brincando de ser passarinho, com ironia, bom humor e, sobretudo, com muita competência.

É uma obra íntegra, cheia de dignidade: na concepção da capa, no conteúdo, na forma e na linguagem que subverte a Poesia convencional.

E parabéns também aos apresentadores Nelson Patriota, no prefácio, e  Carlos de Souza na orelha, que sabem levar a Poesia de João Andrade aos leitores, com sobriedade e mãos seguras.

 

Um exemplo da Poesia de João Andrade:

 

POEMA 35

João Andrade

 

De tempo em tempo

sou outro,

mudo por completo.

 

O que antes era justo

agora é certo.

O que ontem era errado

hoje é exceto.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João

Pessoa-PB)

..........

Fonte: ANDRADE, João. Por sobre as cabeças. Tecnograf Gráfica e Editora. Natal-RN, 2005. 156 págs. Prêmio de Poesia "Carlos  Guimarães"-2003.

Prêmio de Poesia "Othoniel Menezes"-2003.

..........

 

Concordo com vc, Maria sobre o livro do João. Eu amei. Os poemas do  João são enxutos, e trabalhados na palavra como se o autor escolhesse minuciosamente as palavras para dizer tudo. Parabéns, Maria pela análise do Livro primoroso do João Andrade. O sucesso dele é merecidíssimo. O livro está uma maravilha.

Dira Vieira

- Postado por: Oficina às 20h56
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Por sobre as cabeças - Cont.

Poetisa,

 

Ao ler seu comentário sobre meu livro , fiquei feito menino pobre que ganha um presente rico: alegre, meio bobo, sem saber direito o que dizer.

Obrigado pelas palavras generosas, tanto as suas quanto às de Dira (exagerada como sempre).

Um abraço

(João Andrade)

...........

 

sempre que leio um poema do joão andrade penso - é flecha! acerta o coração  num vapt vupt! a capacidade de síntese na poesia me agrada muito!

ô joão, como faço para adquirir o bem-falado livro??

beijo grande

líria

- Postado por: Oficina às 20h52
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Por sobre as cabeças - Cont.

João,

Eu recebi seu livro nessa semana e acabei de devorá-lo nesse instante.

O livro é belíssimo e com alguns poemas que parecem um tiro.

Só li uma vez, e pretendo reler, e reler, e reler... 

Sei que aqui é espaço de críticas, mas como não sou bom nisso, acabei escrevendo um poema e tomo a liberdade de oferecê-lo a você. 

Acabei de escrever e ainda não pensei num nome, se é que se faz necessário. 

 

Para o poeta João Andrade

 

O poeta impresso em folha

não tem rosto.

Tem falha,

tectonismo, aposto.

 

Cada linha num sentido

Faz crescer a cordilheira.

E o poeta como um anjo,

Pode ver a Terra inteira.

 

No mirante imaginário,

O poeta agora é mudo.

Cria asas contemplando,

Salta em crase e acento agudo.

 

Voando por sobre as cabeças,

Suas asas circunflexa.

E o poeta se espatifa

e ri a beça.

(Rogério Santos)



- Postado por: Oficina às 20h48
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Por sobre as cabeças - Final

 Amigo Rogério, amiga Líria,

  Obrigado pela homenagem, fiquei alegre que nem pinto no lixo, como se

Diz por estas bandas.

  Peço-lhes autorização para colocar os textos enviados em um blog que

Estou fazendo.

  Saudações poéticas

  João Andrade

..........

 

Amigos,

depois de muitos erros e ajudas, consegui colocar meus blogs no ar.

Todos são bem-vindos.

Seguem os endereços:

 

http://porsobreascabecas.weblogger.terra.com.br/

http://poemoides.weblogger.com.br

 

Um abraço a todos.

João Andrade

- Postado por: Oficina às 20h42
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