
“TEXTÍCULOS”, UM TEXTO
DE ADEMAR RIBEIRO,
EM DEBATE:
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TEXTÍCULOS
Ademar Ribeiro
Eu mato falsos poetas
como a reféns na guerra fria.
Morro junto com as últimas palavras,
mijando nas suas metáforas vazias.
Meu poema
vira arma.
Explodo
textículos,
a porra...
Fodo
com
sua
poe
sia.
Colegas,
Abaixo a violência... viva a violência...!!!
Rogério Viana
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ademar, são tuas estas palavras:
"além das fronteiras do "Eu", iniciando-se naquilo que é, no meu entender, o verdadeiro apostolado do poeta e de todo artista."
então, tenho esperado pelos teus textos (além das críticas bem escritas que fazes aos nossos textos) - pensei, o ademar vai me ensinar um bocado!
...quando li dias atrás este teu poema (?), aguardava que fosse apresentado pelo grupo para me pronunciar - achei-o pretensioso, repleto de "eus"!!! e como te disse, e acho que não é por puritanismo, moralismo, esses "ismos" todos, não creio o que o convencimento se faça pela agressividade – continuo a esperar pelos teus textos! tenho certeza que todos aprenderemos muito com eles!
grande abraço
líriaTEXTÍCULOS
Um texto de Ademar Ribeiro
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Este poema “Textículos”, de Ademar Ribeiro, está bem dentro da linha da sua nova fase poética, de artista mal-comportado, rebelde contra as regras estabelecidas, impaciente diante do óbvio. É um texto político, num discurso panfletário e, como todo panfleto, sujeito a enganos.
O primeiro engano deste texto, ao meu ver, se refere a matar “falsos poetas” como a reféns na “guerra fria”.
Em primeiro lugar, “falsos poetas” é uma expressão das mais manjadas
Ora, como se sabe, o arquétipo da “guerra fria”, oriundo de um estado político mantido, nos anos 60, entre o mundo ocidental e oriental, com a proliferação de armas nucleares apontadas ou para a Casa Branca ou para o Kremlin, na verdade, nunca matou ninguém. Pois o que havia realmente era um comício permanente de ideologias do Capitalismo e do Comunismo. Sem vítimas fatais...
Embora tudo isto seja passado, Ademar tenta ressuscitar o tema num texto onde sobram enganos e falta poesia...
Outro equívoco do texto se refere a “mijar em cima de metáforas vazias”.
Ora, no meu parco entendimento, se há metáfora, não há vazio. Sendo vazio, não é metáfora...
Metáfora mesmo é esse “mijar em cima” como sinal de desprezo a todo e qualquer texto que não seja “umbigo”, e parece que Caetano Veloso é o poeta mais feliz deste mundo ao dizer: “Narciso acha feio tudo o que não é espelho”, justamente ao se referir aos “falsos poetas” de que Ademar fala com tanta veemência, mas porra-loucamente...
Este texto não tem ritmo, nem musicalidade, não tem cheiro nem cor.
Talvez seja apenas um desabafo, fruto de um surto em noite de insônia e depressão.
Como desabafo, é um bom começo.
Ah! Lembrei-me agora: é um texto machista, com excesso de pênis enrustido espalhado pra todo lado,, espermas vagando por corredores no meio da noite e tesão de mijo...
Esta é a minha modesta opinião. Com todo respeito!
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
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ahahahaha.... Tesão de Mijo foi o máximo !!!!
(Rogério Santos)Maria José:
Quando coloquei meu produto bélico no campo de batalha da sua linda Oficina Literária, eu já sabia da "ranhura" na sua blindagem, justamente o ponto vulnerável ("guerra fria") por onde o inimigo contra-atacaria.
Na verdade, o termo certo seria "guerra de extermínio", à qual muitos da sua própria fileira ainda chamam de "guerra fria".
Você, como bom general de tropas aliadas, aproveitou-se da minha colocação genérica para tentar desmoralizar o meu poder de fogo diante da sua armada.
Muito bem! Você venceu. Por esta vez, dou-lhe a mão a palmatória por sua sagacidade e me penitencio por minha falta de precisão tática.
Para mim, toda metáfora que se preze é política, e só por ela conseguiríamos salvar a Poesia. Se a Poesia do mundo tem uma arma apontada contra a cabeça, esta não é, certamente, o meu poema. Ele tem ritmo, tem som e tem cheiro de pólvora. O fato de você tê-lo visto com forma fálica e pornográfica não justifica a excitação geral que ele causou.
Caetano Veloso não vale como referência para nada que preste.
Beijinhos.. e "pau-pau"!
AdemarAdemar lindo. Dizia-me minha velha mãe, com medo que eu me perdesse pelo meio do caminho: “Minha filha. Não confie em homem. Nenhum homem presta...” Cansada de ouvir todo dia esse mesmo lenga-lenga, perguntei-lhe, um dia: “Ô minha mãe. Se nenhum homem presta, o que é que presta neste mundo?” Portanto, digo uma coisa a você, querido Ademar: respeite meu Caetano Veloso lindo. Viu? Ah-ah!
Beijinhos, beijinhos, e au-au!
Saludos. Maria José Limeira.
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O Caetano Veloso, quando vivo, era lindo mesmo.
Ah-ah ! Rogério Santos.
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Maria José:
Você está rimando pau com cacete; isso aí é assunto de família...
Vamos lá! Faça sua tréplica, que você ganha mais...
Ademar
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Maria,
o que seria "impaciente diante do óbvio"?
Eu não havia lido sua critica, mas agora que li...
A guerra fria nunca matou ninguém?????
Você ficou louca????
Eu hein?
Tõ fora..
nem comento mais,
ricardoOlá Ademar
Teu poema revoltadinho é interessante:)) bem construído dentro dos evidentes limites de uma poesia panfletária.
O interessante é este assassinato/suicídio
Eu mato falsos poetas
como a reféns na guerra fria.
Morro junto com as últimas palavras,
mijando nas suas metáforas vazias.
talvez o ponto alto do poema em que o eu-lírico se assume também um falso poeta, e ao anular seus pares entra no mesmo grupo e se anula, uma espécie homem-bomba poético, gostei.
Particularmente prefiro uma poesia de cunho mais existencialista, mais subjetiva, voltada para dentro. Mas não deixo de me divertir com estes achaques poéticos, bastante românticos, inocentes, quem sabe por isso, tão frágeis e belos.
abraços
Rubens da Cunha
Muito obrigado, Rubens, pelas suas tergiversações diante do meu texto..
Aqui vai mais um, especialmente pra você:
ESCOMBROS
No meu poema, as palavras
são como fossem soldados
encurralados no escombro.
Explode-se com o texto, não morre.
Suicida-se quem não foi convidado.
Ademar Ribeiro
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É tergiversando que a gente se entende...
abraços
Rubens
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Grande poema.
Reacionário, rebelde, revoltado e real.
TEm velocidade e métrica, tem voracidade e estética.
Não fala nada com nada nem porra com porra nenhuma, mas é sincero, como a amargura de uma única criatura.
Gosto de arrasas, este é meu estilo de texto, cruel e fiel às palavras e aos sentimentos.
sds, Ricardo pisolerMinha primeira impressão ao VER o texto foi de estar sendo assaltado,"MEUDEUSDOCEU um assalto a toda a poesia", mas em se tratando do autor alguma coisa forte estaria por vir...Vi que o texto não era um assalto à poesia e sim uma tentativa de homicídio, tentativa porque o autor não conseguiu matá-la, pois ele mesmo após apontar a arma e disparar seus brados de morte continuou a praticá-la.Como poeta foi um tentativa dupla, matar todos aqueles que produziam metáforas vazias( se isto fosse possível) e matou a si mesmo morrendo em seus sonhos junto com poetas, poemas e metáforas. O texto em seu sentido é descabido, é bem pensado,bem escrito e sua forma expressa exatamente o seu conteúdo. A porra que autor se refere, foi a tentativa de semear a poesia que ele defende. Quem conhece os escritos do Ademar sabe que ele defende uma forma de fazer, de pensar e de comentar poesia, e o seu poema foi uma forma de negar o que se está fazendo para fazer algo diferente e que o autor não conseguiu propor no texto pois sua proposta foi de uma forma unânime de morte.
Achei um texto mesquinho e vazio, não propõe nada de novo somente uma critica vazia, uma negação ao que se faz, mas nada de propostas para o que se fazer. Resta-nos uma pergunta: " Se você conseguisse matar os poetas e as metáforas vazias, o que iria restar? O que você propõe que se faça no "post mortem"?
Abraços
Hilton Junior
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. Ademar,
o nada de nada de porra nenhuma é minha forma de ver o que muitos ainda ousam pelo ridículo de acreditar que na próxima eleição:
TUDO SERÁ DIFERENTE.
RicardoAdemar
se o chico que é o chico diz que é ateu,
eu que sou eu acredito em Deus,
mas ainda duvido que ele não tenha dito a verdade.
se a maioria deste meu povo acredita no Lula,
acredito que sou eu,
mesmo um filho da puta.
Ricardo