
UM TEXTO BONITO EM DEBATE:
“A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CORAÇÃO”,
DE RICARDO PISOLER.
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A verdadeira história do coração (r.pisoler)
A verdadeira história do coração
está nas veias e nas artérias.
Está no sangue e na matéria
que formam os circuitos da circulação.
A história contém dados sem emoção,
de um músculo cruel e sem coração,
que trabalha dia e noite sem receber um centavo.
Contém autos e laudos de reclamação,
descrevendo os casos de amor e paixão,
por quem se dedicou, viveu e se tornou escravo.
Um texto de Ricardo Pisoler
(Análise crítica)
Maria José Limeira
O corpo humano é uma máquina perfeita, em comunhão com a Natureza que o cerca. Nós o agredimos com pesadas doses de bebidas alcoólicas, tragos amargos de cigarro, tentativas de suicídio diária, ingerindo as matérias químicas dos escarros dos automóveis, e vai por aí, e mais os sentimentos de amor e ódio que cultivamos ao longo da vida.
Isto me disse, um dia, um médico amigo, a quem consultei, quando meu coração dava pulos querendo saltar do peito. Ele (o médico) me mandou fazer um eletro-cardiograma, em cujos resultados se registrava minha história...
Esta história, por exemplo, que o poeta Ricardo Pisoler acaba de contar num poema curto sob o título de “A verdadeira história do coração”.
Gostei muito deste texto, escrito em linguagem corrida, sem muita riqueza de detalhes, mas onde abunda a metáfora que é a história de nossa vida...
Este texto me pega de cheio, neste domingo cheio de tristezas e contrariedades, resultados de um embate que chega ao fim, com uma vitória enfeitada de amargura, e sem nenhuma glória.
Infeliz de quem, para chegar ao topo, vai pisando em cadáveres pelo meio do caminho...
Olha aqui, menina, não sei sua idade. Mas aqui do ponto onde estou - meio século de feridas, de lutas, de tristezas e de alegrias -, tento me concentrar em coisas alegres. As tristes eu boto pra fora: misturo um samba, uma salsa, um tango e um bolero, ouço Chico e coloco pra fora. Invento pessoas pra me interpretar, reinvento a realidade deturpada, e se o final não é feliz, ao menos me alivio e me entrego às linhas. Escreva, escreva, escreva: quem tem interior, como vc, tem caráter e tem o que dizer. Aproveite essa riqueza de sentimentos e emoções, apanhe os desencontros e alinhave uma costura, caseie, abra
o zíper e arranque os botões. Aflore os monstros e degole-os, um por vez, com sua espada de esperança e criatividade.
beijuuuus e que o seu domingo se abra em sol
Thaty MarcondesQuerida amiga. Quando eu estava lá nos anos 60, e entrava em desespero, os amigos viravam-se pra mim e diziam: Escreva. Você tem sua Literatura.
Eu ficava mais revoltada ainda... Qual é, minha gente? Eu queria ser feliz, e não escrever literatura, sô! Eu ainda quero ser feliz, e tenho esse direito.
Literatura fica para os gênios, e os que realmente sabem dizer...
Um abraço e saludos.
Maria José Limeira.
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Mas é uma ótima terapia, fala a verdade! Principalmente quando a gente consegue escrever com humor uma história dolorida e ri da própria falta de sorte....rs
bjs....eta vício, vou desligar essa máquina...hahaha
ThatyTexto: A verdadeira história do coração
Autor: Ricardo Pisoler
Mais uma vez, um poema sanguíneo, bem dialético, como tantos outros do Pisoler, porém com uma grande diferença dos demais. Aqui o autor não se perde nos seus habituais emaranhados psicológicos nem na profusão de
uma linguagem desordenada, como sempre acontece com a sua escrita.
Ao contrário, prima pela concisão, escrevendo pouco e refletidamente, conseguindo chegar, são e salvo, junto com o texto, a um bom arremate.
Um texto bonito, coerente e eloqüente, com ressalva apenas da segunda estrofe, mal formulada e empobrecida pela repetição do termo"coração", como se já não bastassem tantas rimas em "ão"...
No mais, nenhuma falha irremediável.
Ademar RibeiroClube do Conto lançou publicação neste sábado
O Clube do Conto da Paraíba realizou no último sábado, 9, a partir das 17h, na Livraria Almeida, no Shopping Sul, localizado no bairro dos Bancários, em João Pessoa, o lançamento do segundo número de sua publicação que leva o nome de Atas do Clube do Conto. Nesta edição, onde todos textos ficcionais versam sobre o tema vampiro, participam Maria Valéria Rezende, Ronaldo Monte, André Ricardo Aguiar, Geraldo Maciel Dora Limeira e Antônio Mariano e terá leituras dramáticas dos atores paraibanos Saint-Clair Avelar, Wilma Albuquerque, Suzy Lopes, Ailza Freitas, Carlos Cartaxo e Bento Júnior.
O Clube do Conto da Paraíba surgiu em 2004 a partir de uma lista de discussão na internet criada por Antônio Mariano. O espaço da net tem servido para postagem de textos dos membros do grupo, debates e informes sobre literatura e em especial as estórias curtas. Atualmente constam 20 membros inscritos, entre os quais além dos acima relacionados podem ser citados Marília Arnaud, Maria José Limeira, Dira Vieira, Tarcísio Pereira,
José Brendan, Regina Behar, Simone Maldonado, Sônia van Dijck, Edônio Alves,
Rinaldo de Fernandes, Wellington Pereira, Mercedes Cavalcanti, Aécio Júnior, José Leite Guerra.
Ainda em 2004 o grupo passou a se reunir no fim da tarde dos sábados no Shopping Sul. Os encontros, abertos também a leitores e escritores visitantes, aconteciam inicialmente no cafezinho localizado no térreo.
Recentemente o empresário Assis Almeida cedeu um espaço atrás de sua livraria, quando o grupo passou a ter como sede aquele espaço, contando com o apoio da Associação dos Lojistas, que cede mesas e cadeiras.
Atas do Clube do Conto é um impresso popular, no estilo fanzine. Tem a função de fazer circular o nome e a obra dos autores do grupo e é vendido simbolicamente ao preço de R$ 1,00 (um real). O grupo de escritores tem o objetivo de intervir social e culturalmente na conquista e formação de leitores e está planejando ocupar espaços de grande circulação de pessoas para distribuir a publicação. A criação de oficinas de estórias curtas abertas à população é outro dos projetos do Clube do Conto da Paraíba.
Fotos das reuniões dos contistas podem ser visualizadas no fotolog do grupo no seguinte endereço: http://fotolog.terra.com.br/contopb