
Estações terminais superlotadas são adeuses.
(Maria José Limeira)
VEJAM!
Balas perdidas
Tiros no meio do salão.
Trocas de tapas.
O pretexto disso tudo: O Ciúme.
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Saludos!
Maria José Limeira.
EM DISCUSSÃO,
O TEXTO DE ZÉMARIA:
“DÍSTICOS PERVERSOS”.
...............................
Dísticos Perversos
Sei que começo a descer às trevas
não adianta ler a Divina Comédia.
Quando menino, o destino era leve
mas hoje ele corta, rasga e fere.
Abro ao acaso Dom Miguel de Saavedra
vejo que o homem é sua própria fera.
A morte não resgata o mal da vida
mas insone insisto na minha fantasia.
Dói-me o mundo no lado de dentro
a sempiterna poesia é o único ungüento.
Quanto mais se vai do trópico ao sul
mais alí é sertão, é a dor é azul.
Cada qual fabrica seu deus especial
e é daí que provém o bem e o mal.
Pessoalmente me interesso por Rylke
o mel que vem dela é mui mais bonito.
Nem Proust retoma o tempo perdido
mais teor tem a Ana, ao pé do umbigo.
Comamos o pão, enquanto haja trigo
viver só é válido correndo perigo.
camaleões mimetizam até nas paredes.
Ela veio, deitou, comigo na rede
nela me debrucei, matei minha sede.
A vida passa, que nem uma foice
quem quiser pule ou então se abaixe.
Cantar um galope, na beira do mar
é um bom remédio para a dor passar.
Agradável leitura, Mil e Uma Noites
e a vida é feita dessas coisa bobas.
Veio ela pespegou-me um beijo na boca
estrelas choveram sobre nossos corpos.
Em vez de cantar um Baião do Araripe
me veio foi um blues, lá do Mississipi.
Inda hei de tocar uma linda rabeca
coisa boa que há é um cheiro na testa.
Ao inferno vai Deus e lá se instala
preto olho me olha, no canto da sala.
No meio da noite velo a neta Raquel
e aí fica tudo muito menos cruel.
Proteger filhotes foi tudo que restou
da pobre sopa inicial que nos gerou.
Bacilos, yons, nêutrons e elétrons
é pouca a matéria que fez o universo.
A estrela no éter que ora me iluminou
há muitos anos-luz que se acabou.
Black-Holes, cometas, luas, galáxias
nunca explicam a pergunta que me faço.
Escarro no chão, e crio um microcosmo
que já traz em si a estrutura do Logos.
Quando eu a penetro e gozamos fundo
sinto, estamos criando galáxias e mundos.
Penso dominar os dísticos, com tino
mas não tenho controle sobre o destino.
Corto carne e veias quando vem o delírio
E a solidão é faca que corta bem frio.
zémaria em 28/12/03
DÍSTICOS PERVERSOS
Um texto de zémaria
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Conheço os textos de zémaria há muito tempo, desde que começamos a militar juntos em listas de discussão literária na internet. O que mais admiro nele é sua capacidade de pensar a partir do individual na busca do universal. Além da Poesia, ele gosta também da Filosofia, que mistura aos seus textos com a maior graça e com muito bom humor.
Estes “Dísticos perversos” são exemplos claros de que não estou errada, quando digo que zémaria mistura seus poemas com as tiradas filosóficas que são a sua especialidade, combinando o popular com o culto na maior simplicidade.
Apesar de enfileirados, cada dístico tem vida própria, mas podem ser lidos como um todo também, sem prejuízo dos resultados.
Dizem que os textos de dois versos não são Poesia.
Quem fala assim não conhece zémaria... e nem entende a linguagem dos seus dísticos, que aqui estão: claros como água e duros como faca cortando a carne naquilo que há de essencial.
Esses dísticos formam uma ciranda com vários movimentos. Têm ritmo e musicalidade e podem ser cantados, como a boa Poesia nordestina, com seus refrões, suas tiradas e seus desafios.
Escolhi algumas pérolas que encontrei neste texto bonito:
“...a sempiterna poesia é o único ungüento”.
“...a vida é feita dessas coisas bobas”.
“...dói-me o mundo no lado de dentro”.
“...coisa boa que há é um cheiro na testa”.
E por aí vai...
Gostei muito deste texto, que vem se somar á boa literatura que zémaria escreve e nos presenteia em todas as listas de discussão.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
...........
Doce Limeira
repetindo, obrigado pelo seu olhar sobre o meu poema.
abraços
zémariaTexto: Dísticos Perversos
Autor: Zémaria
Esse Zémaria - logo se vê - é um grande poeta, e muitos desses seus dísticos são de uma beleza sem par, cada um girando como asteróide, na sua própria órbita e valendo por si, como um poemeto autônomo.
Daí porque, mesmo enfileirados no papel, numa seqüência aleatória - ou subjetiva, do prisma do autor - cada um deles ainda conserva o seu próprio peso, seu próprio espaço, seu tempo e seu movimento. Faltou-lhes apenas
a viga-mestra para a edificação de um poema geral, se é que foi essa a intenção do autor em reuni-los num só bloco.
Em todo caso, a bem do conjunto, fosse eu o Zémaria, excluiria o último dístico.
Ademar Ribeiro
...........
Não concordo!
Acho que deve conservar o último dístico sobre a solidão. (Parece até que foi escrito para mim, de tanto que me tocou...) É bonito! Saludos.
Maria José Limeira.Maria:
Se não mesmo excluir, talvez embuti-lo noutra brecha do texto, já que não figuram como versos, nem se articulam entre si.
Para mim, o texto terminaria melhor aqui:
"Penso dominar os dísticos, com tino
mas não tenho controle sobre o destino".
Ademar
..........
Prezado Ademar
obrigado pela pertinente leitura do poema.
Registrei a sugestão. Aliás, outros dísticos exclui.
Cordialmente
Zémaria
...........
esse zemaria é mesmo um grande poeta, ademar! precisas ler o livro belíssimo dele - "concebidos com pecado"!!!!
sobre os dísticos, já me manifestei! o zé maria marques tem a manha e a manhã!!!!!
Líria
..........
Líria, que sabe tocar a lira
obrigado pelo seu carinho com minha poesia.
Vc. sabe que sou seu fã.
abraço
zémariaOlá ZéMaria,
Projeto interessante , que lembra os livros "colecionador de minutos" de Paulo Bonfim e "O discípulo de Emaus" de Murilo Mendes.
O que percebi é que não dá para fazer uma análise do 'conjunto' já que cada estrofe se configura uma célula independente e que no todo não constrói um poema único. Talvez este seja um ponto a ser pesado por você.
Conseguir de cada dístico uma vida, mas que todos juntos formem um poema maior, único. A meu ver não houve isso aqui. Essa Observação foi também colocada pelo ademar.
Outro ponto é o título. Busquei muito a perversidade nestes dísticos, e não encontrei. tem ironia, um certo erotismo, um tanto de romantismo, mas a perfersidade, o soco no estomago do leitor, não há. Penso que haja
uma discrepãncia entre o título e o texto.
abaixo comentários mais estruturais em alguns dísticos .
Dísticos Perversos
Sei que começo a descer às trevas
não adianta ler a Divina Comédia.
Quando menino, o destino era leve
mas hoje ele corta, rasga e fere.=== cortar, rasgar e ferir tem quase o mesmo significado. aqui sugiro um verbos mais distantes no significado, ou um "corta feito alguma coisa"
Abro ao acaso Dom Miguel de Saavedra
vejo que o homem é sua própria fera.
A morte não resgata o mal da vida
mas insone insisto na minha fantasia.
Dói-me o mundo no lado de dentro
a sempiterna poesia é o único ungüento.
"este "sempiterna' pesou no verso, e com este 'unguento' então. não poderias encontrar duas palavras mais leves.?
Quanto mais se vai do trópico ao sul
mais alí é sertão, é a dor é azul.
Cada qual fabrica seu deus especial
e é daí que provém o bem e o mal.
Pessoalmente me interesso por Rylke
o mel que vem dela é mui mais bonito.
Nem Proust retoma o tempo perdido
mais teor tem a Ana, ao pé do umbigo.
Comamos o pão, enquanto haja trigo
viver só é válido correndo perigo.=== este é meio auto-ajuda demais ;))
Quando o inverno invade tudo de verde
camaleões mimetizam até nas paredes.
Ela veio, deitou, comigo na rede
nele me debrucei, matei minha sede.
=== superficial,
rede e sede é rima antiga, diante de alguns encontros
sonoros que você praticou noutros disticos
A vida passa, que nem uma foice
quem quiser pule ou então se abaixe.
Cantar um galope, na beira do mar
é um bom remédio para a dor passar.=== cadê a perversidade
Agradável leitura, Mil e Uma Noites
e a vida é feita dessas coisas bobas.
Veio ela pespegou-me um beijo na boca
estrelas choveram sobre nossos corpos.
Em vez de cantar um Baião do Araripe
Me veio foi um blues, lá do Mississipi.
Inda hei de tocar uma linda rabeca
coisa boa que há é um cheiro na testa.
Ao inferno vai Deus e lá se instala
preto olho me olha, no canto da sala.
No meio da noite velo a neta Raquel
e aí fica tudo muito menos cruel.
Poteger filhotes foi tudo que restou
da pobre sopa inicial que nos gerou.
Bacilos, yons, nêutrons e elétrons
é pouca a matéria que fez o universo.
A estrela no éter que ora me iluminou
há muitos anos-luz que se acabou.
Black-Holes, cometas, luas, galáxias
nunca explicam a pergunta que me faço.
Escarro no chão, e crio um microcosmo
que já traz em si a estrutura do Logos.
=== este para mim é o melhor.
Quando eu a penetro e gozamos fundo
sinto, estamos criando galáxias e mundos.
Penso dominar os dísticos, com tino
mas não tenho controle sobre o destino.
Corto carne e veias quando vem o delírio
E a solidão é faca que corta bem frio.
zémaria em 28/12/03
abraços.
Rubens da CunhaAo ler o poema do José tive a certeza de estar num lugar de uma riqueza extraordinária. Temos aqui poemas suaves e elegantes de Liria e de Amina,temos as crônicas inteligentes do Rubens, temos a agressividade e a força de Ricardo e Ademar, temos os textos bem-humorados e cheios de vida da Maria, os Haicais, os Poemas do João,enfim tudo que a poesia e a cultura precisam. Este poema é muito bom,acho que ele contém verdades por isso o autor colocou no seu título a perversidade, a realidade e as verdades da vida são cruéis e perversas. O texto pode ser lido como um e como da estrofe, do dístico carrega em sí uma mensagem, uma filosofia enfim, carrega a vida, as crueldades e as alegrias. Texto brilhante.
Parabéns!
Hilton Junior
...........
Amigo Hilton
obrigado pelo seu elogio ao meu poema.
Comungo contigo acerca das virtudes literárias que carregam consigo todos os integrantes desta, como diria a doce Limeira, "Linda Lista".
abraços
zémaria“O CIÚME – ANIMAL INVÁLIDO”,
DE RUBENS DA CUNHA:
EM DEBATE
..................
O CIÚME - ANIMAL INVÁLIDO
1
Nos inícios, havia as tentações
que ardiam sob a árvore dos desejos:
brincadeira edênica desprovida
do fruto calamitoso do ciúme.
O futuro sem máculas abria-se
em corpos ainda virgens à serpente:
animal constituído de posses,
algemas e cotidianas misérias.
Nos finais, acorreram os perdões
- disfarces álgidos para a repulsa -
Apocalipse contumaz causado
pela carne fácil da insegurança.
O paraíso asseverou-se em nódoas:
corpóreas falhas do amor massacrado.
2
Quando principia arder nos escaninhos
da suspeita, o ciúme encontra a pele
apta ao encontro com a dor. Adeus
ao sem número de hosanas povoando
a fanfarra lúdica do carinho.
Adeus às bocas margeando alegrias,
não mais dentes submersos em surpresas,
não mais as mesas vazias de silêncio.
As noites são agora arquitetadas
em agonia: deus insone que faz
dos olhos, território de asperezas
e das mãos, rochas prenunciando o fim.
Na fogueira do caos o amor fenece:
restam corpos reverberando cinzas.
3
O rosto do ciúme foi moldado
em escuridão, víbora e ofensa.
Não existe artesão capaz de criar
tal espécie de ordem: tão escudo,
tão cristal, tão imersa nos fantasmas
da beleza, tão pressa ou precipício.
Deter-se neste rosto: remoer-se
como se fosse carne nos açougues.
Atar-se ao pescoço da discórdia:
corda intumescida no desprezo
de todo o tempo ser quase inocente,
ser quase sempre débil nos levantes
que o amor orquestra, antes de morrer
no exílio infalível do esquecimento.
4
Os submetidos ao ciúme são
animais inválidos. Tanto mais
correm, mais são vencidos pelos cascos
machucados do pensamento. Acabam
impuros na savana da tormenta.
Outros há, que algemados a velhez
do espírito, desistem de fugir.
Falecem infecundos na planície
da tirania. Inscientes, continuam
pastando conveniências e perdões,
até que sobrevenha a incerteza
e os submetidos morram sem saber
que a liberdade cáustica do amor
é uma terra ausente de derrota.
(C) Rubens da Cunha
O CIÚME – ANIMAL INVÁLIDO
Uns textos de Rubens da Cunha
(Análise crítica)
Achei interessantíssimos estes textos de Rubens da Cunha a partir de um tema que ele recria, num jogo de palavras que formam a simbologia puramente literária, lírica, inquietante, com riqueza de metáforas – meudeusdocéumeudeusdocéu! – e num discurso onde o eu some completamente: “O ciúme – animal inválido”.
O que salta aos olhos, na primeira leitura, é a Poesia que emana deste trabalho impecável, que pode ser lido tanto no todo como em partes.
Conheço a competência deste autor – tanto na Prosa como na Poesia – e sei que está construindo sua obra com uma lucidez invejável. Não se trata desses “poetas virtuais” que usam a internet para desabafos e confissões, sem qualquer preocupação com a técnica e sem levar em consideração o respeito aos leitores...
A obra de Rubens da Cunha – é fácil ver – traz a marca do artesão em luta corporal com o texto, até conduzi-lo a porto seguro, sem se perder pelo meio do caminho.
Podemos dar uma enxurrada de exemplos de como são lindas as imagens de que o autor lança mão para estender-se sobre um tema dos mais comuns (o ciúme), sem cair na mesmice e no besteirol:
“Quando principia arder nos escaninhos
da suspeita, o ciúme encontra a pele...”
..........
“As noites são agora arquitetadas
em agonia: deus insone que faz...”
..........
“O rosto do ciúme foi moldado
em escuridão, víbora e ofensa...”
E por aí vai...
Gostei muito. Ouviram?
Quando eu lancei meu primeiro livro, cheia de vida e de esperança, sem saber ainda que rumo tomar, e achando que escrever era o máximo dos máximos, um amigo me disse: “O que mais desejo para essa escritora que acaba de nascer é que sua obra encontre críticos à altura...”
E é isto que eu desejo, sinceramente, que aconteça ao nosso doce e bom amigo Rubens da Cunha.
Obrigado Maria, fico contente que tenha gostado.
Minha poesia é toda amparada na imagem, na simbologia mesmo.
Raramente me confesso, e se o faço é muito bem disfarçado :))
A internet, bem como os livros normais, é palco de muitos 'desmandos' com a literatura. :)) vou fazendo o que posso para fugir disso e contribuir com uma literatura mais densa, mais próxima do sonho e da imaginação.
beijos
RubensTexto: O CIÚME - ANIMAL INVÁLIDO
Autor: Rubens da Cunha
Este texto rebuscado, mas sem métrica e sem ritmo, do Rubens da Cunha, embora proposto como poema, com rimas esparsas, aqui, acolá, não passou no meu modesto entendimento do que seja a Poesia.
Compõe-se de quatro longos segmentos de versos simulados, rarefeitos - leia-se "versos falsos", "forjados", meros retalhos de prosa -, sem a condensação retórica, geradora de metáforas, própria do Gênero Poético, que deve orientar o poema em profundidade, no sentido vertical, e não em linearidade, como se observa no presente caso.
Ainda que assim encarado - como prosa que é - e não obstante o título explicativo ("O CIÚME - ANIMAL INVÁLIDO"), continuaria sendo um texto discursivo e empolado, sem "porquê" e sem "quando", que não se definiu enquanto gênero literário, não chegou a nenhum auge no seu morno percurso e com o qual nem mesmo o próprio autor saberia aonde quis chegar e que caminhos teria trilhado.
Por isso que eu, que tão pouco caso tenho feito das crônicas semanais, tão leves e coerentes do Rubens, não tenho como não voltar atrás e lhes dar um sonoro "Bravo!"
..........
Olá Ademar.
Obrigado por suas considerações.
apenas para eu me localizar no tempo e no espaço.
você fala o seguinte:
"sem a condensação retórica, geradora de metáforas, própria do Gênero Poético, que deve orientar o poema em profundidade, no sentido vertical, e não em linearidade"
Eu lhe pediria então que você me mostrasse um poema que tenha conseguido a “condensação retórica geradora de metáforas" que seja 'orientado em profundidade no sentido vertical' e que não tenha a linearidade, pois pelo que entendi esta é inerente à prosa.
Pode ser um poema seu, ou de alguém já consagrado. Gosto de ver a teoria na prática, se é que me entende :)
Certa vez, eu lhe pedi também que me dissesse quais são as suas referências literárias. Ainda estou curioso.
Existe também este trecho: "não chegou a nenhum auge no seu morno percurso e com o qual nem mesmo o próprio autor saberia aonde quis chegar e que caminhos teria trilhado",
eu sempre tive muita consciência do que escrevo e sei exatamente onde quero chegar. Obviamente não vou ficar explicando os caminhos, ou me justificando. Apenas quero ressaltar que sei exatamente onde quero chegar com meus textos. Se chego lá, é outra história. :)
abraços
Aguardando um poema tradutor de tua teoria
RubensPrezado Rubens:
Essa história de solicitar de alguém as suas referências lembra-me um certo "Atestado de Idoneidade Moral" que éramos obrigados a fornecer, oficialmente, nos tempos da ditadura militar, para o exercício das nossas funções civis - matrícula escolar, inscrição em concurso público etc.
Além do que, em se tratando de referências literárias, seria pretensioso da minha parte sair por aí alardeando possíveis realizações nessa área.
Por que a sua curiosidade? Pretende me contratar para alguma função no "seu" jornal?
Eu também não sou obrigado a me justificar pelo que escrevi sobre o seu texto, nem a exemplificar, com poemas meus, ou alheios, as minhas teorias literárias.
Acho até que devia me agradecer pelo meu trabalho crítico desinteressado e pelo esforço despendido com o seu texto, ao invés de ficar ouvindo elogios fáceis - como, por exemplo, os da Limeira.
AdemarOooopsss!!! Ademar amigo. Sabe como eu gosto de você, respeito sua Poesia, somos companheiros de luta há muitos anos, e a sinceridade é nosso lema... Eu peço,
emnomedetodosossantosencarecidamenteeemrespeitoànossaamizade, que não cite meu nome para justificar, digamos, "agressões gratuitas", a qualquer membro desta comunidade literária. Você me conhece e sabe que eu não sou de "elogios fáceis". Tenho direito, tanto quanto qualquer um daqui, a dar minha opinião sincera sobre textos, sem ser incomodada... Eu disse o que achava e acho sobre Rubens da Cunha e seus textos lindos... Se você quiser brigar com ele, tudo bem, mas me tire do bolo. Sim? Saludos e obrigada. Maria José Limeira.
...........
Bolo no forno...
Não. Não vou tirar você do "bolo"..
Se quer mesmo saber, já está atolada nele como uma ameixa..
E olha que ainda não botei no forno pra assar..
Ademar ( indignado!)
..........
Ah-ah!
Ademar, você não existe... Acabe com essa arenga logo e vamos fazer as pazes. Um abraço, e durma com os anjos. Saludos. Maria José Limeira.Ademar,
esta é uma lista de literatura, para mim pelo menos, nada mais natural do que saber suas preferências