
A única diferença
que realmente conta
é que umas pessoas uivam,
e outras são mudas.
(Maria José Limeira)
UM TEXTO POLÊMICO:
“COM LICENÇA DA PALAVRA...”,
DE AMINA RUTHAR
.....................
Com licença da palavra...
Chequei aqui quase hoje e praticamente mínima minha contribuição, seja com textos próprios, seja com comentários sobre os textos circulantes, exceto no que tange a leitura atenta do material publicado.
Ainda assim, atrevo-me a um breve (espero) olhar sobre o modus operandi do grupo, partindo das seguintes considerações:
1. O que é uma Oficina?
2. Respondo:
- Do Lat. officina é o lugar onde se exerce um ofício, onde trabalham os oficiais (mestres ou instrutores) e aprendizes de alguma arte ou ofício, no caso em pauta laboratório relativo ao estudo das letras, da literatura ou de qualquer espécie de escrita adquirida pelo estudo intercambiado entre os pares.
Partindo do conceito exposto, minha conclusão é a seguinte:
A Maria José tenta, é verdade tem sustância para tal, embora algumas vezes cometa escorregadas para os caminhos do jocoso ou da irreverência (que lhe é peculiar), comprometendo suas análises, quando as mesmas poderiam sinalizar o aprendizado que a Oficina tem como propósito.
O Ademar Ribeiro, se posta como "Conhecedor do Oficio da Escrita", mas seu modus faciendi é de um" sujeito ranzinza", tecendo comentários irritados - debochados e agressivos , jamais permitindo o dialogo, coibindo as trocas, na sua postura tola "de quem tem o rei na barriga", sem, todavia oferecer qualquer contributo para nossa meta de aprendizes.
E pior, ai de quem solicitar ao referido qualquer explicação ou sugestão, o homem vira "bicho", como já visto e revisto.
A Liria, no seu jeito leve e livre, voa entre os raios e coriscos, versando feliz apesar dos relâmpagos que trovejam aqui. .
Hilton e Rubem seguem persistentes e valorosos, na saga do oficio das letras como distintos aprendizes. ( que todos somos).
José Maria, elegante, acima dos restos das contendas, brinda-nos com seus textos, dizendo de forma precisa a que veio.
Eu esperneio e grito, por total discordância com o rumo das "prosas", pois minha busca pelo grupo motivada no desejo de aprender e apreender nas trocas, não se cumprindo tal expectativa brigo (pois mesmo vulnerável- não corro da raia) , todavia confesso ando em Litigare cum ventis.
Isto posto, entendo pela necessidade de uma reflexão para corrigir os rumos dessa "Linda Lista", que a bem da verdade anda é muito feia.
Assim... Mutatis mutandis, é minha proposta.
Amina Rutharcara amina
quando vim para a lista, e repetidas vezes tenho dito, coloquei-me como quem não é crítica literária e submete o que escreve às pessoas capazes de fazê-lo - cada crítica aos meus textos gera em mim a busca pelo aperfeiçoamento, jamais achei que o que escrevo está pronto e acabado! Faço mil tentativas para buscar mais precisão, para alcançar uma forma
melhor, ou pelo menos me aproximar dela... acompanho as discussões, dela aprendo e
apreendo o que sou capaz! já briguei muito nessa vida, hoje tento me manifestar quando posso ajudar, não ponho fogo em fogueiras, as pessoas dessa lista são adultas, capazes de se defenderem...
quando entro na chuva, molho-me! e faço versos molhados, é uma espécie de defesa...
gosto das tuas linhas, da consciência com que as escreve...
grande abraço
líria
...........
Liria, minha querida:
Nenhuma critica ao dizer dos seus versos livres e leves, muito pelo contrario, de alguns gosto muito.
Poesia é isso, nem toda hora o poema quer assunto, e isso se dá também com os consagrados Poetas.
Entendo o escrever como um trabalho de carpintaria, aparamos, serramos, lixamos ...mas nem sempre conseguimos , dai que somos eternos aprendizes.
Seu dom, percebo, os versos curtos , porque trabalha bem a concisão, o que não invalida qualquer construção poética que tem produzido.
Tenho aqui, resmas de papel lotadas de letras e tentativas, cujo destino é o lixo.
Quando acho que acertei minimamente, publico, ainda assim sabendo que Poesia não é meu oficio.
E mais, nenhuma convocação fiz para que entrasse em contendas, acho é bonito seu jeito de passar imune aos coriscos.
Como você, quando é de chover, chovo até mais não poder.
Agora, desaforo , levo de graça não, e para malcriação, Menina,não tomei rédeas na vida.
Apanho que nem pobre na chuva, mas revido.
Deve ser meu sangue turco.
Bom domingo e meu carinho.
Amina RutharAmina e todos,
Suas palavras chegaram em boa hora.Não acredito que nossa oficina esteja funcionando de forma errada, mas sim, incompleta. Acredito que poderíamos discutir temas mais profundos sobre literatura e a forma de
fazê-la. Mas vi, esta última semana, que não há um ânimo que todos compartilhem...Digo isso pois há três textos em pauta, não houve nenhum comentário sobre nenhum deles. houve sim outros textos para que as pessoas pudessem ler. Ora estamos falando de compartilhar idéias, e saber esperar sua vez e compartilhar com os momentos dos outros faz parte da Oficina.
Não digo isso pelo fato de um dos textos ser meu. Digo isso porque eu participo ativamente da lista, e não deixo de fazer meus comentários, sejam eles bons ou ruins, nunca. Analiso e comento TODOS os textos em pauta, mesmo se não entender uma só palavra. Acredito que seria interessante colocarmos dois textos para análise e um tema que tenha relação com a literatura, poesia etc. para que todos pudessem colocar opiniões, conhecimentos e tudo o mais. Isso deixaria a oficina mais produtiva.
Isso se as pessoas de engajarem nesse propósito. A participação com análises e com textos deve ser feita, mas só enviar textos para que todos analisem e não participar quando os outros estão na linha do tiro é egoísmo.
A oficina aqui sempre funcionou muito bem, todos aqui sempre foram muito participativos e contribuíram muito. Mas vejo que a coisa esfriou, não sei se foi pela qualidade dos textos em si, se foi pela falta de amizade, se não há comadres e compadres sendo analisados e o silencio é a melhor solução. Mesmo o Ademar, que sempre participa reclamou que seu texto não foi analisado. vejam que não é algo comum. O Ademar pode ser mal-humorado, mas ele contribui com as impressões que ele tem e isso deve ser respeitado, afinal a democracia aqui é algo que está em primeiro lugar. Onde está todo mundo? Pisoler, Rubens?
Não vamos apagar a chama da amizade e do companheirismo que existe aqui desde que cheguei.
Abraços
Hilton JuniorPrezado Hilton Junior,
Antes de qualquer prosa , oportuno esclarecer o que segue:
1. meus comentários, postos em análise por nossa Jornalista, creio como pauta de reflexão , e essa minha real intenção ;
2. se observar logo ao primeiro parágrafo ressalto "cheguei aqui quase hoje", o que vale dizer falo do tempo presente , o antes , meus olhos cegos para vislumbrar.
Manifestei-me sobre o que vejo e sinto, o que não diverge de sua opinião:- mudam as palavras mas fica o dito pelo dito.
O que ressalto como pertinente, ressoa nos seus argumentos de igual modo.
Assim, estamos pelo mesmo propósito , há de convir o Amigo, mantidas as diferenças em determinados focos.
Um bom domingo,
Amina Ruthar
...........
Senhoras. Senhores. Amigo Hilton Júnior. Não se espantem em relação às propostas de Amina Ruthar para melhorar o nível de nossa Linda Lista (ou Feia Lista, como diz Amina). De vez em quando há necessidade de passar nossos trabalhos a limpo, atualizar nosso desempenho, a fim de levar o barco adiante. Achei muito oportuna a intervenção de Amina, e estou esperando apenas uma oportunidade para começar minhas análises sobre os textos em trânsito. (Ademar conhece de perto meus problemas pessoais, minha falta de tempo, e como me esforço para me manter ativa na internet, pois moramos na mesma cidade...). Este espaço não é somente da Moderação, mas principalmente de todos os associados, e nossos impasses devem ser resolvidos de comum acordo. Obrigada a Hilton Júnior pela colaboração, e continuemos analisando os textos alheios e os nossos, pois este é o principal objetivo da lista.
Saludos.
Maria José Limeira.Texto: Com licença da palavra
Autora: Amina Ruthar
Análise: Ademar Ribeiro
"Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?
Quam diu etiam furor iste tuus nos eludet? (...)
(intróito do discurso "As Catilinárias", de Marco Túlio Cícero, orador romano)
Nada mais apropriado do que este intróito do discurso político "As Catilinárias", de Marco Túlio
Cícero, para ilustrar meu comentário sobre este texto.
Um texto nulo, de ressaibos parajurídicos, inclassificável como Literatura, posto para análise sem o consentimento expresso da autora, que manifestou seu desagrado referindo-se à Moderadora como "jornalista jocosa da Paraíba" e coisa e loisa, não se sabe se por elogio ou por chacota.
Um texto que partiu de mera transcrição de "dicas" sobre oficinas literárias, facilmente encontráveis na "internet" e que, sem quê nem pra quê, transformou-se em arremedo de Sentença condenatória sobre as nossas lindas cabeças de "artífices da palavra".
Isto posto:
Concordo, em parte, com as restrições da ilustre causídica ( ou Magistrada? ) ao nosso mau desempenho técnico, e passo às minhas considerações gerais sobre a Oficina:
1. a Maria José, além de "jocosa" e irreverente, é também grande contista e "bicho das Letras", tendo toda competência para administrar qualquer coisa.
As suas análises são redigidas com maestria, mas falta-lhe a devida sinceridade
(honestidade) na interpretação temática dos textos que analisa, ocultando o que eles têm de melhor, sobretudo quando não lhe convêm moral ou politicamente;
2. o Pisoler, embora sendo campeão de textos apresentados, não se dá ao trabalho de refletir sobre o que escreveu, seja quanto aos próprios textos, seja quanto aos alheios;
3. a Líria Porto envia seus poemas diariamente, aos cestos, não fazendo nenhum esforço para analisar os demais. Quando muito, limita-se ao "gostei" ou ao "não gostei";
4. o José Maria Marques é de uma circunspeção quase absoluta, vez por outra arriscando uma ou duas palavras sobre o texto em análise;
5 o Hilton apenas comunica que não vai arriscar nada porque não sabe se o que ele entendeu foi o que ele entendeu. Ou não;
6. o José Nunes, ao invés de se ater ao texto apresentado, pede currículos e credenciais do autor;
7. a Amina Ruthar, entre todos, é a mais ousada. Como carece de opinião própria sobre os textos, recorre aos chavões da crítica dita especializada como suporte para suas análises. O que não é um mau começo.
Quanto a mim, qualquer tentativa de autocrítica seria tendenciosa. Por isso, deixo aos outros a árdua tarefa.
Não concordo, Lindo Ademar, com esse tipo de "retaliação", que não soma nada, apenas divide ou diminui, simplesmente. Aqui não falamos mal de ´"pessoas", mas de "propostas" e "objetivos". Acho que sua "crítica" não disse nada além do que já era sabido, e, pior, não propõe nenhuma solução. Criticar os que estão atuando na lista seria combinar, por antecipação, que não interagissem mais, a julgar pelos "incômodos" que as pessoas estariam causando... Eu agradeço a todos que, de uma maneira ou de outra, estão tentando se manter ativos com as armas que têm... E ainda não estou analisando o texto de Amina, porque estou com uns problemas particulares pendentes, de difícil solução, e peço paciência aos amigos, e que esperem por mim... Ouviram? Saludos, e obrigada Ademar pela sua colaboração.
Maria José Limeira.
...........
Para Maria José Limeira:
Desejo a melhor e mais rápida solução para seus problemas.
Abraços de,
Amina RutharPara Ademar:
Ademar Ribeiro,
Ou você é cego, ou é doido, mesmo.
Em nenhum momento fiz referência a Maria Limeira como cita, disse sim que a mesma tem conteúdo para analisar e criticar os textos, destacando porém sua irreverência e jocosidade, como transcrevo:
-A Maria José tenta, é verdade tem sustância para tal, embora algumas vezes cometa escorregadas para os caminhos do jocoso ou da irreverência (que lhe é peculiar), comprometendo suas análises, quando as mesmas poderiam sinalizar o aprendizado que a Oficina tem como propósito.
Ao contrario, em lugar de critica, para o bom leitor está ai um apelo , que Maria José mais nos auxilie nos caminhos de escrever e aprender.
O que vale dizer: - ela tem robustez e componentes para o oficio proposto, motivo pelo qual cheguei nessa Lista, após a leitura de algumas crônicas da referida autora, que considero a boa produção dessa blogosfera.
A você, nos seus devaneios alucinados, a conversão em sentença condenatória, meus comentários expostos na tentativa de buscar uma reflexão e rumo para os exercícios dessa Oficina.
Recorro sim, ao que considero pertinente.
Recorreria a você ?
Nunca!
Pois, não me falta é tino, de qual você anda carecido.
De minha parte encerro aqui qualquer dialogo com você, pois não tenho a menor vocação para lidar com bipolares, há quem goste e saiba como tratar isso, eu não!
E tenho dito.
Amina RutharPara Amina:
Querida Amina. Como eu disse antes, esta Linda Lista não é lugar de criticar “pessoas”, e sim para debater “propostas”. Não pense a boa amiga que fiquei magoada com as referências que fez a mim como associada ativa e proprietária desta lista, ou por causa dos reparos que fez ao meu estilo de analisar textos. Pois entendi exatamente o que você quis dizer. Antes, agradeço-lhe por ter a brilhante idéia de levantar problemas que já estavam incomodando, pelo andar da carruagem, etc. etc.
Este espaço foi criado há três anos, justamente para discutir idéias e textos, pois estávamos todos cansados dos rame-rame das listas, onde abundam gostei-queridinha e adorei-amorzinho, onde os poetas se enganam com falsos elogios e qualquer crítica contrária é considerada ofensa.
Porém, o que venho notando ultimamente é que a linda lista transformou-se num poço de retaliações pessoais, onde o que menos interessa é o aprendizado e os objetivos para que foi criada estão esquecidos...
Sabe, Amina, às vezes penso que a única louca aqui sou eu, por ter imaginado e sonhado que seria possível a convivência pacífica com os contrários, tendo as divergências como pontos de partida.
O discurso da não-discriminação e do não-preconceito é muito bonito quando escrito no papel. Mas, na prática é difícil conviver com as diferenças.
Não estou dizendo, por exemplo, que você e qualquer um e todos nesta linda lista não tem direito a usá-la como bem aprouver.
Mas, peço a todos paciência uns com os outros, e que tornemos nossa viagem alegre e agradável, e que nossa convivência não se transforme nas noites de terror dos filmes da série “Sexta-feira 13”...
Estou tentando analisar os textos em exposição, minhas gentes lindas, mas há muita trepidação, na internet e na vida real, e peço-lhes paciência, que volto já com as minhas perorações.
Um abraço e saludos.
Maria José Limeira.
..........
Maria José ,
Não existe loucura no seu sonho. É bonito , e possível.
COM TODA CERTEZA !
Não paira duvida sobre a qualidade proposta para a Lista , e se apenas "ultimamente é que a linda lista transformou-se num poço de retaliações pessoais,onde o que menos interessa é o aprendizado e os objetivos para que foi criada estão esquecidos...", não mais argüindo as provocações que contestei, penso cá com meus botões que minha chegada o pomo da discórdia (?), assim para o bem de todos e felicidade geral dos presentes, sem qualquer ressentimento retiro-me, desejando a todos crescimento e boa lida nos caminhos da melhor Poesia.
Abraços de,
Amina RutharSei que está magoada, por alguma coisa que não posso dar jeito, Amina. Mas, não pode você se curvar a essas contrariedades passageiras. Isto aqui não é um campo de batalha do Iraque ou Afeganistão. Espere mais um pouco. Dê-nos uma chance. Você vai fazer falta aqui nesta linda lista e eu vou sentir saudades. Um abraço.
Fique, Amina. Por favor. Maria José Limeira, com saludos tristes...
...........
Se fosse campo de batalha do Iraque ou Afeganistão até que teria todo o meu apoio.
Mas parece que o negócio por aqui anda é meio "turco´, mesmo..
Eu também não posso fazer nada: é uma pena que ela saia sem ouvir ainda o restante do que tenho a lhe dizer...
Afinal, estamos, ou não, numa Lista de Discussão?
Façamos o seguinte: ficamos os dois, e muito de proveitoso irá sair dos nossos atritos...
Se não, cavalheirescamente, saio eu..
AdemarAdemar! Agora eu estou acreditando que você é louco mesmo! Só pode! Ah-ah! Meninos & Meninas! Se vocês estiverem precisando de uma super-mãe daquelas com avental sujo de ôvo (ai mamãe, mamâe...) me digam, porque eu vou começar a dar tapas nas bundas de todos vocês! Se comportem, damas e cavalheiros. Somos todos amigos aqui. Não há razão para toda essa tempestade em copo d´água! Fica quieto Ademar! Ora, ora, ora!
Saludos zangados.
Maria José Limeira.
..........
Amina,
Não vai desistir da gente agora né? Você não é a primeira e não será a última pessoa a ter uma discordia aqui. Eu mesmo já tive duas....rs.
A vida é assim mesmo, vamos procurar refletir a cerca dos nossos erros..Todos Nós...e tentar melhorar o ambiente e de linda lista ser maravilhosa lista. ok. Contamos com sua permanência e a permanência dos demais...Todos aqui tem um papel importante, uma visão diferente, um aprendizado, enfim, cada um é um e todos nós somos a linda lista.
Abraços
Hilton JuniorCaríssimos: Maria e Hilton ,
Agradeço o apoio e explico:
- a semana que se inicia promete lida pesada, e idas e vindas entre Rio e outras capitais.
Vou serenar-me, pois essas bobagens que tanto me irritaram, incapazes de interferir na minha vida.
Quando possível, passo por aqui.
Para todos, dias de paz e muita lida poética.
Abraços de,
Amina Ruthar
..........
OK, Amina. Obrigada por atender aos nossos apelos.
Estamos estendendo um tapete vermelho à sua frente, como nossa homenagem à boa amiga que você é. Volte logo ao nosso convívio, e boa viagem em sua lida por este Brasil a fora. Dê-nos um alô durante a semana, e não se ausente de nós. Um abraço e saludos.
Maria José Limeira.APRECIANDO O QUE AMINA ESCREVE :
essa menina, Amina, é boa no que escreve. Daí a qualidade escorreita e erudição na sua prosa infra. Sua poesia emociona (vide apreciação que fiz, aqui, sobre o poema Cantigas de
adormecer tristezas. Distante uns dias da Lista, parece-me que Amina quer daqui se afastar. Parafraseando a torcida do Santos, com relação a Robinho digo: - fica, Amina, fica! Às vezes resto triste conosco, nós da tribo da escrita. A gente briga muito, gente! Ô classe desunida! Porisso aqui participo mais como aprendiz de carpinteiro, com minha pouca poesia, do que como crítico. Meu gurú sertanejo, Mané Seleiro, sempre me dizia;
- Zé,esse menino, quando a gente não pode ajudar, no mímino se fica calado. Outro dia mandei à Lista versão que fiz, com a colaboração de uma amiga, duma velha canção com letra de Robert Burns, onde o grande poeta pontua que: É SEMPRE PRECISO TOMAR-SE, COM VELHOS AMIGOS, UMA TAÇA DE CERVEJA JUNTO À OUTRA DE
AMABILIDADE. Doce Limeira, minha coordenadora, vamos passar esta taça por cá.Amina, obrigado por sua amável menção aos meus textos
zémariaAmigo zémaria & Todos. Esta linda lista (”maravilhosa”, como diz Hilton, ou simplesmente “Feia”, como diz Amina), já enfrentou várias fases difíceis, tanto entre os cadastrados, tanto por interferência de terceiros que aqui aportaram com o fim exclusivo de tentar encerrar nossas atividades. Fui agredida com notinhas destrutivas, perseguida na internet, onde pessoas inescrupulosas me mandavam “recados” inquietantes e ameaças explícitas: ou eu desapareceria do ar, ou então... E diziam mais: “Isto não é um aviso, é uma ameaça!”... com todas as letras! Sobrevivemos a tudo e estamos aqui, contando a história. Ah-ah! São coisas passageiras e não devem nos impressionar. Agora, neste momento, acredito que somos amigos o suficiente para contornar as divergências sem mágoas. O que seria desta Linda Lista se todos concordassem e dissessem amém a tudo? Isto ficaria muito monótono, e não haveria discussão. Você tem razão, amigo zémaria, devemos passar a taça de cerveja de mão em mão, confraternizar entre amigos, distribuir carinhos e “mimos” (eu gosto muito desta palavra portuguesa de Portugal), deixar morrer o que deve morrer e passar adiante. Um abraço a todos e saludos. Maria José Limeira.
EM DISCUSSÃO:
“SERPENTEANDO”, DE ROGÉRIO SANTOS
.....................
Serpenteando
ROGERIO SANTOS
A leveza na aparência
mascara a seiva, o veneno.
A aranha se sabe na teia,
senhora gentil do agareno.
Melena, de cabelo ao vento,
que faz do meu corpo quintal,
dos teus lençóis me alimento,
que a falta... cereja mortal.
Te entrego meus pontos e pontes.
Meus elos, auréolas e veias.
Te entrego meus seixos e peias.
Regaço - teu belo horizonte.
SERPENTEANDO
Um texto de Rogério Santos
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Sobre “Serpenteando”, de Rogério Santos, direi pouco, apenas o necessário, a fim de manter a concisão que encontrei nele.
Trata-se de um texto meio confuso, onde as idéias vão se desconstruindo, uma assertiva seguinte negando a anterior, ora num sujeito impessoal, ora num eu redundante.
A narração é truncada, as metáforas são lugares-comuns.
Falta unidade no texto. Não há uma idéia central que se interligaria ao todo, dando sentido ao que o autor quis dizer.
Temos aqui o verbo “serpentear” que, em princípio, lembraria as serpentinas que alegram os já combalidos carnavais de rua. Mas, porém, contudo, todavia, não se refere a serpentinas, mas às serpentes, um arquétipo do mal para lá de batido, que o autor não recriou.
Misturados às tais serpentes, juntam-se aranhas, melenas, cabelos aos ventos, grenhas diversas de senhoras bem-postas de braços dados com seus “agarenos”, cerejas mortais, auréolas imorais e veias sangrentas. Tudo terminando no regaço, “teu belo horizonte”...
Como traduzir um texto assim tão forte e denso?!!!
Rogério,
Serpenteando, a primeira leitura é um poema melódico, excluindo o segundo verso , onde pareceu-me forçada a rima.
Buscando o encadeamento entre significado e significante, confesso me perdi:
1. agareno, significa árabe
Estaria você invocando comparativos entre aranha ( bicho peçonhento ) com a raça aludida?
2. melena , significa cabeleira ou cabelos desgrenhados , logo desnecessário o vocábulo seguinte , pois a expressão primeira assim já diz.
Pois bem,assim li, talvez erradamente .
Ao Poeta o intento , ao leitor nem sempre discernimento.
Abraços de,
Amina RutharTexto: Serpenteando
Autor: ROGÉRIO SANTOS
Comentário: Ademar Ribeiro
Um doce para quem se arrisque na temática abstrata deste texto do poeta e compositor
Rogério Santos, buscando qualquer encadeamento semântico entre os elementos postos em jogo.
Sonho ou delírio? Talvez a nova letra de uma das suas composições?
Seja como for, o autor não estaria no estado de lucidez de simples mortal, mas a viajar, sob
alguma forma de indução, por outros planos que desconhecemos.
Diante dessas circunstâncias, não se pode cobrar do texto maior apuro sintático ou ortográfico, nem confiar nos signos aqui fornecidos para situá-lo no tempo e no espaço, segundo cumpriria a toda obra literária, no meu entender.
Mas apenas consumi-lo na sonoridade dos seus significantes, enquanto produto semiótico, atemporal - conforme propõe certo movimento literário ( "The New Criticism" - A Nova Crítica ) surgido nos U.S.A na década de 30.
...........
Acho um bom poema, principalmente o fecho. Tô com a Amina, não usaria este agareno e nem a melena, com todo respeito.
zémariaNOVO TEXTO EM DEBATE:
“OLHARES”, DE HILTON JÚNIOR
....................
OLHARES
Hilton Junior
Diante de tantos
olhares curiosos
O poeta esconde
o sentido do seu
mundo
E esta voz
de tanto silenciar
nunca apagará
do coração amargo
o fardo
De tantos olhares
e cada vez mais
O poeta esconde
sua dor, sua sina
seu pranto
Este poema, se for poema, diz respeito ao que muitas vezes acontece em
todos os lugares e tem relação com a amizade nesta linda lista e a
proliferação de autores e pseudo-leitores...
Espero que gostem. Abraços.
Hilton Júnior
OLHARES
Um texto de Hilton Júnior
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Sobre o texto “Olhares”, de Hilton Júnior, serei benevolente. Mesmo porque sei do esforço deste lindo poeta para se manter em seu labor de escritor, tentando aprender o difícil ofício, na sua humildade, nesta Oficina Literária, com a qual ele contribui com seus textos e suas análises.
O autor quis, com o citado texto, responder a um desafio que foi feito neste espaço a todos que estão omissos, sem motivação e sem qualquer participação na lista, onde nem se dão ao trabalho de ler os textos, e muito menos respondê-los.
Daí as “explicações” que agregou ao texto, as quais terminaram por não explicar. Pois, se havia “amizade” e “solidariedade” nas explicações, o texto não fala destas.
Trata-se de um poema em versos brancos e livres, até bonitinho como forma, bem posto e “aprumado”, como bem o disse alguém ao analisá-lo.
Mas, “olhares” é um tema etéreo, de difícil explicação, ainda mais que vem misturado com o poeta que “esconde o sentido do seu mundo”.
Pode ser que o autor esteja se referindo ao “fazer poético”, com um poeta sofredor em seu ato solitário de criar, sem conseguir que o compreendam...
Quem sabe?
Maria,
Aproveito a oportunidade e a sua análise para dizer que neste mês de Agosto faz um ano que estamos juntos na luta pela poesia. Eu lhe encontrei no Orkut em Agosto de 2004 e acredite, neste tempo minha forma de ver poesia e de fazer poesia mudaram muito. Mas o processo de aprendizado não é algo que se faz em pouco tempo. Escrever é um ato da maior dificuldade e escrever poesia, muito mais.
Encontramos em todas as listas que participamos de tudo, mesmo. Mas tudo aquilo que vimos, de certa forma, foi agregando valores na forma que eu vejo a literatura e o seu processo de criação.
Sua análise entrou mais no significado do que na estrutura do texto em si. E você disse muito do que estava escrito no texto pobre que eu escrevi. Digo pobre pois a forma que dei aos significados não trouxe novidades nenhumas à poesia, um texto escrito sem imagens, sem tempo e espaço, um simples desabafo continuo sem uma estrutura poética.
Mas foi exatamente isso que você falou que eu quis dizer, que o poeta sente mas não revela os seus sentimentos na forma de poesia, pela falta de vontade dos leitores em si de ler o poema e tentar entendê-lo.
Mas o aprendizado vai continuando e, espero que todos aqui se animem pois esta lista precisa de maiores participações, precisa do calor das pessoas para que a contribuição de cada um para a poesia seja possível.
No mundo existem mais leitores que escritores. Taí a prova de que escrever é um ato que não pode ser feito por qualquer um, é preciso mais que vontade e conhecimento.
Um abraço
Hilton JuniorQuerido Hilton Júnior. Para mim é uma grande felicidade a oportunidade de conhecê-lo, e muito me honra. Obrigada por ter-se lembrado da data. Isto prova como somos importantes um para o outro. Beijos e abraços de parabéns para nós dois. Saludos. Maria José Limeira.
Hilton Junior,
Olhares , uma leitura- desabafo,creio, considerando as explicações anunciadas no rodapé, o que compromete a análise no que tange ao tema.
Invocando Drumonnd "não fales dos acontecimentos" , na poesia basta sugerir , permitindo ao leitor o desvendamento do Poeta e da Poesia.
Quanto a construção , destaco seu estilo de versos livres ,sem rimas, o que é de meu agrado. Todavia , considero tal forma, a mais difícil composição da arte poética , porque exige maestria para não ferir o ritmo e
a "quase melodia" que um poema exige.
Assim olhei seus Olhares.
Meu abraço dominical.
Amina Ruthar
PS. Vale a máxima: - fácil dizer, difícil fazer.
O fato de tecer comentários "pseudo- analíticos" , não significa que sei cumprir o que digo, nos meus escritos.
Amina.Amina,
Agradeço a sua leitura. As partes do rodapé, na verdade, não fazem parte do poema. Escrevi tão somente para dizer o porquê do envio de tal texto. Era pertinente ao momento e estava dentro da discussão que acontecia no momento aqui na lista. Estas notas não fazem parte do poeminha e podem ser tiradas.
Você tem razão quando diz que o texto é uma leitura-desabafo, um texto mais emocional que pensado em sua estrutura, principalmente no que diz respeito á linguagem e construção dos versos. Um texto bem simples, quase uma nota de crítica ao que ocorria na lista sem maiores pretensões.
Grande Abraço
Hilton Junior
...........
Texto: OLHARES
Autor: Hilton Junior
Comentário: Ademar Ribeiro
Este mini-texto do Hilton, se apenas olhado no papel, como composição gráfica, tem formato aprumado e linhas semelhantes a versos de um poema.
Mas, lido o texto, essas linhas são apenas interstícios de prosa: não têm métrica, ritmo ou rimas e não se caracterizam como versos.
Cada verso deve ter peso e significado próprios; mais, ainda, aqueles dificílimos, de uma só palavra, que deveriam ser evitados pelos poetas estreantes.
O verso é contenção, condensação, figuração de onde se geram as metáforas.
A linguagem explícita não é poesia.Sim, Ademar, o texto não tem unidade de poema e pode ser lido facilmente como prosa. Foi essa a impressão que eu tive ao ler este texto depois de feito. Uma vez, você mesmo, disse que deveríamos olhar nossos textos como se fossem de outros, sem qualquer envolvimento. Digo-lhe que neste, em particular, tive sucesso, li o texto e não tive boas impressões.
Achei a estrutura fraca, mas o tema e os significados acho que não são tão fracos assim, principalmente ao que o texto se propôs. Se fosse uma pequena prosa ele teria um melhor significado de critica e acredito que chegaria mais longe, o que eu estou dizendo é que o tema e a forma que é tratado não são tão fracos como a estrutura da tentativa de ser
poesia. Isso é só uma forma de ver o texto. Se nós pegarmos um texto com expectativas de ler poesia e encontramos as falhas que tem o texto "olhares" nos frustra como poesia, o que poderia não acontecer se lido com outras expectativas. Você não acha?
Agradeço a Leitura.
Abraços
Hilton Junior
...........
Hilton:
Analisei o texto conforme proposto, como poesia. E não era Poesia.
Também como prosa, apesar de curto, é tímido e confuso.
Abraço
Ademar