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FRASE:

Julgamento onde o réu não tem direito de defesa é   execução sumária.

  (Maria José Limeira)



- Postado por: Oficina às 01h03
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Frase - Cont.

O pior é quando o próprio réu não quer ou não lhe convém se defender.

Oportunidades não faltam. Mas a frase tem sua razão e o povo brasileiro nem julgado é mas já carrega nas costas o peso da execução da pena.

Abraços

Hilton Junior

 



- Postado por: Oficina às 01h01
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Frase - Cont.

Olá, Régis?    

Amigo Régis? Saiu da toca? Casou-se de novo, foi? Está em lua-de-mel? Menino lindo. Quanto tempo. Só você mesmo para vir dar explicações sobre o processo, do qual pulei várias fases e terminei na execução sumária. Mas, se bem me parece, todo processo sem direito de defesa já chega sumariamente à execução, sem pedir licença a ninguém. E, pelo que me consta, ninguém foi considerado inocente até agora. Saludos. E obrigada pela sua participação. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 00h56
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Frase - Cont.

Mas também ninguém foi condenado!!!

O que mais chama a atenção é que até o Silvio Pereira, o do Land Rover,  que não foi tirado mas se retirou... por se ter retirado recebeu, da parte do Tarso Genro, sobre sua saída voluntária, a observação de que foi um ato maduro e responsável... e, curiosamente, o texto da "carta" pela qual esse personagem dos recentes eventos se "afastou" do PT passou a

ser usado por Lula... aquele argumento das "elites" (não as do PT, as elites notadamente econômicas do Brasil), em diversos discursos.

Se bem lembro, muitos foram absolvidos até pela inquisição da Igreja Católica... no qual, no mais das vezes, não havia direito de defesa, mas de dizer a verdade (e valia até a tortura para extrair a verdade...). E há o inquérito policial, de hoje mesmo, típico processo

inquisitorial... no qual muitos são absolvidos, sim (se não se descobrem provas ou se

se descobre uma prova que inocenta o "suspeito").

Régis

- Postado por: Oficina às 00h54
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Frase

Ah-ah! Régis amigo. Não me venha falar em Democracia incluindo o Silvinho Pereira e seus assseclas, etc. e tal. Você está confundindo alhos com bugalhos. Falemos de "tribunais de exceção", onde o réu é suspeito até que prove o contrário! Em alguns tribunais, a condenação ou julgado inocente é jogo de cartas marcadas. Muitas vezes dão um ar de "legalidade"  à coisa, mas todo mundo sabendo qual o resultado do julgamento antes que chegue ao final, ou antes mesmo de começá-lo... Estou admirada em vê-lo dizer que a Santa Inquisição não condenou ninguém. Joana Darc, e Padre Gabriel Malagrida (este eu conheço de perto!) estão aí para provar o contrário! O Malagrida era um sujeito abusado, que vivia sob a proteção de Dona Maria, a raínha. Quando ela morreu, ao primeiro mau passo que ele deu foi condenado à fogueira e o livro que ele escrevera foi destruído por ordem do rei e do primeiro-ministro Marquês de Pombal. Mas, isto são outras histórias... Saludos! E feliz retorno ao nosso espaço lindo. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 00h52
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Frase - Cont.

E neste nosso caso, não é preciso esperar a justiça condenar ou  absolver ninguém. A cada voto fazemos um juízo de valor do nosso candidato. É  exatamente aí que condenamos uns e absolvemos outros. Isso que está  acontecendo não precisa de culpados ou inocentes, a própria história há de tirar de cena aqueles que negligenciaram a democracia que tanto se

lutou neste país....A justiça neste caso é mero procedimento  administrativo, ela não funcionou há 13 anos atrás e não vai funcionar hoje.....Ela  funciona sim para manter a ordem na vida dos cidadãos. Nosso presidente que eu critiquei no meu texto, não precisa ser culpado de crime algum,  precisa sim, ser culpado por negligenciar e esquecer, virar as costas e fingir qua nada aconteceu. Ele negou a democracia e negou todo cidadão

que depositou um voto de confiança. A justiça não vai prender ninguém, se o fizer fará para mostrar que está funcionando. Ser ministro do STF é ser político pois só esta lá por indicação de algum presidente da  república.

Mas vamos falar de literatura........Espero novos textos..

Um Abraço, Maria.

Hilton Junior

- Postado por: Oficina às 00h50
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Frase - Cont.

Maria:

Hehe... meu retorno será breve se distorceres minhas palavras assim...

Por exemplo:

-não falei em democracia e tu, ao dizeres "não me venha falar em democracia incluindo o Silvinho Pereira e seus asseclas..." sugere que eu teria falado disso, o que não fiz

-não falei em tribunais de exceção mas no que tu inicialmente falaste, que foi sobre execução sumária;

-não falei que "a santa inquisição não condenou ninguém" mas sim que "muitos foram absolvidos até pela inquisição da Igreja Católica".

Régis

- Postado por: Oficina às 00h48
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Frase - Final

Hilton, claro que ser ministro do STF é ser político... mas não por ser indicado por presidente e sim pelo papel. Nesse sentido, são agentes políticos por excelência todos os órgãos dos três poderes mesmo (incluindo juízes, parlamentares, governantes). O que questiono é a possível interpretação do que dizes no sentido de um dever de "rabo preso" (maior que de fidelidade) ao presidente. Pois a maioria dos ministros do STF não são indicados durante o mandato de um dado presidente e historicamente já houve diversas divergências em votos de ministros indicados por um presidente e este, como no caso de Collor, FHC e, agora, de Lula. O que ocorre é uma prudente reserva contra um processo de impedimento por responsabilidade contra o presidente Lula sem haver um significativo apoio popular contra o mesmo (isso é, um significativo repúdio popular a permanência do mesmo), como ocorreu no caso de Collor e ao menos até o momento não ocorreu no caso de Lula.

Régis



- Postado por: Oficina às 00h45
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EM DEBATE:

“VAGALUMES NA INFÂNCIA”,

DE ROGÉRIO VIANA

.............................

 

VAGALUMES NA INFÂNCIA

Rogério Viana

 

I

Noite escura -

vagalumes no caminho

da menina

 

II

Fim de ano -

os vagalumes anunciam

presentes e bolo

 

III

Lírios iluminados

por quatro vagalumes

- jardim em festa



- Postado por: Oficina às 01h56
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Vagalumes - Cont.

Olá Rogério,

 

Devo dizer que é um tanto difícil falar sobre este tipo de poesia  minimalista, próxima do Hai Kai porque não é o tipo de poema que eu faço e costumo ler.

O poema apresenta três imagens delicadas e apesar da singeleza excessiva para os meus padrões, penso que o poema atingiu seu objetivo, pois não se não subverteu os clichês inerentes ao símbolo 'vagalume', ficando apenas na iluminação mágica deste inseto, também não se entregou tanto a estes clichês a ponto de atrapalhar o poema.

é isso, abraços

Rubens da Cunha

- Postado por: Oficina às 01h50
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Vagalumes - Cont.

VAGALUMES NA INFÂNCIA

Uns haikais de Rogério Viana

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Sobre os “Vagalumes na infância”, de Rogério Viana, uma explicação preliminar. São versos tipo haikais, enfeixados sob o tema “vagalumes”.

Uma observação que considero essencial para exame da questão: amigos, se não existisse o “Soneto da fidelidade”, de Vinicius de Moraes, a Literatura Universal estaria completa? E o “E agora, José?”, de Carlos Drummond de Andrade, faria alguma falta neste mundo? Vamos dizer melhor: se Kafka não tivesse existido, nem Brecht, ou Shakespeare...??

Vamos trazer o problema para perto de nós. Estes haikais, de Rogério Viana, se não tivessem sido escrito, que falta nos fariam?

São tercetos simplórios, (nem todos são haikais...), escritos em linguagem chã, e como todo terceto que se preza, pobres de expressão.

Pode ser que, um dia, ainda nasça o gênio com tercetos que me emocionem e abalem minhas estruturas. Por enquanto, estou no aguardo desse Salvador da Pátria...

E Deus tomara não ter que esperar mais um milênio.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 01h45
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Vagalumes - Cont.

 

* .... * ..... * ..... *

 

* .. *

 

*

 

Sds,

Ricardo Pisoler

..........

 

Eu já caminhei por estradas cravejadas de vagalumes, na noite escura do brejo. Nunca escrevi  aquele poema.

Por que agora devo escrever sobre os versos do Rogério?

Ademar

- Postado por: Oficina às 01h40
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Vagalumes - Final

Quando amam, os vagalumes

na noite escura  sertaneja,

piscam e acendem os lumes.

 

PS. Rogério, um dia escrevi isso e não resisti a réplica.

Cordialmente

zémaria

...........

 

 

Quando me apresentaram os Haikais achei que seria uma forma extraordinária de se fazer literatura e arte. Até agora não consegui completar tal pensamento....os haikais parecem todos iguais.......muito contemplativos e tal. Ainda não vi um haikai que me emocionasse de fato, alguns de Leminski estiveram próximos. O Haikai por ser produto de uma cultura

sólida e milenar trás em si um significado impar que os autores brasileiros ainda não conseguiram copiar ou nos mostrar. Acredito que ao passar de símbolos da cultura japonesa para a nossa forma de escrita tais haikais perderam muito nesse caminho.

Abraços

Hilton Junior

- Postado por: Oficina às 01h38
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EM DEBATE, UM TEXTO DE MARIA JOSÉ LIMEIRA:

 

ONDE VAI REPOUSAR MINHA SAUDADE?

Maria José Limeira

 

Quando eu conseguir esquecer, escreverei minha história. Só vai ser possível se o esquecimento se consumar. Enquanto eu me lembrar, a dor não vai passar.

Primeiro, se apagarão nomes e números. Não quero saber de datas.

Houve uma festa no dia em que nasci?

De que cor era a primeira camisa pagã que vesti? E depois, se bem me lembro, eu babava tomando leite.

Por que não havia festa no dia do meu aniversário?

O nome da minha primeira boneca era Crisálida. Tinha olhos azuis, fixos. Minha boneca não dormia nunca. Nisto, se parecia comigo.

Minha infância passou rápido.

Minha casa era um quintal.

Eu não era triste assim.

Fui crescendo, crescendo, até crescer.

Minha vida tem horas alegres, e dias nebulosos.

Tenho que esquecer o primeiro namorado, de mãos frias.

Minhas mãos são quentes.

Frio é meu estômago.

As dores que eu conhecia eram diferentes das que sinto hoje.

Quando eu caia no chão, subia ao ar um cheiro de terra úmida. Depois, o sangue escorria do joelho. Dava para lambê-lo. Sangue tem gosto de ferrugem. Essas dores de queda são lembranças boas de vento zunindo nos cabelos.

O que sinto hoje é desigual. É dor sem nome, dor difusa, que a gente não sabe explicar como é. Deve ser o traste de re-viver.

Minhas lembranças são ferrenhas. Fogaréus que sobem me queimando toda. Enquanto persistirem, não poderei escrever minhas des-memórias.

Tenho que esquecer os homens. De como fui tomada por eles. E quanto os amei, e amo ainda. Consigo amá-los todos, ao mesmo tempo. Os homens são minha crucificação.

Essas coisas são difíceis de apagar da lembrança. Deixam marcas no corpo. São feridas que abrem as portas do insondável.

Lembranças não podem ser curadas com mercúrio-cromo, algodão, gaze e esparadrapo, como os rombos nos joelhos das crianças.

Não há quem consiga esquecer o adeus. O adeus é tão medonho e irremediável, que parece o fundo do mar, onde a escuridão submerge, como cadáver insepulto da vítima de assassinato.

As lembranças constituem perturbações, mesmo que o tempo tenha desabado sobre elas, e restem como carcaças. São tralhas-troços do nunca-mais, que seguem incomodando. São os olhos insones da comadre Crisálida, fixos na minha história. Ou o olhar triste do primeiro namorado, que deslizava os dedos frios sobre a quentura da minha pele.

Dói lembrar. Talvez esquecer pese mais ainda.

A noite é sombria, como a morte. A manhã é alegre, como pássaro. O por do sol é profunda melancolia, como o último acorde do canto da cigarra.

O céu muda de cor: é azul, branco, negro, luz e sombra, como os humores da alma.

Minha Poesia é estrela radiante, que ninguém vai apagar.

Um dia, quando eu conseguir enterrar as lembranças, em que tumba repousará minha saudade?

 

(Do livro “Crônicas do amanhecer”)

 

Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB.

- Postado por: Oficina às 22h03
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Saudade - Cont.

Olá Maria,

gostei bastante deste texto, boas imagens, uma amargura equilibrada na descrição existencial.

abraços

Rubens da Cunha

...........

 

Olá, Rubens amigo? Obrigada pela sua participação, e pela resposta generosa ao meu texto. Saludos. Maria José Limeira.

- Postado por: Oficina às 22h01
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Saudade - Cont.

Analisando:

 

Esta crônica da Maria é muito interessante, reflete o medo da vida e a saudade da inocência de ser criança. O texto começa leve como a criança  e vai ficando pesado conforme as verdades que a velhice nos trás e que são muito penosas, principalmente quando temos medo de lembrar tempos muito mais felizes que gostaríamos que durassem para sempre. O texto é carregado de imagens, tem um ritmo gostoso, não cansa o leitor. O texto tem muita poesia, e dele podemos extrair diversos pontos filosóficos sobre a arte de envelhecer e ver a vida passar nas nossas lembranças. Foi exatamente isso que o texto me passou, de forma leve. A Maria dispensa qualquer tipo de análise quanto a forma de escrever, quanto as escolhas das palavras que usa. Por isso fico analisando as suas idéias.

Idéias estas que foram bem trabalhadas no texto em questão.

Agora, como pode a narradora amar tanto os homens e chamá-los de sua crucificação, será que neste ponto ela assume que está fadada á amar  aquilo que lhe faz mal? Aquilo que hoje faz com que ela veja a vida linda que teve e algum desses homem a impede que ela a mesma vida de antes.

Esse texto traz idéias para todos os lados. Abraços 

Hilton Junior

..........

 

É que homens em doses duplas, fazem a gente sofrer mais! Ah-ah! Daí a crucificação... Saludos. Maria José Limeira.

- Postado por: Oficina às 21h55
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Saudade - Cont.

Texto: ONDE VAI REPOUSAR MINHA SAUDADE?

Autor: Maria José Limeira

Comentário: Ademar Ribeiro

 

Nesta crônica memorialista, como em outras do seu repertório  neoliberal, a Maria José Limeira se coloca mais uma vez como vítima única e exclusiva das vicissitudes

humanas, na pele de um "eu menor", no extremo oposto daquele "eu coletivo" que encarnara em seus contos, no seu livro-ápice, "O Lado Escuro do Espelho".

Livro esse por ela renegado, onde ficou registrado o melhor da sua  escrita, antes da sua dissensão com os ideais abraçados entre os anos sessenta e oitenta.

Hoje o sonho parece ter acabado, as coisas apodreceram no espaço de duas gerações, "deletando-se" todo um capítulo recente da nossa História e chegando-se à total

degradação moral, intelectual e ideológica esperada.

Talvez seja esse capítulo que a Maria José tenta esquecer, enquanto segue escrevendo suas crônicas autobiográficas para os leitores basbaques da "internet", que ignoram  os motivos de tamanha tragédia, desconhecem a sua história e já não sabem o que é Literatura.

- Postado por: Oficina às 21h52
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Saudade - Final

Amigo Ademar. Com todo o respeito. Aceito sua crítica "despeitada", porque, em realidade, somos amigos há mais de 20 anos. Porém, estou levantando aqui uma suspeita, que pode ser realidade, ou não vai passar nunca de suspeita: Ademar, me diga uma coisa. Por que você sente inveja de mim? O que eu tenho que lhe escapa? Você sabe bem que eu adoro seus textos e acho que você escreve melhor do que eu. Então? Não há razão para seu despeito intelectual! Um abraço. Saludos, e saiba que não entendi nada da sua "crítica". Maria José Limeira.

...........

 

Bem... Se você não entendeu, deve ter pegado o mal do pessoal da Oficina..

Pense o que quiser, mas continuo não gostando da sua crônica. - Posso?

E essa história de despeito parece coisa de novela de televisão..

E chega, por hoje!

Ademar ( muito puto! )

- Postado por: Oficina às 21h50
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Julgamento onde o réu não tem direito de defesa é execução sumária.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Oficina às 02h30
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