Histórico:

- 09/04/2006 a 15/04/2006
- 02/04/2006 a 08/04/2006
- 26/03/2006 a 01/04/2006
- 19/03/2006 a 25/03/2006
- 12/03/2006 a 18/03/2006
- 05/03/2006 a 11/03/2006
- 26/02/2006 a 04/03/2006
- 19/02/2006 a 25/02/2006
- 12/02/2006 a 18/02/2006
- 05/02/2006 a 11/02/2006
- 29/01/2006 a 04/02/2006
- 22/01/2006 a 28/01/2006
- 15/01/2006 a 21/01/2006
- 08/01/2006 a 14/01/2006
- 01/01/2006 a 07/01/2006
- 25/12/2005 a 31/12/2005
- 18/12/2005 a 24/12/2005
- 11/12/2005 a 17/12/2005
- 04/12/2005 a 10/12/2005
- 27/11/2005 a 03/12/2005
- 20/11/2005 a 26/11/2005
- 06/11/2005 a 12/11/2005
- 23/10/2005 a 29/10/2005
- 16/10/2005 a 22/10/2005
- 02/10/2005 a 08/10/2005
- 25/09/2005 a 01/10/2005
- 18/09/2005 a 24/09/2005
- 11/09/2005 a 17/09/2005
- 04/09/2005 a 10/09/2005
- 28/08/2005 a 03/09/2005
- 21/08/2005 a 27/08/2005
- 14/08/2005 a 20/08/2005
- 07/08/2005 a 13/08/2005
- 31/07/2005 a 06/08/2005
- 24/07/2005 a 30/07/2005
- 17/07/2005 a 23/07/2005
- 10/07/2005 a 16/07/2005
- 03/07/2005 a 09/07/2005
- 26/06/2005 a 02/07/2005
- 19/06/2005 a 25/06/2005
- 12/06/2005 a 18/06/2005
- 05/06/2005 a 11/06/2005
- 29/05/2005 a 04/06/2005
- 22/05/2005 a 28/05/2005
- 15/05/2005 a 21/05/2005
- 08/05/2005 a 14/05/2005
- 01/05/2005 a 07/05/2005
- 24/04/2005 a 30/04/2005
- 17/04/2005 a 23/04/2005
- 10/04/2005 a 16/04/2005
- 03/04/2005 a 09/04/2005
- 27/03/2005 a 02/04/2005
- 20/03/2005 a 26/03/2005
- 07/03/2004 a 13/03/2004
- 08/02/2004 a 14/02/2004
- 01/02/2004 a 07/02/2004



Outros sites:

- UOL
- Antonio Mariano
- André Ricardo Aguiar
- Dira Vieira
- Maria José Limeira & Amigos
- Hilton Júnior
- Cintia Melo
- Rogério Santos
- Gisele
- Nel Meirelles - Fala Poética
- A Teia da Aranha
- João Andrade - Por sobre as cabeças
- João Andrade - Poemóides
- Palavra ardente
- Clube do Conto-PB
- Clube da Gravura da Paraíba
- Poros e Cendais - Antoniel Campos
- Eu sei escrever
- Literatura clandestina
- Lúmini - Companhia de Dança
- Douglas Mondo
- Opinião
- Rubens da Cunha - Casa de Paragens
- Amina Ruthar
- Mauro Cherobim
- Boicote contra Bush
- Cinema
- Alameda Santo Antonio
- Andréa Motta
- Ana Maria Costa
- Haikais amargos
- Viagens InSanas - Federico Baudelaire
- Ricardo Pinto
- Manuel Rodrigues


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Layout por


“POEMETO JURÍDICO”, DE ZÉMARIA

EM DEBATE:

......................

 

POEMETO JURÍDICO

 

Vocês nunca afirmem, colegas advogados

-Isto me é de domínio e posse definitivos

porque esta vida é liminar, provisória

tutela antecipada, fatalmente cassada

pelas instãncias superiores inexplicáveis.

 

Jamais se aproveitem das sucumbências

da mulher amada, amigos, da parte adversa

de forma vil e com litigãncia de má-fé

pois o processo inexorável dos destinos

reverterá o ônus sucumbencial irrecorrivelmente.

 

Qualifiquem os juízes com atenuâncias

julgar é cruento, às vezes sobe à cabeça

e, no fim, condenar e absolver, creiam

restam em papéis mofados, bolorentos

num escaninho qualquer do arquivo morto.



- Postado por: Oficina às 00h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

Agarrem-se ao amor das causas perdidas

como aquele que tive por Maria do Assaré

ainda irresolvido no Supremo Tribunal da Vida

e, todo dia, peticionem em desfavor da morte

porquanto viver é sempre o melhor recurso.

 

No prazo apresentem, nas últimas instãncias

com memorial, previamente distribuído

as suas razões finais, firmes, taxativas

onde se tente a óbvia súmula fundamental:

A vida é  breve e o orgulho voluptuário.

 

Ex-positis, requeiro-lhes, nobres colegas

que tragam sempre poesia nos computadores

haja vista que escrever, prosar, poetar

processar a palavra escrita, ditada, orada

é só o que temos como descendentes de macacos.

 

Requeiro-lhes, por fim, certo do deferimento

que me orientem qual a medida, ação, processo

perante qualquer instância, juízo ou tribunal

devo tomar para resgatar, arrestar, recuperar

o amor perdido daquela Maria, lá do Assaré.

 

(zémaria, in "concebidos com pecado")



- Postado por: Oficina às 00h49
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

ANALISANDO:

Este poema já diz em sua primeira estrofe a quem é dirigido. Uma pessoa que estiver fora do meio jurídico não conseguiria entender o que o poeta propõe nas suas metáforas, pois tudo trás significados implícitos dentro de um procedimento de direito que só faz graça a quem sabe seus pormenores.

Mas o texto para quem sabe o que se trata tais imagens e metáforas usadas pelo autor é muito bem feito, o poeta conseguiu trazer ao leitor de uma forma graciosa a relação da vida com o mundo jurídico. Mas acredito que tal texto não poderia cair no gosto popular, como disse o colega Ademar, por ser demasiado técnico na sua linguagem.

Abraços

Hilton Junior..

...........

 

Caro Hilton

grato pela sua cota de apreciação ao poemeto.

cordialmente

zémaria

- Postado por: Oficina às 00h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

Texto: POEMETO JURÍDICO

Autor: José Maria Marques

Comentário: Ademar Ribeiro

 

Esses versos popularescos, do José Maria Marques, formulados em  linguagem jurídica, já não  representam nenhuma novidade como experiência literária na poesia dita "sertaneja".

Outros já li, de outros autores mais singelos, bem mais concisos e bem-humorados, neste mesmo eixo paraibano da poesia nordestina.

Nestes aqui, a fórmula não atingiu aquele grau de bom humor esperado, que era tudo o que um texto como este poderia render.

Ao imbuir seus versos de laivos científicos e poetizar sua petição inicial, poeta e Advogado se embrulharam numa redação precária, cheia de falhas de concordância e de difícil assimilação popular, na sua especificidade como matéria de Direito.  

..........

 

Caro Ademar

tomei boa nota do seu julgamento.

cordialmente

zémaria

- Postado por: Oficina às 00h43
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

POEMETO JURÍDICO

Um poema de zémaria

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto de zémaria, “Poemeto jurídico”, de poemeto não tem nada, porque é um poema longo, muito bonito e elegante, usando a linguagem jurídica para explicar uma dor-de-cotovelo que o autor sofre até hoje, apesar do tempo passado...

É interessantíssimo o poema, pelo muito que diz do sentimento do autor pela Poesia, invade a frieza dos processos, reinventa a vida nos escaninhos da memória e proclama uma dose de Paz entre os querelantes para resolver todas as questões.

zémaria é meu velho conhecido, e seu livro “Concebidos com pecado” está aqui entre meus livros de cabeceira, como dádiva preciosa, que enfeitou meu fim de semana numa época muito triste, e veio me dar um bocado de alento para que eu prosseguisse, apesar das minhas dores. Fiz uma entrevista com o autor para o site Encontro de Escritas, cujo espaço o poeta José Félix nos cedeu.

Todos os textos de zémaria são bons, e eu sou suspeita para falar sobre este autor, porque sou sua “macaquinha de auditório”. Com muita honra!

Portanto, minha resposta a este poema lindo é somente esta:

 

DUETO FATÍDICO

Maria José Limeira

 

Inscrevam-se nos papéis

passados

da Suprema Côrte:

Deferido

Data Venia

e Tenho Dito!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

..........

 

 

Doce Limeira

vindo de quem vem, a apreciação ao poemeto

me é de grande valia e aponta a validade da

minha pouca poesia.

abraço

zémaria

- Postado por: Oficina às 00h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

A via é extrajudicial... negociações. O simples  rompimento sem danos patrimoniais nem à honra não  gera direitos tutelados (curiosamente, tive uma aula  sobre isso exatamente ontem). Claro que gera "dor"  e, nesse sentido, dano moral. Mas tais danos são  riscos da "natureza do negócio", como também o amado ficar doente etc. Quem não gostar e não aceitar...  que se dedique a Deus ou algo "assim".

Régis Antônio Coimbra

...........

 

Régis, achei muito interessante seu aparte. Com  relação a danos morais, é muito relativo. Os danos  morais são pessoais. O que pode ser dano para você   pode não ser para mim. Ouvi falar que, nos Estados  Unidos, o pedido de indenização por danos morais virou  uma verdadeira indústria, e as vítimas estão ganhando  dinheiro muito. Escreveu, não leu: danos morais nele!

Ah-ah! O poema de zémaria é muito bonito, mas, não  entendo por que gera este tipo de discussão sobre  danos morais. Saludos. Maria José Limeira.

- Postado por: Oficina às 00h34
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

De minha parte... li uma pergunta sobre que medida seria cabível (relê  a última estrofe) e a resolvi responder. Como já disse, ontem mesmo  tive uma aula sobre isso e o professor comentou que não há dor maior que a  dor de amor... mas que o Direito não se mete nisso diretamente, apenas  interferindo se houver outros fatores como a humilhação pública em face  de traição ou rompimento escandaloso, ou danos patrimoniais (a noiva já

contratou a comida para a festa de casamento, comprou e distribuiu os convites...). Note-se que, nesse caso, há danos materiais (as despesas do casamento) e extrapatrimoniais não necessariamente "morais", como o danos à imagem e, secundariamente, o sofrimento (dano moral em sentido estrito) mais ou menos inerente a esse dano à imagem (dano moral em sentido amplo).

Quanto à paixão dos juristas pelo "dano moral", decorre precisamente da possibilidade de sempre "discutir", ainda que a probabilidade de ter sucesso possa variar muito. Nos EUA... bem, há uma cultura de alta litigiosidade e, principalmente, muito dinheiro... e advogados. Então, é normal que haja indústria de tudo, inclusive de "ações por danos morais" as quais, lá, podem atingir valores astronômicos, embora geralmente combinados com danos patrimoniais.

Régis António Coimbra

- Postado por: Oficina às 00h31
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

Doce Limeira

grato ao seu "exarado" sobre o poemeto.

abraço

zémaria

...........

 

 

gosto do poema e pronto! e quem vai dizer que não basta??????

beijão, poeta!

líria

...........

 

Grato e já te disse, mas vale repetir:

Líria, vc. tem a lira.

abraço

zémaria



- Postado por: Oficina às 00h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

Eu digo que não basta, Líria! 

E ainda esqueci de dizer que não é poema. É prosa, e dessas bem "prosaicas"!

O José Maria é bom poeta, disso já tivemos boas amostras através dos seus dísticos. Mas, desta feita, forçou demais a barra.

Acho que ninguém está obrigado a ser poeta, nem creio que exista uma superioridade essencial da Poesia em relação à Prosa.

Então, por que todos só querem ser poetas?!

Será que a Poesia andaria em alta na Bolsa?

Eu, pelo menos, quando alguma vez escrevo um conto, não o arrumo como  fogueirinha de São João para que pareça poema.

Mas, para o meu desapontamento, essa é a tendência geral do pessoal da  0ficina. A tal ponto que ninguém chega sequer a perceber quando desponta entre nós um verdadeiro  poema, daquele ou daqueles dois que você mesma já escreveu.  

Aquele abraço!

Ademar Ribeiro

- Postado por: Oficina às 00h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

ainda bem que respondeste à provocação! eu morro de inveja de quem faz prosa, eu não consigo! gostei e gosto do que o zemaria escreve, sem avaliar direito se é poesia ou prosa... essa é a minha limitação!

- pior ainda é quando o verso me some... risos

beijão

líria

 

conta-gotas

líria porto

 

quando o verso cessa

desvive o poeta

 

como se o universo

conspirasse contra

 

e o mar secasse

virasse deserto

 

e fosse a existência

esse faz-de-conta



- Postado por: Oficina às 00h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

eu morro de inveja e não morro

acho que prosa é rosa

e poesia, socorro.

ricardo pisoler

..........

 

gostei disso, pisoler!!!!! muito!

líria



- Postado por: Oficina às 00h18
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Cont.

p/Líria e Maria José:

Eu, Líria, Ademar. No meu comentário, que não sei se você leu.... 

E ainda esqueci de dizer que não é poema. É prosa, e dessas bem "prosaicas"!

O José Maria é bom poeta, disso já tivemos boas amostras através dos  seus dísticos. Mas, desta feita, forçou demais a barra.

Acho que ninguém está obrigado a ser poeta, nem creio que exista uma superioridade essencial da Poesia em relação à Prosa.

Então, por que todos só querem ser poetas?!

Será que a Poesia andaria em alta na Bolsa?

Eu, pelo menos, quando alguma vez escrevo um conto, não o arrumo como fogueirinha de São João para que pareça poema.

Mas, para o meu desapontamento, essa é a tendência geral do pessoal da 0ficina. A tal ponto que ninguém chega sequer a perceber quando desponta entre nós um verdadeiro

poema, daquele ou daqueles dois que você mesma já escreveu.  

Aquele abraço!

Ademar Ribeiro

- Postado por: Oficina às 00h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Poemeto jurídico - Final

Senhoras. Senhores. Ademar e Todos. Estamos tratando aqui apenas de textos! Textos, minhas Gentes Lindas! E textos não queimam feito "fogueirinhas de São João"!

Estou tentando remediar os erros que já cometi nesta Linda Lista, desde o seu renascimento, e me segurando como posso para não ser reincidente evitando pegar uma

daquelas penas brabas por prática de crime hediondo.

Ah-ah! Sugiro que os colegas da lista aproveitem o mote da fogueirinha de São João levantado por Ademar e iniciemos uma ciranda... Cordelistas do meu Brasil! A

postos! Saludos e dando risadas. Maria José Limeira

- Postado por: Oficina às 00h12
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




CONSELHOS ÚTEIS:

 

A diferença entre a palavra certa e a palavra errada é

a mesma diferença entre um relâmpago e um vaga-lume.

Mark Twain

*

Corte os adjetivos, a maioria deles, os que sobraram

ficam mais fortes, eles são fracos um perto do outro.

Mark Twain

*

Toda vez que você quiser escrever a palavra “muito”,

escreva “danado de”. Seu editor irá apagar os “danado

de” e seu texto vai ficar bom.

Mark Twain.

*

O homem que não lê bons livros não tem nenhuma

vantagem sobre o que não sabe ler.

Mark Twain

*

Nenhuma paixão no mundo é comparável à paixão por

alterar os textos de outra pessoa.

H.G. Wells

*

A diferença entre ficção e realidade?

A ficção tem que fazer sentido.

Tom Clancy

*

A linguagem é uma chaleira rachada que batemos para

fazer os ursos dançarem. Quando o que queríamos mesmo

era mexer com a clemência das estrelas.

Gustave Flaubert.

 

 



- Postado por: Oficina às 00h00
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Versos Perversos X

 

Para Cruz e Sousa

 

 

        Oh formas negras, escuras, entrevadas, formas deformadas, transformadas, depravadas, formas que vagam, divagam, que sangram luz nas aras, que mancham os altares com formas claras. Oh formas luminosas que

douram o dia, formas vaporosas, aladas, assexuadas que guardam, que resguardam nossas entranhas nas quais guardamos nossas formas negras, nossas formas magras, nossas formas frias. Cruz negra dos sonhos

impossíveis, das formas imperfeitas, das sombras assombradas, estandarte das causas inglórias, anjo tísico negro de alma negra da rastejante escória, ilumina o multicor das almas transitórias. Olímpio dos párias, restos,

rejeitos da história, a farsa, a força, a face urbana me fez, filho de ratos rotos, flor dos esgotos, falo drummoniando contigo outra vez. Digo não, digo sim, talvez diga talvez. Sussurros, suplícios, flagelos, sou crucificado, imolado, enforcado para a salvação de vocês.

Definitivamente Deus não é brasileiro, nem fala português.

 

João Andrade

- Postado por: Oficina às 23h53
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Versos perversos X - Cont.

VERSOS PERVERSOS X

Um texto de João Andrade

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este “Versos Perversos X”, de João Andrade, não é o que se pode dizer de um “texto ruim”, ou “insosso”, ou “fora do esquadro”.  É um texto aprumado, em estilo “noir”, etc.

Poesia ou Prosa?

Nem uma coisa, nem outra.

Trata-se de um texto contemporâneo, uma “prosa-poética”, das que abundam na internet com uma arbitrariedade irritante.

Mas, irritante ou arbitrário não se pode dizer deste texto de João Andrade, fiel ao conjunto da obra que este autor vem construindo com uma tenacidade admirável, acertando aqui e/ou errando ali, e seguindo sempre em frente.

O autor tenta alcançar as alturas da qualidade da obra de Cruz e Souza a quem dedicou o texto, e por isso caprichou nas metáforas (algumas bem interessantes!).

Uma das coisas que me deixam amuada é o uso do “modismo”, na esperança de lançar alguma coisa nova, em vão. A falta de pontuação adequada num texto pode transformá-lo de obra genial em mediocridade. Há uma profusão de vírgulas neste texto, onde deveriam estar pontos continuados.

Mas, nada disso compromete o todo.

Apesar dos contrários, gostei. No conjunto, o resultado foi bom, apesar da prolixidade dos detalhes.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 23h50
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Versos Perversos X - Cont.

essa forma angustiada de discorrer sobre a aflição do vício me tira o fôlego, quase como se a fumaça me entrasse toda de uma vez! de todos os cigarros do mundo! é um texto forte, pungente! isso me agrada, embora já tenha lido do autor textos melhores...

líria

- Postado por: Oficina às 23h48
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Versos perversos X - Cont.

Texto: Versos Perversos

Autor: João Andrade

Comentário de Ademar Ribeiro

 

Este texto caótico, híbrido de Prosa e Poesia, muito comum nessas paragens da nossa 0ficina, é mais um daqueles que me deixam desalentado logo a uma primeira leitura.

Será que a Literatura não deve ter mesmo nem pé nem cabeça? 

Ou será que a minha acuidade como leitor anda superada, sem mais alcançar o que outros poetas alcançam?

Por isso que tenho lido minimamente, muito menos ainda do que outrora, para me resguardar das eventuais regurgitações literárias causadas por excesso de leituras  e pouca assimilação.

Para ter certeza de que o que escrevo representa a rigor o que pretendo  dizer, e não aquilo que meu inconsciente me sussurrou após alguma dessas leituras mal digeridas de que falei.

Justamente nessas contingências é que vejo este texto do João Andrade, que se apresenta ao leitor como se mal saído do limbo, numa enxurrada de imagens  fantasmagóricas, antes de situar-se no espaço/tempo do papel onde veio cair.

Não fosse a indicação prévia da sua intertextualidade com o universo poético de Cruz  e Sousa, explicitada pela dedicatória, não se saberia do que, de quem  ou com quem fala o autor no seu monólogo interior. 

Trata-se de uma prosa curta, indefinível como gênero literário - nem crônica, nem conto  nem poema - apesar das rimas sonoras e de um vago apelo formal à semelhança de versos.

Em seu aspecto lingüístico, é ainda um texto compulsivo, repetitivo, de precária estrutura sintática e recheado com nada menos de 27 adjetivos na sua pouca extensão



- Postado por: Oficina às 23h46
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Versos Perversos X - Final

Analisando: 

O titulo não condiz com o corpo do texto, este texto não é cantado em versos, é uma pequena prosa que começa no mesmo ritmo que termina, não acrescenta nada ao leitor e não propõe nada de novo na sua forma de fazer literatura.

Um texto de pequeno tamanho como este ou diz muita coisa nas entrelinhas, como já vi textos do mesmo autor e que eram brilhantes e pequenos, ou não dizem nada como é o caso deste texto em analise.

O autor neste texto trabalha bem as palavras nos seus sons, colocadas e lida em voz alta dá um aspecto de discurso bravo e revoltado, mas um discurso vazio, sem grandes propostas nem grandes revelações. Já vi textos melhores deste autor.

Abraços

Hilton Junior

...........

 

Tendo aqui ensaiado uns dísticos perversos, cuja parte III-final  em breve enviarei, nem sabia que o João tinha tão bons versos   perversos, dignos do homenageado. Parabéns.

cordialmente

zémaria

..........

 

Obrigado a todos pela leitura e comentários do meu texto.

Saudações

João Andrade

- Postado por: Oficina às 23h42
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




VEJAM!

Balas perdidas.

Tiros no meio do salão.

Trocas de tapas.

Entre na briga pelos bons textos:

Lista de Discussão Oficina Literária:

http://oficinaliteraria.zip.net

Para participar de nosso Fórum de Discussões,

mande email para:

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br 

Saludos!

Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 23h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Há alguma coisa me doendo

do lado esquerdo do peito.

Deve ser o último sinal

de que ainda tenho coração.

(Maria José Limeira)



- Postado por: Oficina às 01h47
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________