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TEXTO INTERESSANTE EM DEBATE:

“CASARIO DE LAGARES”, DE ROGÉRIO SANTOS

..........................................................................................

 

Casario de Lagares

ROGERIO SANTOS

 

O casario de Lagares

detém antigos olhares

luz da saudade imigrante

espalhada pelo mundo.

 

O casario de Lagares

ainda guarda os olhares

que me encheram os olhos

de lugares.

 

No casario de Lagares

deparei com a saudade

estampada na fachada

dos encontros improváveis.

 

( Inspirado no casario de Lagares da Beira - Portugal )



- Postado por: Oficina às 23h05
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Lagares - Cont.

CASARIO DE LAGARES

Um texto de Rogério Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

A casa é um objeto carregado de significados. Pode ser prisão ou abrigo. O que ocorre é que representa um prolongamento do corpo humano em suas necessidades mais prementes. E, como tal, guarda lembranças que nunca se apagam.

Este texto “Casario de Lagares”, de Rogério Santos, parece guardar a simbologia do que a casa significa para o ser humano, observada de longe.

A palavra “casario” contém não apenas a casa única da qual saem os ecos das lembranças que o texto explicita, mas também um conjunto de casas num lugarejo, o que dá a idéia da função social de um endereço.

Eu gostei muito do texto, escrito em linguagem simples, porém cheia de emoção, onde o narrador é um eu que se apresenta ao final, como feliz surpresa.

Poesia pura!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 23h00
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Lagares - Cont.

Caro Rogério

Gostei tanto do poema que fui ao google procurar por lagares. Encontrei algumas imagens que bem retratam o que poetas dizem, bastante gratificantes.

É uma pena que, ao ler o título, já antevi a rima com lugares. Acredito que rimas assim enfraqueçam os poemas... rimas que podemos prever.

A repetição da palavra saudade também não me é palatável. Mas acredito que adiciona nostalgia ao poema, que parece ser o intento geral.

Um bom poema... Sem muitas ressalvas. Não surpreende, mas não afasta.

Abraço

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 22h56
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Já o disse antes, mas como sempre novos há, repito: muitas vezes me identifico, como aqui ocorreu, com poemas do Rogério, pois escritos como alguns dos meus - simples, sentimentais e falando da experiência própria. E, por assim sentir, sei (ou penso saber) que o esforço do autor, no texto, foi no sentido de conseguir levar o leitor a passear pelo casario de Lagares, bem como pelos sentimentos que experimentou nesse lugar.

Por certo conseguiu seu intento, tanto que alguém, em outra análise, relatou que, movido pelo teor do poema, inclusive procurou na net Lagares, para visita virtual. E ainda que o trabalho com uma ou outra palavra possa não ter sído o melhor, o conjunto mostra-se harmonioso e agradável. Afinal, o poema não deve ser só belo, mas também funcional, pois maravilhosas palavras, ricas rimas, mirabolanes construções, que nada digam e a nada levem, não se justificam. Terminando, fico no aguardo de saber para onde nos levará com seu bonde (lá se diz "elétrico"), na próxima  vez, o motorneiro Rogério.

(José Nunes)

- Postado por: Oficina às 22h54
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Lagares - Final

Rogério

aqui no Recife e em Olinda existem velhos casarões que me dão a sensação tão bem exposta no teu poema.

Parabéns.

zémaria

...........

 

depois de fazer um tempo de análise concluí que sonhar com a casa é sonhar comigo, então os poemas com casas e lugares me comovem, esse em particular é belíssimo! como falou a maria, é poesia pura!

líria

...........

 

Anderson,

Aproveitando o finalzinho da hora do almoço, primeiramente agradeço o  comentário. ( e o do Zé Maria também )

Acho que a rima de Lagares com lugares pode até ser simples, mas nesse caso a intenção era essa mesma.

É um poema nostálgico e simples.

De desencontros temporais e encontros atemporais.

Rogério Santos

- Postado por: Oficina às 22h43
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UM TEXTO BONITO EM DISCUSSÃO:

“AO POETA MUDO”, DE JOSÉ NUNES

....................................................................

 

AO POETA MUDO

José Nunes

 

Oi! Fui visitar suas palavras...

Estava passando em frente,

Bateu uma vontade, sei lá,

De ver se elas estavam bem.

 

Achei-as um pouco pálidas,

Você não as leva mais ao sol?

Guardadas assim adoecem,

Perdem a força, se morrem.

 

Sabe, havia algumas tristes,

Com cara de minúsculas...

Veja se cuida de dizê-las,

Em voz alta, vez por outra.

 

E, as que não vem usando,

Doe em verso para alguém,

Empreste para um discurso,

Ou troque-as no bar da esquina.

 

Era só isso, vou indo,

Desculpe a intromissão;

É que fiquei muito preocupado

Com o motivo do seu silêncio.



- Postado por: Oficina às 22h38
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Poeta mudo - Cont.

AO POETA MUDO

Um texto de José Nunes

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Interessantíssimo este texto “Ao poeta mudo”, de José Nunes, pelas simbologias que guarda como conteúdo. Lembra-nos aquelas conversas de miolo-de-pote das antigas reuniões de compadres e comadres sentados à porta da casa, discutindo sobre o sábado que choveu,  o domingo que fez sol e beiju não é tapioca...

É um texto singelo, de poeta para poeta, e nisto expõe reflexões sobre um texto que não foi escrito.

É incrível como o autor conseguiu o tento que parecia impossível e aconteceu: fazer uma análise crítica sobre obra inexistente, bem dentro dos princípios de nossa Oficina Literária, a partir das “palavras”  não enunciadas, “pálidas”, “sem forças”, “tristes”  e/ou “doentes”.

Não falta originalidade neste poema!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 22h34
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Poeta mudo - Cont.

Caro José Nunes.

Fiquei feliz ao ler-te.

Um poema-discurso sem cheiro de mofo.

E enquanto discursas, descreve, a ti, ao teu leitor, aquele a quem lês.

É  uma elegia (pois é triste saber do poeta mudo) em quadras que encantam.

O tom diálogo enriquece o poema a tal ponto que surpreende.

Confesso que quando cheguei ao quarto verso esperei pela rima, tão comum  entre os poetas. E minha alegria aumentou a ver que nem das leoninas te apropriaste. A informalidade gerou o possível. Uma poesia.

Parabéns poeta

Abraço

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 22h32
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Poeta mudo - Final

Eu também gostei muito do texto do José Nunes.

Uma sutileza que convida à reflexão.

Ainda mais para os que escrevem por intuição, como me sinto.

As vezes as palavras estão com pouca roupa as vezes muita.

Cabe adaptá-las a estação.

E depois embarcá-las no trem.

Abraços fraternos.

Rogério Santos

............

 

Caros Maria, Rogério, Anderson, Zé Maria, Líria e demais integrantes da  lista: fiquei muito feliz com a acolhida do meu poema "Ao poeta mudo".

Em meio a tantos escritos de valor que estão sendo postados, em meio a tantos participantes qualificados, é um prazer verdadeiro receber manifestações como as postadas - espero poder, em outras oportunidades, continuar a contribuir com outra gota, nesse oceano de idéias que é a oficina. saudações.

José Nunes

- Postado por: Oficina às 22h26
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O mal de quase todos nós

é que preferimos ser arruinados pelo elogio

a ser salvos pela crítica. (Norman Vincent)



- Postado por: Oficina às 22h23
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“MEMÓRIA”, UM TEXTO DE

HILTON JÚNIOR, EM DEBATE:

.......................................................

 

MEMÓRIA

Hilton Junior

 

Versa no repouso do caos

Dita enlaçada e pungente

Não derrama mais lágrimas

Numa dor que é recorrente

 

tendo a frieza como companheira

Nos pesares floresce

Jamais houve regato maior

Tão longe e tão grande

 

Na busca infinda

A maior de todas

Memória, que a mascara despia

Soa nos arredores de copas



- Postado por: Oficina às 22h17
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Memória - Cont.

MEMÓRIA

Um texto de Hilton Júnior

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Certa vez, quando eu estudava no curso primário de uma escola pública, a professora perguntou em sala de aula:

-Meninos e meninas, me digam se puderem: o que é “pororoca”?

Ninguém respondeu.

A professora insistiu:

-O quê? Ninguém aqui da turma sabe dizer o que é “pororoca”? Eu não estou acreditando! – e batia com a régua em cima da mesa, com indignação.

Um dos alunos, mais corajoso que os outros, levantou a mão, e a professora se animou:

-Então me diga, meu filho. O que é “pororoca”?

Ele respondeu de pronto:

-Pororoca é uma espécie de estrondo!

Esta é, portanto, a única coisa que tenho a dizer sobre este texto de Hilton Júnior, intitulado “Memória”: - É uma espécie de estrondo. E mais não direi.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

- Postado por: Oficina às 22h12
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Memória - Cont.

Li várias vezes o poema de Hilton, na tentativa de apreender o seu sentido e confesso que se o autor a ele não tivesse dado título não teria eu atinado com o que estaria ele a dizer exatamente, ainda que mencione a memória ao final do próprio texto. Assim, por não ter entendido de forma suficiente a empreita, não me julguei apto a tecer maiores

comentários, do que quase deixei de escrever sobre a dita - e só então me dei conta de que relatar tal circunstância era a própria crítica que me  cabia fazer. No aguardo de outros poemas, fica minha saudação ao autor.

(José Nunes)

- Postado por: Oficina às 22h10
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Memória - Cont.

<Não derrama mais lágrimas>

<jamais houve regato maior>

 

Memória, de Hilton Júnior, utiliza-se de metáforas liquefeitas que se  tornam, no meu ponto de vista de leitor, contraditórias.

Se não derrama mais lágrimas, o que alimenta este regato  "tão" grande?

Aliás... <maior> e <tão grande> não estão se referindo a mesma coisa?

Porque  um dos dois está em excesso.

Minha dúvida se faz pois, pode ser que o autor tenha aliado regato a pesares  (sem manter a concordância) e então o erro é gramatical, não de coerência.

O mascara (verbo mascarar) acredito que seja um erro de digitação. Ali deveria estar máscara, não é mesmo?

<Pungente> e <recorrente> foi uma rima desnecessária, enfraquecedora.

O tema, e o que se quis dizer até são bons... o resultado final é que não o é.

Acredito que possa ser retrabalhado e que venha a ser um poema mais coerente.

Abraço

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 22h08
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Memória - Cont.

Bom poema, Hilton

ou como dizia Drummond, no fundo falando da memória:

"Itabira é apenas um retrato na parede

mas, como dói!"

zémaria

........... 

 

Hilton,

Li e reli seu texto e, na minha percepção, a densidade que ele apresenta como  forte, se perde com a última estrofe.

É como se fosse o estrondo que a Maria Limeira descreveu, mas no final se diluísse de maneira difusa.

Fosse eu o pai da criança e encerraria o texto em 2 estrofes.

Uma memória  densa, triste, obscura, sem maiores explicações.

Uma memória ao mesmo tempo desabrigada e arraigada.

Inquilina indesejada.

A última estrofe diminui o impacto do poema e na minha leitura, nada acrescenta.

O texto é bem nascido e tem uma força imensa.

Abraços fraternos

Rogerio Santos

- Postado por: Oficina às 22h03
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Memória - Final

Olá Amigos,

Quero deixar o meu profundo agradecimento aos que leram o meu pobre poema. Esta semana foi extremamente difícil pra mim e não pude estar junto de vocês nas discussões. Mas espero que meu texto não tenha desagradado a todos, ele é pobre mas eu ainda chego lá. A única coisa que não entendi foi o estrondo da Maria.rs.

Espero poder ter  a cabeça livre de problemas o quanto antes para participar como sempre tenho feito.

Um Abraço

Hilton Junior

- Postado por: Oficina às 22h00
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EM DISCUSSÃO, UM TEXTO
DE ANDERSON SANTOS:

“ORADEUS”

....................

 

 

Oradeus.

 

a íris é o arco, e não o arco-íris

nos olhos-espelho vejo apenas flechas

banhadas no fel da alma que escurece

 

e ainda assim me colhes em carinhos

destemendo espinhos e quaisquer defesas

para desfolhar-me, pétala por pétala

na busca infinita do teu bem-me-quer

 

(eu sigo pensando que tu mal-te-queres)

 

desvio a sinistra, apego-me à destra

sigo intempestivo a teia do meu tempo

perpendicular ao que te é paralelo

(cansei de ferir meu ego nas partidas)

 

deixo um aceno no assento ao lado

e um rastro da cor do cheiro do teu medo

no paço oposto ao que tomei por rumo

 

(que o teu pilar seja pra sempre uno...

...adeus)

 

(Anderson Santos)



- Postado por: Oficina às 01h48
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Oradeus - Cont.

Pôxa...

Gostei irmão.

Um poema de despedida sincera, valendo cada centavo de horas vividas.

Bem diferente, honesto e elegante.

Não espere de mim análise do tipo profissional, catedráticas ou etcéteras.

Eu entendo que um poema deve falar às pessoas, as coisas que elas mesmas pensariam, e aceitariam se fossem elas a escreverem o que ouviram.

Por mim, seu poema é muito bom, porque me fez bem ao ler.

Abraço,

 Ricardo Pisoler.

..........

 

O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a

ser salvos pela crítica. (Norman Vincent)

 

Estou a espera dos três textos da semana

E ao Ricardo Pisoler, obrigado pelo comentário.

"Um poema de despedida sincera, valendo cada centavo de horas vividas."

É importante para mim ver o que cada pessoa sente quando lê esse poema.

Abraço

Anderson Santos



- Postado por: Oficina às 01h44
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Oradeus - Cont.

Olá Anderson,

 

teu poema Oradeus, tem uma idéia interessante, mas a execução ficou aquém do projeto, a primeira questão é o uso de pontuação em determinados lugares e em outros ela some completamente.

Outro ponto é o uso de imagens cansadas como 'fel da alma' o o jogo gratuito entre o 'bem-me-quer' 'mal-me-quer'. quando se baseia um texto em clichês é preciso arrancar deles algo inédito, caso contrário o poema sucumbe a idéia pronta. neste caso há determinadas passagens que são originais, mas pela falta de subversão nos clichês ao longo do texto,

estas idéias desaparecem. Abaixo, entre parênteses, alguns versos que, a

meu ver, poderiam ser mais inéditos.

é isso

valeu

Rubens: 

 

Oradeus.

 

a íris é o arco, e não o arco-íris

nos olhos-espelho vejo apenas flechas

banhadas no (fel da alma) que escurece

 

e ainda assim me colhes em carinhos

destemendo espinhos e quaisquer defesas

(para desfolhar-me, pétala por pétala

na busca infinita do teu bem-me-quer)

 

(eu sigo pensando que tu mal-te-queres)

 

desvio a sinistra, apego-me à destra (SINISTRA O QUE? DESTRA O QUE?

COMO SUBSTANTIVOS NÃO TEM VIDA PRÓPRIA NEM SIMBOLISMO SUFICIENTE PRA

SEGURAR O VERSO

sigo intempestivo a teia do meu tempo

perpendicular ao que te é paralelo (JOGO COM PALAVRAS DE GEOMETRIA, UM

TANTO DISPENSÁVEL)

(cansei de ferir meu ego nas partidas)

 

deixo um aceno no assento ao lado

e um rastro da cor do cheiro do teu medo (DA, DO, DO, NO MESMO VERSO)

no paço oposto ao que tomei por rumo

 

(que o teu pilar seja pra sempre uno...

...adeus)

 

(Anderson Santos)

 

É isto aí.

Abs. Rubens da Cunha.

- Postado por: Oficina às 01h40
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Oradeus - Cont.

Olá Rubens

Obrigado pela análise do texto.

Quanto a pontuação, acredito que uma leitura mais atenta o fará ver que ela é retirada quando a necessidade surge no final do verso. A pontuação no verso ocorre. Na transição não.

Eu não pontuo final de verso, pois a quebra o pontua por si. É licença poética. Entendo que este fato te desagrade, e acredito que venha a desagradar a muitos mais.

Quem sabe um dia eu venha a corrigir isso...

"fel da alma" ok... é repetitivo... clichê.

Mas, mais uma vez, peço tua atenção. O jogo é "bem-ME-quer" e "mal-TE-queres"... se isso não for arrancar algo inédito (como íris-arco --> arco-íris), começo a me preocupar com minha carga de leitura... ela possivelmente terá que ser aumentada.

 

Sinistra = canhota = esquerda (mão)

Destra = direita (mão)

 

Desvio a (rota) sinistra --> a rota esquerda... a do coração

apego-me a (rota) destra --> a rota direita... a da razão

 

Provavelmente ficou muito criptografado, ou tua leitura apreenderia o significado, apesar do deslize em "mal-TE-queres"

 

Perpendicular ao que te é paralelo --> os destinos se cruzaram e se afastaram... Eu sou Matemático (rumo a formatura) e fica difícil desprender-me das metáforas que cercam minha vida. Estou aqui pensando em como dizer a mesma coisa de outra forma... se tiveres uma sugestão, eu aceito...

O Tecnicismo da análise do verso me espantou.

Realmente a repetição não é usual, nem muito bem aceita pelos tecnicistas, mas normalmente um tecnicista teria percebido, em primeiro lugar, que o poema é composto por versos hendecassílabos (Todos com exceção do último), e que o neologismo gerado no título dá o ritmo da leitura, que transforma o poema em Oração... uma oração de adeus. Oradeus.

Conceituado e baseado na semiótica, o verso com a repetição da preposição se faz menor, mas se analisado longe da óptica tecnicista, DA DO DO não gera eco dentro do verso. Nem meDO ecoa com a repetição.

Agradeço a crítica interposta, e analisarei todo o possível para evitar alguns desses problemas adiante.

Quanto ao ato de criticar, ele também deve ser linear e quando abordar um aspecto, este deve ser completamente abordado, e a leitura do texto a ser criticado deve ser atenta.

Te confesso que não é bom ser criticado por algo que não escrevi. Fazer uma crítica lendo o texto tão superficialmente que os olhos leram uma palavra que não estava lá (mal-me-quer) no lugar de uma que não aparece em tua análise (mal-te-queres) acaba parecendo menosprezo. Isto não é melindre nem reclamação. É uma crítica à crítica.

Abraços, e vamos à tréplica...

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 01h34
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Oradeus - Cont.

Apreciando

 

Tem o Louvadeus

e o Anderson agora criou Oradeus.

Bem criado. Parabéns.

zémaria

...........

 

tb gostei,

como havia dito anteriormente:

quem louva ou oradeus,

nunca mente.

ricardo pisoler

- Postado por: Oficina às 01h31
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Oradeus - Cont.

ORADEUS

Um texto de Anderson Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Em “Oradeus”, de Anderson Santos, vemos a subversão de dois vocábulos como “ora” e “deus”, sobrepostos, no título, formando um “neologismo”, uma tentativa de recriação própria da Literatura Contemporânea.

À primeira vista, parece que soa como “Deus ora”, e pode ser também alguma coisa ligada ao “adeus” de quem se vai  e ao “ora” de quem fica.

Esse jogo dúbio de palavras e conceitos permanece no desenrolar do texto onde se explica que  a íris pode ser arco sem ser arco-íris, os olhos são espelhos, o substantivo mal-me-quer se transforma no verbo mal-te-querer, o medo ganha cor e o pilar aufere conotação fálica.

Quer dizer, este  é o típico exemplo de que a Poesia existe, pois o poema se realiza nos patamares que  sustentam a obra poética: a figura de linguagem, a  figura de sintaxe e a figura de pensamento.

É certo que a leitura técnica desse texto visualiza a questão do ponto de vista do “adeus” que o último verso sugere e, neste sentido, fala a voz do oprimido ou do “abandonado”, que chora sobre o leite derramado.

É um belo texto e o uso dos clichês, aqui e ali, não lhe tira o brilho.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

- Postado por: Oficina às 01h27
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Oradeus - Cont.

Comentários a Análise de Maria Limeira:   

Caríssima

Uma parte da tua crítica me chama a atenção: "e o uso dos clichês, aqui e ali, não lhe tira o brilho."

<olhos espelhos da alma que escurece> é o maior clichê utilizado.

O clichê do abandonado.

O uso do clichê foi uma escolha a fim de trabalhar as sensações às quais este clichê leva.

Interessante dizeres que este uso não tira o brilho, mesmo sem levar a crítica a este cerne.

O verbo Mal-querer foi realmente intencional nos versos. Ele vai trabalhar com o NÃO EU, ou o EU que negamos, o EU Pecador que auto-mutila.

O fundamentalismo nas abordagens do EU, do NÃO EU, e do OUTRO EU foi estudado para alcançar o DEVIR do personagem do poema.

Bem... não estou aqui para filosofar sobre meu próprio poema. Apesar de acreditar que a crítica literária deva envolver lingüística e semiótica, e que deve se equilibrar com o humanismo, o fundamentalismo, e o existencialismo, bases da psicoanálise, do auto-conhecimento, e então, da libertação do EU, entendo que este caminho é pedregoso, e que o

tecnicismo ainda é a voga da pseudo-cultura literária.

Ainda vivemos a análise gráfica do poema... matemática... métrica x beleza x tema = volume da abrangência

O EU, ainda não é percebido, porque mal o conhecemos.

Obrigado pela crítica.

O pilar na verdade era uma metáfora para as bases... Renato Russo, um dos melhores filósofos sobre o DEVIR adolescente que o Brasil já teve, disse certa vez que deveríamos ter cuidado com o que adoramos, por que mesmo os ídolos tem pés de barro.

<que o teu pilar seja pra sempre uno, adeus> foi um meio sarcástico de dizer <espero que não chova na tua razão>

Criptografias...

O erro que não consigo corrigir...

Abraços

Anderson

- Postado por: Oficina às 01h25
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Oradeus - Cont.

leio a bela crítica da maria limeira e me pergunto - o que dirás, se  tudo está dito?

é um bom poema, bem construído, substancioso; gostei especialmente  desta estrofe:

 

"e ainda assim me colhes em carinhos

destemendo espinhos e quaisquer defesas

para desfolhar-me, pétala por pétala

na busca infinita do teu bem-me-quer"

 

líria porto

...........

 

Comentários à Análise de Líria Porto:   

Ora Líria... o que dizer?

Disseste muito ao selecionares a estrofe que mais te agradou...

Esta é a estrofe <REFRÃO> do poema.

O fato de que as pessoas seguem sempre usando do domínio, da coerção, e do cerceamento da liberdade (gosto de pensar nele como uma poda, por isso pétala por pétala) para dizer que amam.

São as pessoas que teimam em rimar amor com dor.

Eu acho que amor rima com respeito.

Amor também rima com liberdade.

O poema também...

Obrigado pelo carinho.

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 01h22
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Oradeus - Cont.

Anderson,

Li atentamente seu texto e as análises sobre ele.

Cheguei a conclusão de que um dia terei condições de analisar tecnicamente, neste momento, ainda não possuo conhecimento tampouco desenvoltura para  fazê-lo.

Mas, eu gostei da sua poesia como um todo, sendo que destaco como sendo  o verso que mais gostei:

 

" Sigo intempestivo a teia do meu tempo".

 

Abraços,

Andréa.

...........

 

Comentários à Análise de Andréa Motta:   

Andréa

O Tecnicismo pode ser muito arriscado.

Gostaste deste verso em especial?

Ele é o DEVIR.

Devir é o moto-contínuo da vida. São as nossas escolhas e no que elas se transformam.

É o pé-na-bunda da teoria da linearidade do tempo. Do destino que nos rege a um ponto final.

Seguir a teia do tempo é fugir do perpendicular e do paralelo e ter a chance de ir para qualquer direção. É fugir da linearidade e se tornar dono de si e de suas escolhas. É abandonar o EU em busca do mundo. É saber-se livre.

Que bom que gostaste... Fico feliz em perceber que é essa liberdade que

te encanta. Bom para todos...

Abraço

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 01h19
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Oradeus - Cont.

Bom dia, Anderson. 

Eu gostei mesmo,e vc. acertou na mosca..

é efetivamente esta liberdade que me encanta no ato de escrever.

Bom final de semana.

Abraço,

Andréa.

...........

 

 

ANALISANDO:

Este poema é realmente muito rico em imagens e significados. O autor  conseguiu a partir do título misturar o comum ao poetico. Um texto que não é fácil de se interpretar, mesmo porque ele pode ser lido como despedida, como oração, como desejo, e como um desabafo. O Autor trabalhou bem os clichês com as idéias mais profundas, trouxe á luz do leitor tudo

aquilo que tinha em sua inspiração.

Bom texto.

Hilton Junior

- Postado por: Oficina às 01h16
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Comentários à Análise de Hilton Júnior:   

Hilton, muito obrigado

A intenção do trabalho suado sobre este texto foi tentar fazer com que ele fosse uma despedida, uma oração e um desabafo (o desejo eu vou ter que reler pra ver onde se depositou, apesar de sabê-lo inerente a cada personalidade).

Para fazer a leitura como oração, a métrica foi imprescindível.

Para tocar o leitor como desabafo, a reconstrução de clichês também.

Mas ele é acima de tudo um adeus.

Quando nele digo <e um rastro da cor do cheiro do teu medo> trabalho com a idéia dos cães, que percebem cores pelo olfato, e têm a capacidade de farejar (ver a cor) do medo, e com a idéia de que as pessoas se abrigam do medo no próprio medo. Se temos medo de sermos abandonados,

abandonamos. Se temos medo de sermos traídos, traímos. Se temos medo de sermos sequestrados, nos encarceramos em nossos lares. Se temos medo de sermos rejeitados, nos escondemos, nos rejeitando, estes, entre milhares de exemplos que eu poderia citar.

Veja... houve uma pesquisa para que ele se encaixasse dessa forma...

Quando o suor é percebido como inspiração, e os múltiplos sentidos que se quis abordar são notados, um autor suspira aliviado.

Sei dos pecados do texto. Sei que criptografo demais minhas informações, e o quanto ainda devo melhorar nesse sentido.

Obrigado por mostrar que estou no caminho do acerto.

Abraço

Anderson

- Postado por: Oficina às 01h12
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Oradeus - Cont.

Sobre a crítica de zémaria – Réplica:   

Obrigado, Zémaria, pela leitura e pelo carinho.

Um poema se constrói de sentires. Dos de quem os sentiu e dos de quem há de senti-los.

Se um poema emociona, ele não precisa de artimanhas, façanhas, ou técnicas. Ele é em si poesia.

Quando em <> o diretor acompanha o lirismo de uma sacola que voa sem direção aparente, regida apenas pelo caos, num balé sem coreografia, ali há poesia.

A poesia da liberdade.

Bom saber do teu sentir.

Abraço

Anderson Santos

- Postado por: Oficina às 01h07
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Oradeus - Cont.

Texto: Oradeus

Autor: Anderson Santos

Comentário de Ademar Ribeiro

 

O termo “texto”, na sua etimologia, significa “tessitura”, “entrelaçamento” léxico, sintático e semântico

das palavras, na formulação da  linguagem falada ou escrita, com um

sentido literal ou figurado. Sobretudo em se tratando de texto literário, de implicações metafóricas, que exige muito mais do autor em concisão, qualquer alteração desse proceder comprometeria sua clareza.   

Este escrito prolixo do Emerson desconsidera ( ou ignora ) a existência desses requisitos da linguagem,

em favor de um palavreado cifrado ( signos lingüísticos ) sobre um tema corriqueiro – o desfecho de um

caso de amor específico.

As frases de efeito –  “desvio a sinistra, apego-me à destra”, “perpendicular ao que te é paralelo” e outras

construções mais ou menos simplórias ( “oradeus’, “bem-me-queres” e mal-te-queres etc. ) – não vêm a

ser nenhumas metáforas para salvar o discurso poético .

Uma vez rompida a estrutura da linguagem e, conseqüentemente, a conformidade da pontuação, o autor,

nem mesmo a mancheias de significantes ( e não só com a sinistra e com a destra ) conseguiria chegar a

um todo homogêneo na construção do seu pretendido poema.

- Postado por: Oficina às 01h04
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Oradeus - Cont.

Amigo Ademar. Pode ser que você tenha lido este texto direito. E até parabenizo-o pelo argumento na análise. Mas, amigo Ademar, uma das boas regras da educação que minha mãe me ensinou é nunca esquecer o nome correto do interlocutor. Meu nome é Maria José Limeira, por exemplo. Mas, se você me chamar de Maria Eunice, numa conversa, ficarei muito chateada e triste. O texto "Oradeus" é de Anderson Santos. Por que - pergunto-lhe, que perguntar não ofende - você mudou o nome do autor para "Emerson"? Um abraço e saludos. Maria José Limeira.

...........

 

hahahahahahaa

essa Maria Limeira NÃO EXISTE!!!!

Dira

...........

 

Obrigado, Maria Eunice, por aprovar meu argumento..

Li o texto de ponta-cabeça, como foi escrito.

Só não pude ler de cabo a rabo, por não ter localizado nem um dos dois.

Quanto à trapalhada entre os nomes Anderson e Emerson, não foi assim tão grave:

têm acústica semelhante e são ambos de origem saxônica. 

Mas se alguém, por acaso, me chama de Muhamad, nem ligo!

PS -  Aliás, estou reenviando a minha análise sobre o texto, que você deletou, por equívoco, apesar de ter gostado do argumento.

Valdemar

- Postado por: Oficina às 00h58
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Oradeus - Cont.

Caro Ademar.

Agradeço a análise crítica a meu texto, destacando que, apesar de já tanto terem me chamado de Emerson, continuo achando de mau gosto errar meu nome, ainda mais quando ele está escrito, e não dito.

Mas isso é o de menos.

Vejo, pela tua análise, que preferes os textos curtos aos médios ou longos, ou então que achaste meu texto enfadonho e cansativo.

Tanto por uma rota quanto por outra, tua crítica pouco vem a acrescentar ao texto.

Rotular fórmulas para a construção de textos poéticos é o mesmo que delinear uma escola poética. Não estamos em tempos de linhas de pensamento. Foram-se as eras românticas, parnasianas, futuristas e barrocas. Não há hoje escolas do pensamento. Os poetas são livres para construir e desconstruir.

Desde quando um texto literário deve, obrigatoriamente, ter implicações metafóricas? De onde vem a obrigação em ser conciso? Há clareza na criptografia indecifrável dos que se dizem novos modernos?

- Postado por: Oficina às 00h55
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Oradeus - Cont.

Te deixo com um pouco de Quintana, o poeta da simplicidade.

 

Se eu fosse um padre

Mário Quintana

 

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,

não falaria em Deus nem no Pecado

- muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,

 

não citaria santos e profetas:

nada das suas celestiais promessas

ou das suas terríveis maldições...

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

 

Rezaria seus versos, os mais belos,

desses que desde a infância me embalaram

e quem me dera que alguns fossem meus!

 

Porque a poesia purifica a alma

...e um belo poema - ainda que de Deus se aparte -

um belo poema sempre leva a Deus!

 

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São

Paulo, 1998, pág. 105.

 

Abraços poéticos, e vamos poetar.

Anderson Santos



- Postado por: Oficina às 00h53
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Oradeus - Cont.

Olááá Anderson Santos. Como vaaaiii?? Ah-ah! Você é bom de argumento. Daria um belíssimo advogado. Gostei da maneira tenaz e persistente com que defendeu seu texto lindo até às últimas conseqüências, e de maneira bem poética. Entre mortos e feridos, todos salvos, graças ao bom Deus. Prestei bem muita atenção na maneira crítica com que analisou as análises da turma e foi deslindando os mistérios do seu texto.A citação de Quintana chegou na hora certa. No fim, resultaram belas conclusões. Assim é que se faz. Viu amigo? Um cheiro da sua admiradora sempre. E saludos. Maria José Limeira.

- Postado por: Oficina às 00h50
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Oradeus - Cont.

Eu? Advogado?

Não estava defendendo meu texto. Nem tenho pretensão disso, bem como não tenho pretensão de agradar a todos. Como eu disse em todas as respostas às críticas, conheço os defeitos do que escrevo.

O que fiz foi dar contra-exemplos para as afirmações de "verdades" sobre poesia.

Há verdade na poesia? Poetas não são todos fingidores, como bem disse Fernando Pessoa? Não fingimos que é dor a dor que deveras sentimos?

A crítica deveria se fazer pelo olhar e pela emoção, pela sonoridade e pela razão... tudo misturadinho.

É o que penso. Apoiar a crítica apenas sobre o que dizem tecnicistas é transformar a poesia em cientificista. Premissas, lemas, postulados, teoremas da boa poesia... já pensaste?

Isso é discussão longa... só não quero que fique a imagem de que defendo com unhas e dentes meus escritos... Sei bem de seus defeitos. Só busco críticas que apontem os defeitos baseadas no sentir, não em bulas.

Abreijos, que, como diz Clodomir Monteiro, são abraços com beijos

Anderson Santos

...........

 

Colega Emerson:

Como diria minha bisavó: “O tamanho do texto não é documento.”

Por isso, em se tratando da poesia contemporânea – e num sentido figurado, bem entendido - prefiro poetas do pênis longo. 

Cordialmente,

Ademar Ribeiro

- Postado por: Oficina às 00h46
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Oradeus - Cont.

Ahahahahahahahahah!!! Ademar, amigo. Mais um mote para uma ciranda!

Que mal lhe pergunto, pois perguntar não ofende:

Você gosta de Poesia de pênis longo, tá certo.

Mas... pênis fino?

Ou grosso?

Encorpado?

Reboculoso?

Desmilinguido?

Duro?

Mole?

Ou etc.etc.etc...???

Ah-ah e saludos.

Maria José Limeira.

Com todo o respeito!

E em sentido figurado!



- Postado por: Oficina às 00h43
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Oradeus - Final

Maria José:

O que eu falei não foi pra decorar e discutir, mas pra entender, e calar.

Mas... que falta de ética!!! 

Ademar

...........

 

BRRRRRRRLLOMMMMMMMMMMMMMMM

 

Ecoa o trovão

e a voz divina

pede silêncio

 

Ufa...

Ainda bem que umbigos

não tem dentes caninos.

 

 (Anderson Santos)



- Postado por: Oficina às 00h38
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