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EM DISCUSSÃO:

"ESSA MENINA",

DE ANDERSON SANTOS

......................

 

Essa menina

 

Ela me alucina, essa menina

Jogando os cabelos como fossem crina

Balançando as ancas como uma potranca

E se indigna quando alguém buzina

Gritando aos ventos o que nos suscita

 

Ela me azucrina, essa menina

Sei que desejá-la é minha única sina

Enquanto em rua e mentes ela dança

Por vezes cabelos presos numa trança

Para depois soltá-los num jogo de fita

 

Ela me bolina, essa menina

Quando bole a bala, a boca feminina

Pelo que lhe encobre a saia ou a calça

Mais pelo que mostra o vestido de alça

E pelo que as curvas de sua blusa imita

 

E ainda me ensina, essa menina

A viver sem ar quando os seios empina

A viver sem chão quando o olhar alcança

A viver sem ser quando um sorriso lança

A viver pra ela e para o que ela habita

 

Ela me domina, essa menina

Sem saber o quanto me fascina.

 

Anderson Santos



- Postado por: Oficina às 01h05
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Essa menina - Cont.

ESSA MENINA

Um texto de Anderson Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Conheço Anderson Santos há alguns anos, através de nossa convivência em todas as listas de discussões literárias. Sei do quanto ele é capaz. Venho acompanhando sua trajetória nas letras e seu esforço para se manter nas listas e na internet, com todas as dificuldades, etc.

Anderson Santos também escreve prosa, fantasia personagens, cria heterônimos, joga bem com os conflitos, dramatiza, cai e dá a volta por cima, como pessoa de coragem.

Este seu texto “Essa menina”, para mim, é um caso isolado dentro da sua obra, e não pode ser tomado como referência para imaginar o autor que descrevo acima.

Trata-se de um texto pobre e, como tal, se assemelha mais a letra de música popular do que a um poema. E uma letra de música só se entenderia bem, em princípio, junto com a música. É assim que eu vejo.

Eu poderia me estender mais entrando nas minúcias dos erros deste texto que o autor não conseguiu solucionar. Citaria a cascata de lugares-comuns, a pobreza de expressões e tudo mais que resultou num grande engano do qual o autor não se deu conta.

Mas... prefiro poupar o amigo do meu mau-humor. Saludos...

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Oficina às 01h00
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Essa menina - Cont.

Esse texto foi escrito para ser uma música!

Uns amigos meus têm uma banda, e um deles estava com esta história na cabeça, com um arranjo, e a coisa foi saindo.

Obrigado Zezé, pela crítica.

Abraço forte

Anderson

...........

 

O texto do Anderson não me agradou. O texto em si traz um tema batido e a forma de cantar muito repetida, as rimas são constantes e deixam o texto cansativo e o leitor cansado. O ritmo é o mesmo do começo ao fim e por ser um poema longo tornou-se um fardo terminá-lo. Mas o poeta procurou tratar o tema de forma inovadora e isso lhe dá os créditos do poema, acredito que uma mudança nas rimas e uns cortes deixando o texto mais curto e grosso melhoraria.

No aguardo por outros textos do Autor que já nos enviou textos melhores

Abraços 

Hilton Junior



- Postado por: Oficina às 00h57
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Essa menina - Final

Comecei a leitura gostando bastante deste poema despojado, de versos juvenis e sensuais, do Anderson. Mas, a meio caminho, o autor, talvez por não saber a hora  certa de parar, enveredou por imagens pobres, confusas, e o texto se perdeu na tentativa de completar a programação dos quatro quintetos e um dístico. Que tal lhe fosse dada uma boa enxugada?   

Ademar Ribeiro



- Postado por: Oficina às 00h54
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“RECANTOS”, 
UM TEXTO DE NICOLAU NASSAR,
EM DISCUSSÃO
.....................,
 Recantos
 
Meu poema tem recantos 
onde dança o sabiá 
que procura fora dele 
o que dentro dele está 
 
Tal coisa sem referente 
se nega a falar com gente 
que defeito há de encontrar 
 
pois poucos, infelizmente 
entenderam certamente 
que a palavra é pra brincar  
(Nicolau C. Nassar)


- Postado por: Oficina às 03h59
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Você tem razão, Nicolau, a palavra é para brincar, interagir, tocar o 
outro, eclodir, levantar a saia, os cabelos, abrir as portas para o 
mundo, esticar os braços e limpar as lágrimas do outro. A palavra 
é mesmo para criar o mundo, dar à luz, transcender. Mas não sei se 
tudo é possível por exemplo, mesmo com a toda a lincença de que 
dispomos. O seu poema é uma brincadeira usando um autor famoso, 
uma poesia conhecida em todo o país, para falar dó próprio fazer 
poético. Seria um metapoema, uma tapa nos críticos e nos que 
reclamam de tudo da poética dos outros? 
Há recantos certamente em todo o nosso trabalho. E nem sempre o leitor 
tem a mesma visão que nós daquilo que escrevemos. E ainda bem. Quando 
publicamos o texto, ele deixa de pertencer a quem fez. É do leitor a 
interpretação. Será isso que quis dizer quando falou que o recanto 
do texto poético se recusa a dialogar com quem lê? Ou será que não compreendi 
muito? Se for isso, achei interessante a sua brincadeira e o metapoema. 
Dira


- Postado por: Oficina às 03h50
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Recantos - Cont.

Dira 
Sua colaboração provocou ressonâncias, uma multiplicidade. 
Talvez a palavra não tenha mais que ser entendida como ferramenta 
de representação, mas como máquina de produção de mundos, de 
subjetividades. Talvez não caiba mais perguntar o que um texto diz, 
mas sim como fomos afetados por ele. Você ficou melhor ou pior 
depois da leitura de um livro? Sente-se alguém maior do que era 
antes e ainda menor do vem a ser? 
Desencadeou-se um devir-maior, um devir-criança ? Os lingüístas 
participantes da oficina poderão me perdoar a irreverência: 
precisamos superar o significante e o significado, a escrita não é 
um sistema de representação, mas uma prática de afetação. É claro 
que não sou louco, trata-se apenas de não ficar somente no nível da 
representação, mas de experimentar outras possibilidades. 
Sem dúvida, o poema-brinquedo enviado para a oficina é um tapa 
nos críticos que reclamam de tudo na poética dos outros. O crítico 
utiliza o juízo, o julgamento, o que só pode ser feito no nível da 
representação, por meio da maior ou menor adequação a um modelo. 
Esse modelo se 
encontra internalizado, plantado como uma árvore, no centro 
- ao lado, colocado displicentemente ele não pode estar! 
(ameaçaria a perfeição 
legitimadora) - do tribunal da poética instaurado pela crítica. 
Adorei sua colaboração, você entendeu tudo! Aduzo: se o poema é 
réu, ele simplesmente não fala. Deixemos o poema falar. 
Quase me esquecia. Você falou que quando se publica um texto ele 
deixa de pertencer a quem o fez. Entendo que o texto nunca pertenceu a 
quem o lançou no papel, pois a autoria é (sempre foi)  coletiva, o autor é 
orgânico e inorgânico. Ou não serão os afetos resultantes dos encontros 
com as coisas desse mundo  o que  desemboca no poema? 
O que é um autor? 
Nicolau


- Postado por: Oficina às 03h42
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Recantos - Cont.

RECANTOS
Um texto de Nicolau C. Nassar 
{Análise crítica} 
Maria José Limeira 
Este poema “Recantos”, de Nicolau C. Nassar, é um texto 
bonititinho, cheirosinho e gostosinho de se ler.
E digo assim todo em diminutivo, porque o autor me parece 
bem-intencionado, ao se apresentar como um neófito em Poesia, 
o que é muito difícil neste inquietante mundo internáutico, onde 
todo mundo posa de gênio, vanguardista, etc., sendo nada disso. 
Ah-ah. Ora, ora ora... Lá se vem o canto do sabiá de novo, tema t
ão esquecido nos confins do passado, quando nada mais se tinha para cantar.
Mas... gostei. Porque eu gosto muito de poesia rimada.
A rima dá ritmo e musicalidade aos versos e se aproxima mais 
do cancioneiro popular.
E não acho que os “que´s” do início dos versos prejudiquem 
o texto em nada. Ao contrário, dignificam-no.
Porém, tenho um segredinho para contar a todos vocês. 
Gostei mais de Nicolau O Crítico, do que de Nicolau O Poeta. 
Que acham?
E para que fique bem registrada minha saudação ao 
Nicolau, meus versos de boas-vindas:
Se a palavra tem recantos.
Se o verbo é pra brincar.
Vamos dobrar os encantos.
Nós aqui, você de lá!
(Maria José Limeira) 
Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB.


- Postado por: Oficina às 03h35
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Recantos - Cont.

Olá Nicolau.
Tem uma coisa no teu poema que eu não gosto nada.
vesos que começam com "que", ou como costumo chamar, versos 
explicativos. Para piorar, são três. 30% dos versos.
A relação com a "Canção do Exílio" é desgastada, e desanima a 
leitura inicial.
O tema, anti-tecnicista, alcançaria objetivo se o poema não 
precisasse 
desse recurso explicativo.
Arriscado colocar um poema anti-tecnicista em uma oficina literária.
Vale pela iniciativa. 
Abraço
Anderson Santos


- Postado por: Oficina às 03h27
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Recantos - Cont.

Anderson
Como falei quando me apresentei ao grupo, apenas recentemente 
comecei   a fazer poemas. Senti necessidade de receber "feedback" 
de pessoas mais   experientes nesse exercício. Saiba que ontem, 
após chegar do trabalho,  peguei a caneta e fiz algumas 
tentativas. Logo apareceram as frases que   começam com "que", 
do tipo explicativo. Fico bastante agradecido pela sua   colaboração.
Sobre a relação com a "Canção do Exilio", concordo apenas 
parcialmente   -  nem todo mundo conhece poesia como você.  
De qualquer forma, para mim a   relação também é desgastada. 
Fiquei com uma dúvida. O que você quer dizer com 
anti-tecnicista?
Obrigado
Nicolau Nassar


- Postado por: Oficina às 03h25
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Recantos - Cont.

Oi, Nicolau 
A questão sobre a "relação desgastada" me prendeu e 
não resisti a palpitar.Sem a pretensão a grandes verdades, mas 
nesse mundo "véio" não haveria um bocado de relações,e outras 
coisas,bem desgatadas? O que fazer, parir um filho por dia e 
esquecer os anteriores? O que tento dizer,com a 
pseudo-gracinha, é que,acredito, não precisamos temer o já dado, 
usado,conhecido.Suponho que nosso sócio de grupo, o Anderson, 
quis assinalar para você o perigo do maquinal, do que não mais 
vibra, de tanto tocado e sacudido;mas,penso,que se ficarmos
atentos ao engessamento do pret-a-porter,para o evitarmos,
armados de nossa pessoalidade (o que mora em nossa própria 
pele,como a marca da digital,é único), da emoção e da 
imaginação, mais as botas do saber técnico,dá prá não temer,
ao menos por demais, os usados ou semi-novos,encontrando meios 
de superação,reconstrução;acho que é o possível para nós,
diante de nossas heranças:ou as aceitamos,mas buscando os 
"re",revigorar,recriar,por aí,ou temos que ficar pobres  e 
pelados,angustiados ao pêso da obrigação do tudo novo. Por isso 
aposto que uma "aceitação superante" seja,também,um caminho.
Você diz estar agora começando o fazer poético (empatamos,
eu igualmente sou novata); ótimo,deve ser o apelo do novo 
que lhe colocou a caminho;então você dispõe do impulso,da força 
que permite a criação e a renovação. Li seu poema;
pessoalmente, interpretei a presença da "canção do exílio",
apenas como uma referência,algo que compõe sua paisagem da 
memória; seus sentimentos,saudades,exílio, devem ter-lhe 
levado a evocá-la e tomá-la como companheira para as suas 
palavras,ser para elas um éco,um reforço ; tão só um recurso 
para enfatizar sua fala e situá-la no conjunto humano.com 
seus sentimentos comuns a todos. 
Saudações.
Ney Maria   


- Postado por: Oficina às 03h21
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Recantos - Cont.

Olhe bem Nicolau.
A crítica da Zezé fala bem do uso do "que" em início de verso.
A crítica da Ney Maria acolhe o uso da Canção do Exílio.
Opiniões diferentes tu vais encontrar o tempo todo. Essa 
diversidade enriquece.
Quanto aos versos que iniciam em "que", cabe ressaltar que, vez ou 
outra, não são pecado (apesar de eu seguir achando-os 
enfraquecedores). O  crime, a meu ver, é aparecer 3 em 10.
O anti-tecnicista se refere ao fato do poema ter uma temática 
contra os tecnicistas. Aqueles que só vêem poema na métrica, 
rima rica, rima leonina, estrofes balanceadas, e que 
praticamente graficam um poema para melhor análizá-lo 
em seu volume de abrangência.
Abraços
Anderson Santos


- Postado por: Oficina às 03h12
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Recantos - Cont.

Texto: Recantos
Autor: Nicolau C. Nassar 
Infelizmente, e certamente, e apesar de curtinho, este versinho 
do Nicolau, além de uma brincadeirinha insípida com obra de 
grande poeta, saiu-se muito atrapalhado na redação, cheio de 
ambigüidades semânticas e rimas paupérrimas, em “a” e “ar”.
Sai desse campo, Nicolau! O teu sabiá ciscou muito, e por muito 
pouco, sobre a lingüística... deve estar com a gripe aviária...
Xô-ô-ô, sabiá! 
Ademar Ribeiro 


- Postado por: Oficina às 03h08
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Recantos - Final

Ademar:

 Seu senso de humor é formidável, faz da sua crítica uma coisa

agradável de se ler. Quanto às suas contribuições, informo que

já se fazem sentir positivamente, algo parecido com aquilo que

aconteceu após eu ter digerido as contribuições do Anderson:

as rimas em 'ar' e 'a' podem ser viciantes, reapareceram nas

minhas tentativas. Com relação à semântica não posso

concordar, pois a confusão faz parte do poema que enviei.  O

"sabiá dança" ao procurar um significado preciso e estável,

o mais importante é a intensidade, no caso, inocente.

Obrigado

Nicolau

 

PS: Estou muito satisfeito com a experiência na Oficina,

tenho a impressão de estar sendo o que sou e indo além.



- Postado por: Oficina às 03h04
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EM ANÁLISE:
“COMIGO NINGUÉM PODE”,
DE ANDRÉA MOTTA
.....................
 
Comigo-ninguém-pode
Andréa Motta
 
Nem mandiga,
           nem feitiço,
dobra a obstinência
de cruzar o horizonte.
 
Basta-me paciência
e um pouco de água benta


- Postado por: Oficina às 02h59
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Comigo ninguém pode - Cont.

COMIGO-NINGUÉM-PODE
Um texto de Andréa Motta 
{Análise crítica} 
Maria José Limeira 
Meditando sobre este texto “Comigo-ninguém-pode”, de 
Andréa Motta, a primeira lembrança que me vem é de uma planta 
cujo nome popular é justamente este{comigo-ninguém-pode}, 
uma planta ´invocada´, cheia de orgulho e arisca, e quem 
se atrever a colocá-la na boca morre na hora, pois ela solta uma 
baba que atinge o glote da pessoa, tirando a respiração... 
aiaiaimeudeusdocéu... comigo ninguém pode... e nem dá tempo chegar 
ao hospital para receber os primeiros socorros...
Comigo-ninguém-pode dá idéia de prepotência, de 
autoritarismo, e de posição acima de qualquer suspeita, tipo 
aquele ditado que diz “o que vem de baixo não me atinge” ou 
“você sabe com quem está falando?”
Bem, bem, mas não era nada disso que eu queria dizer.
O que eu queria dizer mesmo era outra coisa.
Por exemplo, acho que poesia tem que ser Poesia, e não pode ser 
outra coisa. Poesia tem que ter molejo, música, inquietação, 
metáfora e muita – mas muita mesmo – emoção.
Realmente, realmente, eu sou uma leitora muito exigente mesmo, 
e eu não vi Poesia neste texto de Andréa Motta, prejudicado 
sobremaneira, inclusive, pela palavra `obstinência´, quando bonita 
mesmo seria a equivalente ´obstinação´... Porém havia 
a necessidade de uma rima. Por quê? Não sabemos... 
Deve ser por causo de que nos falta ´paciência´. 
{Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática 
de João Pessoa-PB}


- Postado por: Oficina às 02h51
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Comigo ninguém pode - Cont.

Andréa...
Teu poema tem uma coisa que me encucou.
OK... somos poetas e temos licença poética.
Os neologismos são permitidos... tudo dentro do conceitual.
Mas obstinência no lugar de obstinação me lembrou tanto 
abstinência que o poema se perdeu.
Lendo-o com a palavra obstinação, vejo um poema completo, 
redondo, com um tema fantástico e um alcance muito longo...
O problema realmente ficou ali.
Talvez seja limitação minha o desconhecimento da expressão. 
Se há um sentido que difira dos que apresentei, peço minhas 
desculpas e me recolho.
Mas não encontrei um dicionário com a palavra.
Abreijos
(Anderson Santos)


- Postado por: Oficina às 02h45
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Comigo ninguém pode - Cont.

Andréa, gosto de poemas curtos. Apesar de quase ser 
incompetente para fazê-los. Digo quase, porque vez ou outra eu até 
arrisco uns. O seu curtinho é simples, sem maiores novidades. 
Mas fico com a opinião do Anderson, também esbarrei na palavra 
que se não detona com o poema, deixa uma inquietação no leitor. 
Afinal, que palavra é essa? 
Dira


- Postado por: Oficina às 02h39
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Comigo ninguém pode - Cont.

Dira, Anderson  e Maria: 
 Boa tarde ;) 
Esta palavra não existe, pelo menos não no dicionário, quando 
escrevi saiu assim ( provavelmente na minha cabeça misturei 
obstinação com persistência), gostei do som e deixei assim mesmo, 
alicerçada numa suposta licença poética. Quem conhece a minha 
forma de escrever, sabe que não escrevo com rimas, só se estas 
fluírem de forma espontânea no ato de criação como foi o caso.
Aliás tem um erro ( de digitação) crasso no texto, não existe a 
palavra Mandiga ( não obstante seja popularmente pronunciada 
desta forma), o correto é Mandinga.
Andréa Motta


- Postado por: Oficina às 02h32
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Comigo ninguém pode - Cont.

Maria, realmente o texto se refere a planta.
Tenho em casa um pé de comigo-ninguém-pode alto e lindo que 
dobrou (literalmente) quando recebi a visita de uma certa pessoa, 
como nunca acreditei nestas coisas (diz a crendice popular que 
esta planta "tira" mau olhado e inveja ) ao assistir a cena fiquei 
espantada, após a saída da visita estes versos brotaram 
espontaneamente, neles as referências a 
minha pessoa está no ultima estrofe, onde no ultimo verso 
pretendi dar um tom de ironia ao fato.
Andréa Motta


- Postado por: Oficina às 02h27
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Comigo ninguém pode - Cont.

Texto: Comigo-ninguém-pode
Autora: Andréa Motta
 Não tanto pela "obstinência" ( vocábulo até bem sonoro ) 
nem pela "mandiga" ( isto acontece ) que este escrito da 
Andréa não deu certo.
Mas porque o texto sequer foi armado, e continuou no 
limbo da chamada inspiração, sem nenhum trabalho da 
autora em construí-lo, como se já houvesse caído pronto do 
Céu ou do Inferno.  
Por exemplo, os termos "nem mandinga" e "nem feitiço" 
significam a mesma coisa, e, mesmo que viessem juntos na 
mesma linha, não se justificariam como versos. 
O terceiro verso, para maior clareza, deveria ser "dobra-me a 
obstinência" e concordar com o quinto, "Basta-me 
paciência". Ou então "dobra-lhe a obstinência"  e 
"Basta-lhe paciência", no caso de o sujeito ser a planta.
Apesar das reformas que ousei fazer, a ausência de qualquer 
rima, mesmo aquelas internas ou aproximadas, deixou o texto 
duro, desprovido de sonoridade.
De modos que não lhe faltaram apenas "paciência" e 
"água benta", mas um bocado de sal-gema, como diria o 
poeta Jorge de Lima: "Se vós não tendes sal-gema/ 
não entreis neste poema." 
Ademar Ribeiro


- Postado por: Oficina às 02h22
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Comigo ninguém pode - Cont.

Gargalhadas...
você é realmente ótimo ;)
(Andréa Motta)


- Postado por: Oficina às 02h17
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Comigo ninguém pode - Cont.

Estou muito atrasado com os comentários sobre as obras 
dos demais participantes. Apenas tive tempo de ler 
os trabalhos postos pela mediadora para esse fim. Peço 
desculpas pela falta. Porém, nesta oportunidade 
aproveito para falar sobre os textos de Nicolau, Luciano 
e Andréa: a mim parece que não se deve criticar por 
criticar (seja a crítica positiva ou negativa); sempre tento 
colocar alguma reflexão que possa acrescentar algo ao que 
foi apresentado. E, no caso dos textos escolhidos pela Maria 
para essa rodada, nada de útil tenho a dizer em adendo ao 
que já foi  posto pelos demais, do que só me resta, quanto 
a esses, desejar que venham novos textos, pois a prática é 
a melhor oficina, sempre. saudações.
(José Nunes)


- Postado por: Oficina às 02h15
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Comigo ninguém pode - Final

José Nunes. Obrigada pela sua participação. Você estava 
sumido, e agora faz uma "rentrée" brilhantemente 
assumida. Seja re-benvindo. 
Saludos.
Maria José Limeira.


- Postado por: Oficina às 02h11
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EM DEBATE:</