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UMA MENSAGEM PARA DENISE FERREIRA:

 

Denise Linda. Fique à vontade para ir e vir em  nossa Oficina Literária. Não precisa sair se não está conseguindo escrever. Mas... você é quem sabe. Uma convivência de Oficina abre o juízo da gente, ajuda a pensar e a encontrar o caminho... Um abraço e boa sorte. Antes que me esqueça, Feliz Natal, e fique em Paz. E lembre-se: o mais difícil não é o outro aceitar a gente. O mais difícil é a gente mesmo se aceitar. A partir dessa decisão, tudo é possível. (Sou a escritora mais censurada da internet e, no entanto, sou a pessoa mais feliz do mundo! Ah-ah!) Saludos! Maria José Limeira.

 



- Postado por: Oficina às 23h09
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EM DEBATE,

O TEXTO “ANÚNCIO”,

DE ANDERSON SANTOS

............................................

 

Anúncio

 

Procura-se especialista

em confecção de sapatos

utilizando sonhos

como matéria-prima

 

Cansei de andar nas nuvens

como se pisasse em ovos

 

Enviar referências

num raio de poente

para o fim do arco-íris

sem número. 

 

Anderson Santos

20/10/05



- Postado por: Oficina às 21h46
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ANÚNCIO

Um texto de Anderson Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

“Apenas um anúncio”, como diz o próprio autor. Um anúncio e nada mais. E um anúncio é um anúncio, um anúncio, um anúncio, que não fede nem cheira, não dá a dimensão de humanidade que todo bom poema deve exercer, não muda nada, nem acrescenta à enxurrada de lugares-comuns que pululam na internet...

Surreal? Ah-ah! André Breton, se ouvisse isto, se reviraria na cova, indignado por usarem sua escola literária em vão, digo, inutilmente.

Diga-me uma coisa, Senhor Autor Anderson Santos:

Não se envergonha?

Volte aos seus textos lindos, cheios de significados! Retome sua trilha poética, que eu admiro tanto!

Quem te viu e quem te vê!

É a minha humilde opinião sobre este texto esdrúxulo chamado “Anúncio”, de Anderson Santos. Com todo o respeito!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)



- Postado por: Oficina às 21h43
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Anúncio - Cont.

UAU Maria José...

André Breton a revirar-se na cova, indignação e vergonha, tudo na mesma

política de boa vizinhança?

Vale lembrar:

VIVER E DEIXAR DE VIVER É QUE SÃO SOLUÇÕES IMAGINÁRIAS. A EXISTÊNCIA ESTÁ EM OUTRO LUGAR.

O Surrealismo foi profundamente ligado a uma filosofia de pensamento e ação, em que a liberdade era extremamente valorizada. Apesar de seu ativismo e até incongruência serem bem próximos ao dadaísmo, difere-se deste principalmente por ter uma vocação construtiva que faltava ao seu antecessor.

Valorização do ANTI-RACIONALISMO.

Eu nem pretendo ser um surrealista.

Nem acho que o <<anúncio> se enquadre no surrealismo. Não gosto de pensar em escolas. Escolas poéticas geram escritores natimortos.

A linguagem é simbólico-surreal, foi o que eu disse. Não que o texto era SIMBOLISTA ou SURREALISTA.

Aliás, nem sei por que estou escrevendo tudo isso.. Acho que é por que tua crítica fez parecer que eu quis enquadrar o texto em algum lugar para justificar o fato de ele não ser um poema convencional, tampouco um bom poema... Eu não quis.

Repito: A linguagem é simbólico-surreal, não que isso faça do texto simbolista ou surrealista.

E, sinceramente, não creio que Breton revirar-se-ia, se lembrar do que ele mesmo escreveu no Manifsto Surrealista, que segue:

 

"Eu desconfiava, aliás, que do ponto de vista poético, eu estava no caminho errado, mas eu me safava como podia, desafiando o lirismo, a golpes de definição e de receitas (os fenômenos Dada não tardariam a se manifestar), e fingindo encontrar uma aplicação da poesia na publicidade (eu sustentava que o mundo acabaria, não por um belo livro, mas por uma bela propaganda do inferno e do céu). Na mesma época, um homem, tão ou

mais enfadonho que eu, Pierre Reverdy, escrevia:

 

A imagem é uma criação pura do espírito.

Ela não pode nascer da comparação, mas da aproximação de duas realidade mais ou menos remotas.

Quanto mais longínquas e justas forem as afinidades de duas realidades próximas, tanto mais forte será a imagem - mais poder emotivo e realidade poética ela possuirá... etc.

 

Estas palavras, se bem que sibilinas para os profanos eram indicadores muito fortes, e sobre elas meditei longamente. Mas a imagem era fugidia. A estética de Reverdy, estética toda a posteriori, fazia-me tomar os efeitos pelas causas. Entrementes, fui obrigado a renunciar definitivamente a meu ponto de vista."



- Postado por: Oficina às 21h41
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Bem, então Maria José, enquanto para ti um anúncio "não fede nem cheira", Para os surrealistas, a publicidade e a propaganda tinham "poder emotivo e realidade poética"

Vou insistir. Não sei por que estou escrevendo tudo isso. Anúncio foi "mais um" exercício de exorcismo. Não é um texto que eu goste ou precise defender.

Só que eu achei o "revirar-se na cova" um tanto quanto PESADO, tendo em vista que eu não costumo dizer ou escrever coisas sem ter ao menos noção de como me defender.

Abraços, tb com todo o respeito

Anderson



- Postado por: Oficina às 21h39
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Anúncio - Cont.

Acho que sonhando a gente flutua...

(Denise Ferreira)

...........

 

Obrigado pela mensagem Denise

Abraço

Anderson

...........

 

  Anderson, o anúncio que eu gostaria de fazer: parabéns, muuito lindo!

(Dira Vieira)



- Postado por: Oficina às 21h37
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esse poema do anderson é feito com delicadeza e sensibilidade!

gostei!

talvez, para não repetir palavras, eu escrevesse assim a segunda estrofe:

 

  "Cansei de andar nas nuvens

  e pisar em ovos"

 

  beijão!

  Líria

...........

 

Olá Líria.

Obrigado pela análise e pela dica.

Vou pensar num jeito para evitar a repetição

Abraços

Anderson



- Postado por: Oficina às 21h34
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Anúncio - Cont.

Não gostei.

 Sabe por quê?

Tive quase a mesma idéia dois dias antes e não escrevi.

Acho que é hora de ir pro meu cantinho e chorar.

hahaha

Lucci

...........

 

Ainda assim, obrigado pela manifestação

Abraço

Anderson

..........

 

Er, acho que não ficou bem claro.

Eu AMEI o texto.

Só disse que odiei porque eu tive essa idéia também, de fazer estilo anúncio, algo sobre as nuvens e o endereço do fim do arco-íris.

Mas foi melhor, eu ia acabar fazendo besteira com essa idéia. ^^

Abs,

Luciano



- Postado por: Oficina às 21h32
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Anúncio - Cont.

aqui existe matéria de poesia. Parabéns.

zémaria

...........

 

Texto: Anúncio

Autor: Anderson Santos

Comentário de Ademar Ribeiro

 

Este mini-texto do Anderson é daqueles tais inclassificáveis como gênero literário.

Embora fundamentado em imagens claras, bem escrito e bem estruturado na sua simbologia ( algo raro por essas paragens ) carece daquela sonoridade inerente ao poema, que só alguma rima e uma certa métrica poderiam conferir.

Um “anúncio” bem conciso, meio surrealista, meio concreto, disposto em linhas à semelhança de versos, que vai até os confins do arco-íris em busca da “poesia pela poesia”, mas que não é poema.

Mais uma vez eu digo: não é a ausência de rimas ou o excesso delas que fazem um poema original, mas a felicidade do poeta em desentocá-las no seu reino inesgotável.

...........



- Postado por: Oficina às 21h29
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Anúncio - Cont.

interessante texto de Anderson, interessante análise de Ademar.

  Em relação ao texto, me isentando da análise tipicamente literária, senti uma certa frustração do autor ao escrevê-lo, como se em desesperança o tivesse feito. Mas no entanto o enredo se completa, as metáforas são belas, o conteúdo é perturbador.

  sds, Ricardo.

...........

 

Obrigado, Ademar, pela crítica.

Também não considero <> um poema, mas um texto literário em versos. Um anúncio mesmo. O título não foi em vão.

Era algo que eu precisava fazer. Achar uma linguagem simbólico-surreal e manter o texto duro. A antítese da prosa poética.

Penso, então, ter conseguido chegar perto do objetivo.

Anderson Santos



- Postado por: Oficina às 21h25
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Anúncio - Final

Li e reli o poema do Anderson e achei muito fraco de argumentos.

As palavras não sabem bem se voam, ou se caminham... e pouco saem do lugar comum.

Talvez com um pouco de chuva e cultivo....

(Rogério Santos)

..........

 

 

"As palavras não sabem bem se voam, ou se caminham"

Rogério Santos

 

Acho que isso dava um poema, Rogério.

Enquanto crítica, porém...

O poema é lugar comum. Afinal de contas, ele é apenas um anúncio.

Abraços

Anderson



- Postado por: Oficina às 21h20
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EM DEBATE:

“DESABAFO E EXORCISMO”,

DE DENISE FERREIRA

.........................................

 

Desabafo e exorcismo -escrita automática

(Denise Ferreira)

 

O texto "A arte de não adoecer",do Dr. Dráuzio Varella,que recebi por e-mail foi o incentivo que faltava para que eu escrevesse esse texto,que vocês irão agora ler.

Ele começa com a minha tentativa quase que desesperada de exorcizar certos "fantasmas",que teimam em me rondar.

Não sei será um texto grande ou pequeno,apenas sei da minha necessidade de expressar todos esses pensamentos,que transitam livremente pela minha cabeça.

Paro e penso.Mas não quero pensar,quero apenas escrever.

Deixei bruscamente de escrever meus contos eróticos por conta da dura censura de meus pais.Minha necessidade de ser aceita por eles,e talvez,por todos,é tanta que mesmo me sufocando,queria atender às exigências e padrões deles.

Mas sei que não posso culpa-los.Nem a eles,nem  a ninguém,porque ainda que inconscientemente,sei que a responsabilidade é minha.

Sei que preciso me libertar dessa condição passiva de expectadora,e tomar as rédeas de meus pensamentos e ações.

O fato de ver a filha deles escrevendo contos eróticos,deve ter sido chocante para eles,porque além de "filhinha",sou deficiente física,o que na sociedade,é quase um atestado de assexualidade.

O fato é que alguém precisa mostrar às pessoas que,deficientes também têm desejo e uma libido à flor da pele.E se umas dessas representantes pode ser eu,não vou me esquivar dessa missão.

Continuarei falando de Elisa,porque de certa forma,somos uma só,com a diferença de que ela é bem mais atrevida do que eu.Mas também vou me aventurar a escrever sobre meus sentimentos e opiniões a respeito de temas que inquietam a minha mente fervilhante.

Acho que era isso.Sinto que depois dessa vazão de idéias e pensamentos,os "fantasmas" interiores, me deixarão em paz.Pelo menos,assim espero.



- Postado por: Oficina às 18h08
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Desabafo - Cont.

DESABAFO E EXORCISMO

Um texto de Denise Ferreira

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Realmente interessante este texto “Desabafo e exorcismo”, de Denise Ferreira que, a princípio, pretende ser somente um relato sentido da experiência de censura que vem sofrendo, na vida real e na internet, por parte de pessoas que ora não gostam de textos eróticos, ora não se dão bem com desabafos.

Na verdade, o texto me toca profundamente, porque já sofri (e sofro) este tipo de censura. Ora da parte de pessoas que consideram “lixos”  meus textos escrachados, ora da parte de outras que não concordam com meu “mau comportamento”...

(Mau comportamento... Hum!!! Tem graça!!! Parece até conversa de alunas de curso ginasial em colégio de freiras...)

Trata-se do que, em Literatura, se chama “depoimento”, e o próprio título que a autora lhe deu já explica, onde a palavra “desabafo”  foi usada no lugar de “depoimento”.

No depoimento, um autor conta o fato, geralmente na primeira pessoa, com elementos básicos de narrativa, tipo começo-meio-e-fim, pretendendo tirar da vida uma lição pedagógica e elevando o caso a um patamar social, embora o interesse seja o “eu”.

No caso de Denise, ela inseriu alguns traços reflexivos (o “exorcismo” é flagrante) tornando o texto o mais popular possível, no afã de facilitar a comunicação.

A linguagem utilizada é o padrão culto formal da língua. Os erros de digitação por acaso registrados não comprometem o resultado final.

Nota-se que a autora valoriza ao extremo a opinião alheia quanto aos seus textos eróticos, daí que, na reação negativa de outrem, a mágoa da narradora se expressa  de maneira profunda... o que, no meu entender, é uma pena, porque absorve a destruição das críticas que recebe também destrutivamente.

É um círculo de negação do qual a vítima tenta escapar, ao nível de consciência, denunciando o estado de coisas neste desabafo.

É um texto bem escrito e bem encaminhado.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Oficina às 18h04
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Desabafo - Cont.

Cara Maria

Mas você não me deu sua valiosa opinião.O que acha que eu devo fazer?

Quem aguarda resposta é a inquieta e impertinente Denise

Abraços

Denise



- Postado por: Oficina às 18h02
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Desabafo - Cont.

Denise,

Eu acho perfeitamente normal essa busca por algo que é tão importante em sua vida.

Com o tempo, tenho certeza que seus pais passarão por cima dos tabus e te apoiarão.

Gostei muito do teu retorno para a oficina.

Um beijo

Rogério Santos

..........

 

Rogerio

Acho difícil que eles me apóiem,mas se eles apenas aceitassem,estaria ótimo.Por outro lado,cansei de buscar a aceitação dos outros.

Confesso que ainda estou travada,mas espero que essa fase passe antes de 10 anos (brincadeira,Maria)...rs.

Beijos e obrigada pelo apoio

Denise



- Postado por: Oficina às 18h01
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Desabafo - Cont.

vai em frente, garota, escreve o que teu coração e o teu corpo pedem!

ninguém pode cercar a nossa alma!

beijo

líria

...........

 

Líria

Meus pensamentos ninguém cerca,apenas enquanto eles somente estão na minha

cabeça.

Beijinho

Denise



- Postado por: Oficina às 17h59
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Desabafo - Cont.

O ministério da Saúde adverte: Escrever faz bem à saúde.

Com este bom texto, Denise, creio, você conseguiu exorcizar seus demônios. Fazer catarse. Quem escreve é isso que busca. Afora ser lido. Parabéns.

abraço

zémaria

..........

 

Zémaria

Obrigada.Realmente foi isso que busquei.Sabe,o que tem me deixado preocupada e ansiosa é decidir entre o que quero escrever e o que penso que as pessoas gostariam de ler.Por exemplo,certo público adora meus contos eróticos bem escrachados,já o pessoal aqui da Oficina prefere algo mais sutil,elaborado.

Abraço

Denise



- Postado por: Oficina às 17h57
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Desabafo - Cont.

Denise,

não é conselho, mas acho que se deve escrever o que se quer.

A palavra livre de injunções, aceitando o "insigth" que a mente ataca.Confesso que às vezes tenho a pressa que aniquila o verso. Mas quando me vem a inspiração, escrevo. Alguma coisa sai boa, creio, outra não. Mas escrevo e, como disse Drummond,

Lutar com a palavra

é a coisa mais vã.

No entanto recomeço

à cada manhã.

 

abraço

zémaria

...........

 

Zémaria

Suas palavras acalmam meu coração e minha mente.Confesso que sou uma pessoa muito preocupada com a aceitação dos outros,mas estou descobrindo a cada dia,que "agradar a gregos e troianos",é impossível.

Abraço

Denise



- Postado por: Oficina às 17h54
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Desabafo - Final

Somos todos mais ou menos deficientes - negros, pobres, homossexuais, estropiados físicos e mentais. Seja de uma forma bem evidente, seja de uma outra, por vezes mais dramática e secreta.

Achei o texto da Denise muito meloso, tendendo à auto-piedade.

Estou certo de que vai melhorar como escritora, quando aprender a olhar para fora de si mesma e a não mais separar, com vírgulas, o sujeito do predicado.

Ademar

...........

 

Ademar

Obrigada pela crítica.Talvez o texto tenha saído meloso porque quando o escrevi,realmente estava precisando desabafar.

Só não entendi o que você quis dizer com "separar com vírgulas o sujeito do predicado"?

Ah!E não tenho a pretensão de me tornar uma escritora,apenas de expor  meus sentimentos,sonhos e idéias...enfim...uma contadora de estórias.

Abraço

Denise



- Postado por: Oficina às 17h52
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OS DIREITOS DO LEITOR

 

1. o direito de não ler

2. o direito de saltar páginas

3. o direito de não acabar o livro

4. o direito de reler

5. o direito de ler só o que lhe apetece

6. o direito ao bovarismo *

7. o direito de ler onde lhe der na real gana

8. o direito de pescar aqui e acolá**

9. o direito de ler em voz alta

10. o direito a não se pronunciar sobre o livro

 

Daniel Pénnac, Como um Romance

 

 

* o direito ao bovarismo: a identificar-se com as personagens ou a mensagem

** o direito de pescar aqui e acolá: de abrir o livro ao calha, ler um pouco, saltar páginas ou ler páginas ao acaso



- Postado por: Oficina às 17h44
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