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NOVO TEXTO EM DISCUSSÃO:
“CAIS DOS OLHOS”,
DE ROGÉRIO SANTOS
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Cais dos Olhos
ROGERIO SANTOS
Mais um janeiro transcende em sonho.
Uma janela, entre o mar e o horizonte, traz um lindo quadro:
- O cais dos olhos.
Miro um farol de azul roubado entre estrelas de brilhar. Relampejando no lusco-fusco, mandando aqueles sinais, colorido tom.
Nesse compasso de pleno encanto, trouxe o tempo de sonhar e iluminar a todo cais com meu amor, verão e flor por teu olhar, a qualquer tempo enquadro.
Vou velejando pelo teu corpo, versejo mar de águas claras sem ter pressa de chegar, para rimar constelação, céu; uma aquarela em minhas mãos.
Sem te tirar nem por, pintura viva na retina, exorcisa os meus medos, manias, receios, anseios, eu só quero ter o brilho de um barco ancorando em seu cais. Solto pelos mares de te amar.
Um lindo quadro, o cais dos olhos, por todo tempo de te amar.
CAIS DOS OLHOS
Um texto de Rogério Santos
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Uma prosa-poética cheia de encanto, escrita com elegância, num Português corretíssimo. Prova de que o autor manipula bem a linguagem culta, sem nenhum deslize.
É o que eu penso deste texto “Cais dos olhos”, de Rogério Santos, autor que vai amadurecendo cada vez mais sua obra, pesquisando linguagem, conteúdo e forma, numa busca que pode dar bons sambas.
Embora despojado, com palavras comuns, o texto tem riqueza de imagens, escrito a partir de um eu que dialoga com o tu, sem muitos mistérios a desvendar, pois a comunhão com o leitor se processa automaticamente (digo, em cima da hora) sem mais delongas.
A Poesia está presente, do começo ao fim.
Excelente texto!
O amor transformando o poeta
em mar e cais. Bom.
zemaria
..........
è sempre bom ler um poema de amor.
faz valer a pena a vida que por enquanto,
admira sonhos.
Abraço, Ricardo Pisoler.
Ao ler esse texto do Rogério, tive a impressão de o sujeito-poético estar em pleno ano novo e num momento de reflexão. Por estar diante do mar e este sempre provocar o pensamento. Em suas digressões, o sujeito poético faz uma tragetória de vários momentos vividos:
"[...] trouxe o tempo de sonhar e iluminar a todo cais com meu amor, verão e
flor por teu olhar, a qualquer tempo enquadro.
Vou velejando pelo teu corpo, versejo mar de águas claras sem ter pressa de chegar, para rimar constelação, céu; uma aquarela em minhas mãos.
Sem te tirar nem por, pintura viva na retina, exorciza os meus medos, manias, receios, anseios, eu só quero ter o brilho de um barco ancorando em seu cais. Solto
pelos mares de te amar."
Singelo e paisagístico, teu texto, Rogério.
Saudações,
Margot Marie
Rogério,
Vc. sabe disto, mas não custa nada repetir...
sou sua fã de carteirinha!!
Gostei mundo deste texto também!!
vc. escreve com a alma, coloca emoções nas palavras...tua poesia
pra mim é muito..muito boa!
Beijos,
Andréa Motta