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- Postado por: Oficina às 02h46
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NOVO TEXTO EM DISCUSSÃO:

“CAIS DOS OLHOS”,

DE ROGÉRIO SANTOS

.....................

 

Cais dos Olhos

ROGERIO SANTOS

 

Mais um janeiro transcende em sonho.

Uma janela, entre o mar e o horizonte, traz um lindo quadro:

- O cais dos olhos.

Miro um farol de azul roubado entre estrelas de brilhar. Relampejando no lusco-fusco, mandando aqueles sinais, colorido tom.

Nesse compasso de pleno encanto, trouxe o tempo de sonhar e iluminar a todo cais com meu amor, verão e flor por teu olhar, a qualquer tempo enquadro.

Vou velejando pelo teu corpo, versejo mar de águas claras sem ter pressa de chegar, para rimar constelação, céu; uma aquarela em minhas mãos.

Sem te tirar nem por, pintura viva na retina, exorcisa os meus medos, manias, receios, anseios, eu só quero ter o brilho de um barco ancorando em seu cais. Solto pelos mares de te amar.

Um lindo quadro, o cais dos olhos, por todo tempo de te amar.



- Postado por: Oficina às 13h29
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Cais dos olhos - Cont.

CAIS DOS OLHOS

Um texto de Rogério Santos

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Uma prosa-poética cheia de encanto, escrita com elegância, num Português corretíssimo. Prova de que o autor manipula bem a linguagem culta, sem nenhum deslize.

É o que eu penso deste texto “Cais dos olhos”, de Rogério Santos, autor que vai amadurecendo cada vez mais sua obra, pesquisando linguagem, conteúdo e forma, numa busca que pode dar bons sambas.

Embora despojado, com palavras comuns, o texto tem riqueza de imagens, escrito a partir de um eu que dialoga com o tu, sem muitos mistérios a desvendar, pois a comunhão com o leitor se processa automaticamente (digo, em cima da hora) sem mais delongas.

A Poesia está presente, do começo ao fim.

Excelente texto!



- Postado por: Oficina às 13h25
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Cais dos olhos - Cont.

O amor transformando o poeta

em mar e cais. Bom.

zemaria

..........

 

è sempre bom ler um poema de amor.

faz valer a pena a vida que por enquanto,

admira sonhos.

Abraço, Ricardo Pisoler.

 



- Postado por: Oficina às 13h23
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Cais dos olhos - Cont.

Ao ler esse texto do Rogério, tive a impressão de o sujeito-poético estar em pleno ano novo e num momento de reflexão. Por estar diante do mar e este sempre provocar o pensamento. Em suas digressões, o sujeito poético faz uma tragetória de vários momentos vividos:

  "[...] trouxe o tempo de sonhar e iluminar a todo cais com meu amor, verão e

flor por teu olhar, a qualquer tempo enquadro.

Vou velejando pelo teu corpo, versejo mar de águas claras sem ter pressa de chegar, para rimar constelação, céu; uma aquarela em minhas mãos.

Sem te tirar nem por, pintura viva na retina, exorciza os meus medos, manias, receios, anseios, eu só quero ter o brilho de um barco ancorando em seu cais. Solto

pelos mares de te amar."  

Singelo e paisagístico, teu texto, Rogério.

Saudações,

Margot Marie



- Postado por: Oficina às 13h21
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Cais dos olhos - Final

Rogério,

Vc. sabe disto, mas não custa nada repetir...

sou sua fã de carteirinha!!

Gostei mundo deste texto também!!

vc. escreve com a alma, coloca emoções nas palavras...tua poesia

pra mim é muito..muito boa!

Beijos,

Andréa Motta



- Postado por: Oficina às 13h20
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