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UM TEXTO EM DISCUSSÃO:

“SONHO”, DE SOLANGE MARINATTO

.....................................................................

 

Sonho

 

Solange Marinatto

 

Esplende

Uma idéia de ti,

Homem.

 

Uma idéia branca

Como um lírio,

Como um dia,

Vi o sorriso largo

Da menina

Saltar-lhe da boca

E atingir-me em cheio.

 

uma idéia esplende

De mim,

Homem que desconheço

Homem-riso

Homem-terno

 

Homem...

Amanheço



- Postado por: Oficina às 13h15
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Sonho - Cont.

SONHO

Um texto de Solange Marinatto

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Sonho”, de Solange Marinatto, que se pretende poema, esplende. É um texto prolixo, onde tudo sobra e tremelica, sem articulação.

O tema, se bem entendo, é o  “homem”. Mas, não fica claro se é o homem- macho com suas protuberâncias, ou o homem-idéia com sua filosofia.

No meu parco entendimento, a essência do texto está na primeira estrofe que diz:

 

“Esplende

uma idéia de ti,

homem.”

 

As estrofes restantes são derivações, redundâncias supérfluas, etc. e deveriam ser retiradas, pois a estrofe citada já diz tudo, em poucas palavras...

A amiga Solange Marinatto é uma antiga conhecida de outras paragens, participante, inclusive, de nossa Oficina Literária do egroups, com muita honra para nós.

Seus textos, em geral, versam sobre o etéreo, o filosófico e o imaginário.

É uma boa poetisa.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).

 



- Postado por: Oficina às 13h12
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Sonho - Cont.

Ótimas metáforas

Esse é o tipo de poema que me agrada, com metáforas bastante felizes, fluência e, sobretudo, bom ritmo. Sem muita sofisticação, são versos singelos, porém com intensa carga emocional. Parabéns.

(Pedro Bondaczuk)

...........

 

Muito obrigada, Maria e Pedro...

(Solange)



- Postado por: Oficina às 13h10
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Sonho - Cont.

A poetisa tem domínio sobre a musicalidade e o ritmo do poema.Transita com segurança por estes quesitos.

Versos breves, estrofes curtas, revela preocupação formal.

Apenas, na segunda estrofe, achei um pouco desconexado do restante do tema estes versos ;

 

"Vi o sorriso

largo da menina

sarltar-lhe da boca

e atingir-me em cheio"

 

Sugeriria repensar esta parte

(Ricardo Mainieri)



- Postado por: Oficina às 13h08
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Sonho - Final

Grande abraço, Ricardo! Obrigada! É uma honra contar com sua presença entre nós! 

Abraços calorosos para Solange e para meu amigo Pedro! Obrigada, meus amigos!

Abraços para você, Maria. Obrigada. 

(Luciana)

..........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 13h06
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EM DEBATE,

“ENFERMIDADE”,

DE LEONOR CORDEIRO

............................

 

ENFERMIDADE

Leonor Cordeiro

 

SONHEI QUE SERIA QUEIMADA,

EXCOMUNGADA PELO SANTO OFÍCIO,

DILACERADA POR VOZES EM GRITOS.

MEU CORPO, COMO O DE JOANA,

SE CONSUMIRIA EM BRASAS.

MEU RETRATO, COLADO NOS POSTES DA CIDADE

TERIA UMA LEGENDA EM NEGRITO:

“E N L O U Q U E C E U”



- Postado por: Oficina às 12h52
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Enfermidade - Final

ENFERMIDADE

Um texto de Leonor Cordeiro

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Vejam bem, senhoras & senhores, a subversão que Leonor Cordeiro usa, neste poema “Enfermidade”, para esclarecer um “sonho”.

Destarte, a palavra “sonho”  aqui, ganha foro  conotativo, empurrada de seu sentido original para  outro patamar, de um inferno tipo dante, que não tem nada a ver com a fantasia romântica dos mortais poetas.

Trata-se de um texto forte, bem ao estilo Leonor, onde nada falta e nada sobra e, como sempre, com um final surpreendente.

A autora conseguiu o grande feito de usar metáfora antiga tipo “santo ofício”, por exemplo, transpondo-a para o momento presente.

Meninos & meninas. Gentes lindas! Este texto é um claro sinal de que há vida na internet!

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

..........

Minha querida Maria,

Um dia, mandei esse poema para os amigos e foi um silêncio só, destes tão pesados que chegam a doer o ouvido ...

Fiquei em estado de embaraçamento, como se tivesse mostrado algo indevido, quase me desculpei .

Depois recebi dois ou três comentários que ressaltavam o peso das palavras, comentavam que aquele devia ter sido um momento ruim que vivi. Um amigo do Canadá, foi estranho, quase ingênuo, sua reação não correspondia a sua maneira de ser : “Foi apenas sonho, Leonor, você não está louca !”

Agora chega você e não me recrimina, não se espanta, não se afasta, não se incomoda com as metáforas, não se esconde da cena. E, além disso tudo, que já é muito, fala na minha cara, olhando nos meus olhos, que vê poesia nele ?

Você não sabe a felicidade que me proporcionou.

Meu sonho agora é seu também,

Beijos, Maria .

Pelo “Santo Ofício”,

AMÉM !

(Leonor)

..........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 12h49
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UM POEMA SEM TÍTULO,

DE LUCIANA PESSANHA PIRES.

EM DEBATE:

...................

 

Apenas grão

semente explodindo

querendo trigo

delito

no tempo

do não

 

Apenas grão

habitando o

desejo

de ser

Bovary

 

Em outros tempos

 

Apenas grão

carícia

premeditada

fitando

o dia

em milagre

 

(Luciana Pessanha Pires) 



- Postado por: Oficina às 23h28
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Apenas grão - Cont.

APENAS GRÃO

Um texto de Luciana Pessanha Pires

 

(Análise crítica)

 

Temos aqui um texto sem título, de Luciana Pessanha Pires, alinhado como poema, que também pode ser lido como prosa.

Trata-se de um texto meio difuso, meio confuso, sem unidade, uma vez que, a cada estrofe, uma nova idéia se sobrepõe, sem um tema central que lhe dê vida, a não ser um pálido “apenas grão”, que se repete, sem força que lhe dê razão.

É um texto impessoal, de contemplação, o eu-ausente.

O trecho “em outros tempos”, bem que poderia ser retirado do contexto e nem faria falta, pois está sobrando...

É um texto fechado, que não se abre à primeira leitura, e precisa ser decifrado.

No meu parco, entendimento, este poema é, na verdade, três poemas, independentes,e, mesmo assim, precários, vez que as estrofes estão dissociadas entre si.

Os verbos no gerúndio (“semente explodindo” - “querendo o trigo” – “fitando o dia” – “habitando o desejo”) terminam por enterrá-lo.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB). 



- Postado por: Oficina às 23h25
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Apenas grão - Cont.

Nossa analista carregou nas tintas quando criticou o poema de Luciana. Eu me permito discordar dos questionamentos de Zezé sobre a validade dos versos. A meu ver o que faltou foi definir um projeto pro texto que poderia vir no próprio título que não teve. No mais, os versos são expressivos e tem poesia, sim. 

(Antonio Mariano)



- Postado por: Oficina às 23h23
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Apenas grão

Obrigada, Antonio! Bem-vindo! Sou aprendiz.  Aprecio a sinceridade e a transparência de Maria, mas temo que usando uma linguagem, como você disse, Antonio, carregada na tinta, os membros da comunidade fiquem constrangidos e não tragam seus poemas para serem analisados. 

Luciana

...........

 

É insuficiente...

Obrigada, querida Luciana, pela sua generosidade. Quanto ao nosso companheiro de crítica, imagino que a preocupação em "não carregar nas tintas" terminou por bloqueá-lo em sua missão de criticar. E sua análise do texto me parece "insuficiente"... Queria saber muito mais. De qualquer maneira, está anotada a advertência, e terei mais cuidado da próxima vez. Imagino que os escritores desta linda comunidade são suficientemente adultos para aceitar um comentário sincero, sem chiliques. Se fosse apenas para "elogiar", que sentido teria a crítica? Um abraço, e obrigada. Saludos. Maria José Limeira. 



- Postado por: Oficina às 23h21
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Apenas grão - Cont.

Maria, boa tarde! Sim, querida, todos somos adultos e podemos ouvir críticas. Mas cabe lembrar que no perfil dessa comunidade está escrito "Aqui vamos compartilhar nossos textos e nossas idéias, num clima amistoso." Isso implica usar uma linguagem cordial.

Esperamos que você traga seus conhecimentos, elabore comentários pertinentes e faça sugestões, repito, numa linguagem cordial, respeitosa. Para isso foi convidada.

Antônio também foi convidado por e-mail, como você.

Não queremos elogios. Queremos aprimorar nossos conhecimentos estabelecendo diálogos baseados na cordialidade e no respeito como convém entre pessoas de bem.

Luciana



- Postado por: Oficina às 23h19
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Apenas grão - Cont.

Cordialidade, respeito...

Prezada amiga Luciana. Criticar texto não é "falta de respeito", no meu fraco entendimento...e nenhuma crítica rima com "cordialidade", principalmente quando discorda. Mas... tudo bem. Gostaria de saber se os versos da Leonor são para análise, ou apenas respostas à polêmica que se formou. Digo assim porque achei os textos dela oportunos e muito bonitos. Saludos, e aguardo respostas. Maria José Limeira. 

........... 

 

Querida Maria, Leonor corrigiu o equívoco, abriu o tópico como você havia pedido. Pode fazer o comentário dos poemas no tópico dela, certo? Obrigada.

E há mais alguns esperando por vocês, inclusive o meu "Porque me habita o fogo".

Abraços! 

Luciana



- Postado por: Oficina às 23h16
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Apenas grão - Cont.

Zezé, querida. Claro que fiz um comentário breve de uma impressão que sua leitura me deu. Claro que não tive a disposição de defender um ponto de vista com todo aparato que a crítica requer. Mas defendo que o projeto de Luciana poderia estar mais definido se ela o tivesse tornado mais claro em um título que não teve. Parabéns pela iniciativa, que é o que importa. 

Antonio Mariano

...........

 

Mariano amigo. Parabéns por aceitar participar deste desafio. De parabéns estamos todos nós pela iniciativa de Luciana e por você estar entre nós. Você sabe, eu confio muito na sua opinião de crítico, e foi com você que aprendi as oficinas literárias, na saudosa lista avelós criada por você... Saludos. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 23h14
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Apenas grão - Final

Poesia das mais refinadas

Concordo com o Antonio. A poesia de Luciana é delicada, refinada, intrigante, musical, inteligente. Tem todos os ingredientes que aprecio em um poema. Não é descritivo, mas subjetivo. Sua leitura gera, de imediato, imagens em nossa mente. Por mais rigoroso que se queira ser, não se pode negar que se trata de uma refinada composição. 

Pedro Bondaczuk

.......... 

 

Beijos para você, também, Pedro. Muito obrigada por aceitar meu convite.

Luciana

...........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 23h12
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CONVITE

 

Se você gosta de

Crítica Literária.

Se você está cansado(a)

de listas de discussão insossas.

Se você quer brigar

pela dignidade

da Poesia,

o caminho é este:

 

Participe de nossa

Oficina Literária.

 

Para entrar

e participar das nossas

brigas e debates,

mande email para:

oficina_literaria-subscribe@yahoogrupos.com.br



- Postado por: Oficina às 23h00
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MAIS UM TEXTO

EM DISCUSSÃO:

“DESUMANIDADE”,

DE LEONOR CORDEIRO

................................

 

DESUMANIDADE

Leonor Cordeiro

 

Com a boca cheia ela disse:

"Nunca pedi favores,

nunca amolei ninguém !"

Coitada, carece de humanidade.



- Postado por: Oficina às 20h16
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Desumanidade - Cont.

DESUMANIDADE

Um texto de Leonor Cordeiro

 

Eu gostei muito deste texto “Desumanidade”, de Leonor Cordeiro. Trata-se de um poema-relâmpago, cheio de significados, com uma amargura embutida que, no entanto, aflora.

A autora exercita um tipo de metáfora inteira, que toma o texto todo, e não fica apenas nos detalhes.

É um texto filosófico, onde o narrador observa a vida que se passa ao redor, emite um juízo de valor moral, sob um olhar melancólico...

A linguagem é simples, as palavras, comuns, mas a autora consegue originalidade num conteúdo de final surpreendente.

Na falta de maiores indicações sobre a biografia da autora, recorremos ao seu perfil no orkut, onde, no entanto, não vimos indicação de páginas, sites ou blogs, que nos levassem a conhecer sua obra literária, a fim de localizá-la num conjunto, o que é uma pena...

 

(Maria José Limeira é escritora e e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB) 



- Postado por: Oficina às 20h13
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Desumanidade - Final

Querida Maria ,

Nunca na vida enviei um poema para ser analisado . Cá entre nós, confesso para você, que não esperava um critica favorável .

Escrevo pela necessidade de colocar a vida no papel, talvez para libertar fantasmas, abrandar tristezas , refazer momentos, segurar memórias .

Mas aí chega você, falando que gostou do meu texto, fiquei profundamente emocionada  Me senti como uma criança que balbuciou as primeiras palavras e o outro entendeu e o mundo da linguagem magicamente se instalou .

Achei linda essa frase : “com uma amargura embutida que, no entanto, aflora” .

Obrigada , Maria . 

(Leonor Cordeiro)

..........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 20h11
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EM DEBATE:

“LÁGRIMA”

DE EDGAR ALEJANDRO

..................

 

LÁGRIMA

 

Uma lágrima desprende e rola

Acumulada em peso morto

Pela magoa.

Gota de orvalho

Que cai de uma folha oculta

Inconsistente

Quase agônica...

Escadaria abaixo e se asfixia

Em um aperto na garganta.

 

Um suspiro reprimido

Explode, exala...

Limpando o resto de azul

Que tingia de alegria nosso leito.

 

Edgar Alejandro 



- Postado por: Oficina às 13h34
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Lágrima - Cont.

LÁGRIMA

Um texto de Edgar Alejandro

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Belíssimo texto esta “Lágrima”, de Edgar Alejandro.

Baseia-se em tema lugar-comum, já explorado por todos os poetas do mundo.

Mas soma sentimento, metáfora, ritmo, musicalidade e drama, tudo que um texto precisa para se dizer Poesia.

Conhecemos este autor de outros carnavais e até já construímos juntos saudosas parcerias, quando ele teve oportunidade de exibir sua inteligência e criatividade.

Tudo indica que está erigindo uma obra e vai conseguir chegar lá brevemente.

Nunca um sentimento de perda mexeu tanto comigo quanto este, que Edgar expõe com tanta emoção, sinceramente.

E esse “resto de azul que tingia de alegria nosso leito” doeu em mim...

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB). 



- Postado por: Oficina às 13h31
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Lágrima - Final

Obrigado Maria pela sua análise, vindo de Vc. realmente é um presente de fim de ano. Abraço amigo

(Edgar Alejandro)

..........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 13h30
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EM DISCUSSÃO:

“PLANTIO”,

DE IVY MENON

.............................

 

plantio

 

o homem é guardião do tempo,

é templo das águas,

jorra,

inunda a terra...

 

caminha sobre o solo fértil

e lavra

e trabalha a terra.

e atende ao seu chamado

e planta

 

o homem tem a bolsa de sementes,

espalha,

derrama,

semeia sêmen ...

vida...

 

ivy menon



- Postado por: Oficina às 11h43
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Plantio - Cont.

PLANTIO

Um texto de Ivy Menon

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Plantio”, de Ivy Menon, é bem interessante, onde um narrador se debruça sobre o ato de criação representado pelo “homem que semeia” e a “terra-mulher”  que o recebe e frutifica.

É uma metáfora antiga, desde a Bíblia Sagrada, mas encerra uma lição que poderia ser explanada nas escolas, como meio de explicar a crianças de pouca idade como nascem os bebês.

Este texto é belíssimo, na minha opinião.

Tem movimento, musicalidade e drama.

A maneira desenvolta como a autora manipula o lugar-comum transformando-o em alguma coisa nova, dá a dimensão de quanto é possível à Poesia se realizar plenamente, sem recorrer à mesmice.

Gostei muito.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Oficina às 11h40
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Plantio - Cont.

obrigada...

chorei...quando li tua análise, querida, sobre meu poema. é a primeira vez que submeto minhas poesias à crítica e, confesso, morri de medo (rsrs) do "resultado".

como disse a Pedro, vocês me deram o meu presente de Natal, ano velho e ano novo.

obrigada, pela gentileza e carinho.

ivy



- Postado por: Oficina às 11h39
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Plantio - Cont.

Excelente amostragem

Excelente a amostragem do estilo de Ivy, que tem ritmo, metáforas inteligentes e muita, muita sensibilidade. Concluo que se trata de uma poetisa com "P" maiúsculo. As palavras fluem, têm musicalidade, beleza e lirismo. Parabéns! 

(Pedro Bondaczuk)

 



- Postado por: Oficina às 11h37
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Plantio - Final

obrigada... registrei em tua página, mas questão de deixar aqui, também, que, este foi sem dúvida meu presente de aniversário, ano velho e ano bom...

beijim

ivy

...........

 

Fonte:

Comunidade “Discutindo Literatura”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 11h35
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NOVO TEXTO EM DEBATE:

“RESOLUÇÕES DE UM NOVO COMEÇO”,

DE LUCIANO RATAMERO

 ............................

 

Resoluções de um novo começo

Luciano Ratamero

 

 

Todo herói sai vitorioso do campo de batalha.

Não importa,

vivo,

morto.

 

Eu não sou herói,

nunca fui nem quis ser.

Não sou herói de ninguém,

não entro em lutas nas quais a vitória é incerta.

Sou covarde,

fujo do perigo.

 

Herói que é herói não teme lutar.

Ao contrário,

gosta de olhar a morte nos olhos,

ver o sangue jorrando,

os corações batendo,

os vencidos batendo em retirada.

 

Lutam somente porque amam lutar,

porque lutam pelo que amam,

amam lutar pelo que amam.

 

Afinal, a questão não é amar o que lutou,

mas lutar pelo que ama.

 

Porque pelo que ama,

vale à pena lutar,

se arriscar,

pôr em risco até a vida.



- Postado por: Oficina às 01h19
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Resoluções - Cont.

Mas das lutas passadas,

só sobram cicatrizes de cortes,

feitas muito,

muito tempo atrás.

 

Só rezo para que a batalha que travei

não faça, em mim, cicatrizes.

Que sobrem, desse campo de batalha,

lembranças lindas,

fortes,

vivas.

 

Pra que finalmente então

uma nova força divina

me faça reviver...

 

Novamente.



- Postado por: Oficina às 01h17
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Resoluções - Cont.

RESOLUÇÕES DE UM NOVO COMEÇO

Um texto de Luciano Ratamero

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Resoluções de um novo começo”, de Luciano Ratamero, tem seus encantos literários. Mas, no meu pobre entendimento, não é Poesia. É Prosa, sim senhor, alinhada como poema.

Conta uma história de lutas e batalhas vitoriosas ou vencidas, sobre as quais o narrador reflete, indo-e-vindo, sem qualquer apego à unidade, etc. etc.

O ruim mesmo não é o “reviver novamente”, porque o “novamente” aí dá ênfase ao sentido de recomeço e arredonda o texto, como a convidar que seja lido de novo.

São muitos os reparos a fazer num texto que se diz “poema”, porque como diz Ademar Ribeiro, esse gênero literário não se faz apenas colocando as palavras arrumadas como “fogueirinha de são joão” para que sejam olhadas como Poesia.

Tem que ter metáforas, ritmo, musicalidade, drama, tensão, (e – por que não? – tesão!) etc...

O que vale mesmo é que este Poeta promete, e vai tentando abrir seu caminho à bala, sem se importar com os resultados.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)



- Postado por: Oficina às 01h13
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Resoluções - Cont.

O herói que constrói ainda é melhor do que o herói que destrói.

Caso eu seja chamado à luta armada me declino, feito um muhamed ali.

Continuo minha luta de paz por aqui, e ainda sou tão digno de meu hino como quem aceita que heroísmo é lutar por políticos que defendem soberania de granas e terras,

e não a soberania dos seres humanos que serenamente sobrevivem destas terras.

 Sds, Ricardo Pisoler.

...........

 

Falou tudo.

Mas temo lembrar-te, caro amigo, que muitos dos heróis que constroem, sofrem,

apenas porque outro destruiu tudo o que tinha.

Prefiro um equilíbrio, em todos os aspectos.

 Luciano

............

 

Sofrer, como nos disse Cristo,

é dar equilíbrio a todos os aspectos.

Ricardo Pisoler



- Postado por: Oficina às 01h10
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Resoluções - Cont.

Falou tudo, de novo.

Enfim, acho que é melhor deixar as palavras por sua conta.

hahahaha

Lucci

...........

 

Sobre heróis e batalhas, versou bem o Luciano, Retiraria o “novamente”  final.

 zemaria



- Postado por: Oficina às 01h08
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Resoluções - Cont.

Luciano,

Tenho lido seus textos (poesias) e de modo geral tenho gostado muito deles, este no entanto não gostei.

Não que não seja bom, mas discordo do conteúdo dele além de achar redundante em algumas passagens, como por exemplo no final quando você diz:

 

"me faça reviver...

 Novamente."

 

Quem revive ( ou vive de novo, o faz novamente....)

Um abraço,

Andréa Motta



- Postado por: Oficina às 01h06
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