
UMA POLÊMICA INTERESSANTE:
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E por falar em polêmica...
Para Régis, Dira, João Andrade, Rubens, Ademar... & todos!
Eu estou com saudade de um tempo bom que se passou nesta Linda Oficina Literária, quando o poeta Régis Antonio Coimbra brigava comigo, dizia que eu era feia, abria a braguilha e mostrava o tamanho do seu sexo pra todo mundo ver, quando os argumentos se esgotavam.
Eu gostava de ver a doce Dira Vieira amuada, fazendo beicinho, dizendo que ia embora, somente para ser adulada por todos (ah, Dira, não vai não, fica!fica!).
Houve um tempo aqui, quando a Linda Lista era boa, Rubens da Cunha e João Andrade faziam pegas inesquecíveis, brigando pelos bons textos e usando o bom Português do Brasil para chamar um ao outro de "filho daquela" (bons tempos! bons tempos!).
Estou com saudade do mau-humor de Ademar dizendo "Este texto não presta, não presta, e estamos conversados. Vão pra PQP!"
Ah-ah... estou melancólica hoje, com essa Paz de Cemitério... Sabiam?
Saludos.
Maria José Limeira.
mas meu séxo (se te referes ao meu pênis) nem é grande! E deves lembrar que meus argumentos são (aborrecidamente, talvez) intermináveis...
Deves-me estar confundindo com outro, ou com lembranças distorcidas de mim.
Régis
Acredito que sejam as férias, Zezé...
nessa época, tudo se desacelera.
Abreijos
Anderson
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Para Régis, com todo respeito!
Régis, você me dizer que eu estou confundindo-o com outra pessoa é despautério. Como pode? Você é inconfundível. Agora, que está namorando, você não tem mais tempo para nós, quando tê-lo ativo nesta Linda Lista é tão importante. Sobre o tamanho do... aahnn ... pênis, (ser grande ou não - ah-ah!) não tem tanta
importância, pois o que vale é o desempenho... Um abraço e saludos. Maria José Limeira.
Maria,
não é que eu não tenha tempo. Como costumo dizer, não sou tão "poético" quando estou feliz e, infelizmente (para essa lista) estou feliz e pouco "poético". Até leio poemas, mas escrever é muito, mas muuuuito raro.
Tenho escrito bastante no orkut.com... sobre biologia, psicanálise, política...
E quando pedes que eu comente especificamente alguma coisa, eu comento.
Há não muito tempo pediste para eu comentar um poema bem curtinho e "polêmico" pela sua ruindade... e eu comentei.
Por vezes dá vontade de comentar algum poema do Ricardo Pisoler... mas passa, hehe. Recentemente fiquei muito surpreso quando não sei qual participante disse ter apenas 16 ou 18 anos...
Podes-me não ter confundido com outro... mas certamente nunca te chamei de "feia". Devo ter chamado de malvada ou algo assim, mas não de feia. Em todo caso, isso de dizer que eu te chamava de feia e mostrava o pau quando perdia os argumentos é "feio" conquanto falso e, curiosamente, mais que difamante, calunioso... Vício de jornalista?
Quanto ao tamanho do pênis, é um pouco complexo. No geral, gostaria de concordar contigo (hehe... não que meu desempenho seja excepcional).
Entretanto, o tamanho do pênis pode ter relevância como o tamanho dos seios: não necessariamente influi na mecânica do ato, mas pode influir na fantasia e, assim, na excitação. Nota que não é o tamanho dos seios (ou da bunda... ou do que for... nem mesmo o diâmetro e sim o tônus da vagina ou ânus) que vão dar em sentido estrito mais ou menos prazer ao homem... mas se o peito ou bunda é grande ou pequeno vai agradar mais a uns e menos a outros. E, em relação ao tamanho do pênis, há também uma complicação com o pênis muito curto, que é o de mulheres mais inexperientes ou enlouquecidas, tomando a iniciativa de movimentos mais amplos, o deixarem sair para fora (problema mais comum no coito vaginal, mais facilmente "agitado").
Régis
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Está começando a ficar interessante!
João Andrade
Para Régis & João Andrade
Querido Régis, temos uma porção de loucos soltos na internet (os orkuts e gazzags foram literalmente invadidos pelos insanos, quedeusmeperdoe e calateboca!), e enquanto nosso amigo João Andrade, que é um poeta de marca maior, diz que agora a discussão começa a ficar interessante, eu digo o contrário, devemos parar por aqui. Pois o clima quente de pênis, vaginas e etc. e tal pode ser bom para vocês, homens, que gostam de sentar à mesa do bar e conversar miolo de pote até o dia amanhecer. Mas, há mocinhas casadoiras nesta Linda Lista que na certa irão dizer que nosso espaço está sendo desvirtuado para fins escusos, como se os órgãos genitais não tivessem nada
a ver com Literatura. Mas, voltando ao que interessa, você realmente não me chamou de feia abertamente, mas eu lhe conheço e sei que era de feia que você queria me chamar quando dizia que eu era "hipócrita" e "dissimulada", palavras românticas só usadas no século passado, e você ainda hoje as usa com a maior cara-de-pau... Sobre o estando feliz não fazer poema, como você diz que está feliz, é realmente uma pena, porque quando você se amargura escreve muito bem...
Ah, Régis Lindo, volte ao seu estado de infelicidade... Nós somos pacientes com os infelizes... isto eu lhe garanto. Sobre as elucubrações em torno do tamanho, densidade, espessura e grossura do seu pênis, deixo o caso para quem quiser resolver. Me tira do bolo. Visse? Saludos, e obrigada pela sua participação. Maria José Limeira.
hehe... sobre a felicidade, em teoria, é de se supor que não vai durar... então, mais cedo ou mais tarde hei de voltar à poesia como "autor".
Mas parece-me que, aristotelicamente, levo jeito para a coisa (a felicidade).
Régis
Oi Maria,
estou por aqui em silêncio, ainda em dúvida se permaneço ou não na lista. Não estou conseguindo analisar e participar mais ativamente, não sei se vale a pena ficar desta maneira, mas isso ainda é algo que irei decidir.
Engraçado, não lembro dos pegas com o João Andrade (também nem lembro o que comi ontem), mas lembro do Ademar que não respondeu sobre que bases ele atacava meus poemas, ou melhor me respondeu de forma insatisfatória, uma pena, apesar da ranzinice, tinha um humor ferino bem agradável.
Vou tentar manter-me mais ativo na lista.
abraços
rubens
Amigo Rubens. Temos todos nossas dificuldades com a internet. É difícil conciliar trabalho, estudo, pesquisa, e exercícios lúdicos das listas de discussão.
Podemos encontrar soluções alternativas para continuar nas listas. Eu mesma passei um tempo sem computador, quase um mês, e resolvendo pendências particulares, contratos com prazos a cumprir, muito trabalho, etc.
Sou moderadora de três listas no egroups e mais algumas comunidades no orkut e no gazzag. É muita coisa para dar conta ao mesmo tempo. Você pode ficar em web, sem mensagens da lista, sem precisar se descadastrar. Quando tem tempo, lê as mensagens no servidor diretamente. Espero que tenha entendido que meu alerta quanto ao tamanho do pênis de Régis não
teria nada a ver com jogos eróticos e/ou pornográficos, mas apenas um meio de saber como as pessoas estão recebendo as mensagens. Sua presença é muito importante em nossa lista. Viu Rubens Lindo? Um abraço e boa sorte. Saludos.
Maria José Limeira.
UMA AJUDA PARA ANA MARIA COSTA:
Olá Maria desculpa enviar email directo para si, mas estou a precisar de ajuda e coragem também hihihi!
Maria tenho um trabalho meu que teve dois comentários extremos, um foi de idiota outro de excelente; o último foi escrito por um mestre da Poesia Portuguesa Constantino Alves; o outro é um comentador desconhecido do
Recanto das Letras onde também publico.
Maria agradeço a analise de desempate.
"Conformismo
(Ana Maria Costa)
Voarei!
No azul.
Nuvem.
Branca.
Pássaro.
Ninho.
Filhos.
Não terei.
Voarei nas asas do pássaro!"
Maria ainda não entendo muito bem os vossos procedimentos porque tenho andado pouco, por aqui, por motivo de doença.
Quando devo enviar textos para análise e como digo no email?
Todos os textos são para análise?
Devo insultar alguém?
Posso amar todos?
Posso rir?
Posso chorar e gritar?
E aqueles textos que aparecem mas ninguém diz nada é só assim?
Ajuda-me.
Grata
Um jinho
Ana
Ana Maria Linda. Obrigada pelo seu contacto. Estou repassando seu pedido de socorro aos demais associados da lista, porque interessa a todos.
Sobre seu pedido de ajuda:
Aqui pode tudo, viu Ana Maria? Só não pode chamar as moderadoras de putas e os demais companheiros de viados.
Todos os textos publicados aqui são passíveis de análises críticas e comentários. Sendo que oficialmente, estamos analisando quatro textos por semana, por ordem de chegada, com a indicação de "Para análise". Você pode enviar quantos textos quiser, e quem se dispuser analisa-os. Vou republicar as normas de funcionamento desta Oficina Literária, e você fique atenta. Um abraço e saludos. Fique à vontade entre nós. Não precisa ter medo de nada, pois aqui não banimos ninguém de nosso espaço democrático. Maria José Limeira.
obrigada querida e queridos é que eu sou assim?!
aberta de emoções e questões!
um jinho para todos e já agora, podem começar a chicotear com criticas
que é para isso que vos pago, hihihi!
Ana
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Ana Maria Linda. Já agora você deve se acostumar a mandar todas as suas mensagens diretamente para a lista Oficina Literária. Um beijo e lhe digo: você não perde por esperar. Ah-ah! Obrigada pela sua colaboração. Saludos. Maria José Limeira.
UMA MENSAGEM
DE LEONOR CORDEIRO:
Querida Maria,
Estou tomando a liberdade de enviar essa cartinha para você.
Gostei muito quando foi aberto aquele espaço na comunidade , foi a primeira oportunidade que tive de receber uma avaliação .
Quando enviei os textos, cheguei a comentar que estava preparada para o pior, mas disse também, que não tinha nada a perder, o máximo que poderia acontecer seria receber uma crítica desfavorável, mas uma crítica mesmo desfavorável, produz crescimento .
Adélia Prado disse:
"De vez
Olho pedra, vejo pedra mesmo ."
Muitas são as vezes que vemos apenas pedra, alinhamos palavras em versos, somente isso . O pior é quando o outro, mesmo vendo pedra, como na história do rei que estava nu, passa a fazer comentários elogiosos ao nosso suposto poema .
Gostaria de saber se há alguma possibilidade de você dar uma lida nos meus textos .
Tenho muitas dúvidas, hoje por exemplo, quando estava postando alguns poemas naquele site ligado a literatura que comentei com você, fiquei confusa em relação a um texto, se era poema ou prosa poética . Outra dúvida : posso manter uma prosa em verso ?
No seu primeiro comentário, você disse que foi no orkut e não encontrou muita coisa no meu perfil . Sou nova no orkut, mais ou menos 40 dias nessa modernidade ... Já coloquei algumas palavrinhas por lá, agradeço a sua observação .
Estava fazendo um blog, até havia dado o endereço para algumas amigas, logo que terminar de colocar alguns textos, envio o endereço para você .
Aceita receber alguns textos para análise ?
Grande abraço,
Leonor CordeiroSomos Loucos, até nos provarem o que é a sanidade........
Os loucos não amam. Ledo engano. O amor é que nos deixa como loucos ou loucos completamente.
E se a vida passa na sua frente e o medo da loucura lhe fizer parar e não tomar uma carona diante da vida passante, entregue seu destino à sorte dos homens. Seja louco, seja enganado, seja o enganador, seja Feliz.
HILTON JÚNIOR
http://massaraiete.zip.net/
UMA MENSAGEM
DE THATY MARCONDES:
Doce Maria
Ando afastada das listas. Sem poder acompanhar. E ultimamente, pra ser sincera, tenho preferido as comunidades do Orkut (nas quais andei fazendo uma "limpa" geral, ficando apenas onde me interessa enquanto aprendiz de escrevinhação e ser pensante).
Portanto, estou desembarcando no Porto de Chegada da Comunidade da Oficina Literária.
Tenho acompanhado seus tópicos em outras comunidades, e penso, cá com meus botões: pq pedem críticas se não aceitam? Pobres pseudo autores, caminhando do amadorismo para o suicídio literário...rs
No primeiro conto que escrevi (pra minha infelicidade ainda no ar, num site de grupo), é lamentável a quantidade de erros crassos de gramática, pontuação, grafia, entre outros. Se melhorei (assim acredito) foi graças à observação e atenção às opiniões alheias, às oficinas, às listas de discussão.
Beijo e novamente parabéns - tem toda minha admiração, por tentar conter o lixo internáutico que reina em percentual elevado nas ondas da web.
Thaty Marcondes
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Obrigada, amiga, por confiar em nosso trabalho. Saludos. Maria José Limeira.
UM TEXTO DE
LUCIANA PESSANHA PIRES,
“PORQUE ME HABITA O FOGO”,
EM DISCUSSÃO
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Porque me habita o fogo
Porque me habita o fogo
Amanheço gênese
Barro
Erguido em carne viva
Porque me habita o fogo
me adianto Fênix
Em ondas rumorosas
Desmedida
Porque me habita o fogo
Na estação-Prometeu
Pesa-me a argila
(Luciana Pessanha Pires)
PORQUE ME HABITA O FOGO
Um texto de Luciana Pessanha Pires
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Eu gostei muito deste texto “Porque me habita o fogo”, de Luciana Pessanha Pires, pela maneira admirável com que a autora manipula os arquétipos.
É um discurso onde a pessoa humana vai buscar sua essência nos elementos naturais (a terra aqui é simbologia feminina, carregada de significados).
Este sim, é um texto poético, onde abundam imagens, embora a autora utilize palavras simples para falar de coisas profundas.
Excelente poema!
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa).
Obrigada, meus queridos! Forte abraço!
(Luciana)
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poemas
O segundo poema (Porque me habita o fogo) é flagrantemente melhor que o anterior.
Diria que ele é um poema já pronto, praticamente não necessitando de ajustes, já que explora bem o tema, tem ritmo e musicalidade.
O primeiro se perde um pouco na definição da intenção da autora. Sugiro revisão.
Ricardo Mainieri
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Obrigada, Ricardo! Anotei a sugestão. Sua presença me alegra muito. Grande abraço!
(Luciana)
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Fonte:
Comunidade "Discutindo Literatura"
“O HOMEM-MÀQUINA”,
DE RUBENS DA CUNHA,
EM DEBATE
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O homem-máquina
Foi de repente que teve a idéia. Mais precisamente numa segunda-feira quando acordou um minuto antes que o despertador. Estava sendo automático. Eis a solução para curar a agonia: de segunda a sexta ele seria automático. Um instrumento de precisão para a voragem do mundo: ganhar dinheiro, sorrir educadamente, fazer amigos e influenciar pessoas, estudar muito para vencer a competição do mercado, ser motivado, concentrado,
profissional e feliz. Qualquer desordem nesta rotina seria resolvida com uma dose mínima de fluoxetina, uma leitura rápida de "Você: A Alma do Negócio" de Roberto Shinyashiki, e se ainda assim o peso do mundo fosse
perceptível, tinha sempre à mão "Minutos de Sabedoria", de Carlos Torres Pastorino. Com este livrinho de bolso não tinha erro. Bastava o caos se adivinhar no horizonte, que abria o livro, e a luz para solucionar tudo estava lá. Sempre agradecia a estes autores, os seus preferidos, pois lhe falavam tão diretamente, tão dentro do seu coração. Com estes manuais de instrução, fica bem mais fácil ser máquina de segunda a sexta.
No começo, o sábado e o domingo eram os dias mais terríveis. Ele poderia fraquejar, pensar num Drummond lido na adolescência e decorado como oração: "Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor.Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco." No sábado e domingo, a máquina desligava, e ele voltava a ser carne e medo novamente. Tantos poetas suicidas, bêbados profetas, homens e mulheres revirados em descontentamento e inadequação. E ele ali, fragilizado, podendo a qualquer minuto ser contaminado pelo vírus do pessimismo e da descrença.
Era preciso elaborar alguns planos para automatizar estes dois dias também. Começou realizando pequenos serviços domésticos. Durante cinco horas lavava o carro na calçada. Caminhava um pouco. Saía a passos largos
pelo bairro, saudável e contente. Depois comprou cachorro, planta, móveis e roupas. Passeava nos shoppings, praias, fazia montanhismo e trilha, foi voluntário em pedágios sociais e amigo da escola. Estavam no processo: pelada com amigos, baladas, dormir, comer, assistir televisão.
Depois resolveu casar e ter filhos. Conseguiu finalmente automatizar-se por inteiro. Jogou fora todos os livros de poesia. Esqueceu versos e canções tristes. É o que sempre sonhou: máquina 24 horas.
No último final de semana, teve uma pequena lembrança do seu tempo de homem melancólico: ouviu o filho mais velho recitar trechos de "Minutos de Sabedoria". Apagou rapidamente o medo da cabeça e foi ajudá-lo a ler. O menino queria saber o que significava felicidade.
Rubens da Cunha
O HOMEM-MÁQUINA
Um texto de Rubens da Cunha
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Esta crônica linda, “O homem-máquina”, de Rubens da Cunha, me tocou muito, pois expressa a condição do artista, em geral, e do escritor em particular, onde uma vida interior se espreme contra a realidade que se opõe.
É muito plástica esta crônica, que poderia até virar filme, e já virou, pois me lembra os personagens de Fellini o qual enfoca uma sucessão de fantasias interiores que explodem a todo momento, em confronto com a realidade mesquinha que nos cerca.
O bom de toda crônica que se preza faz-se assim: parte de um lugar-comum já explorado por todos os autores, ganha cores pessoais e roupagem singular, assumindo a sua originalidade.
Rubens da Cunha vem crescendo a cada dia nos seus exercícios literários em prosa e verso.
É um autor que não se deixou contaminar pelas “facilidades” da internet e pelo canto da sereia da mediocridade e do falso aplauso. Vai cumprindo sua missão de escritor com uma dignidade gritante e assumindo uma postura profissional realmente rara.
Eu sou fã e macaca de auditório de Rubens da Cunha.
Ah-ah! Pois então, Rubens, receba meu aplauso entusiasmado! Saludos, com uma reverência respeitosa.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)
Bom texto, e o que nos resgata de ser homem-maquina. creio, é o ato e o exercício de escrever.
zemaria
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Obrigado José Maria
abraços e feliz ano novo
rubens
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Rubens,
Este conto é fantástico!!!
É daqueles que ao se ler, ardem na alma.. bom demais!!!
lembrou-me algo que escrevi há uns dois ou três anos, claro que meu texto não chega aos pés do teu, mas ambos levam à mesma conclusão...
Bom dia,Beijos
Andréa
Olá,
quero antes de tudo pedir desculpas da minha 'ausência' na lista, mas fim de ano, o mundo externo chamando diariamente, fica difícil manter-se mais presente.
Andréa,
obrigado pelo comentário. Acho que estamos num momento confuso e muita gente está escrevendo isso de diversos ângulos. Este é o meu, fico feliz que tenhas gostado.
abraços
Rubens