
NOVO TEXTO EM DEBATE:
“CON-FUSO”, DE ANDERSON SANTOS
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Con-fuso
O eco de tuas vozes
percorre o corredor
enquanto teu cheiro repousa
no trilho da mesa da sala
O relógio de parede
já não toca as cinco horas
Ontem badalou oito vezes
as três horas da manhã
Aparentemente não fui só eu
quem perdeu a noção do tempo
quando partiste e esqueceste
de levar-me junto a ti.
Anderson Santos
CON-FUSO
Um texto de Anderson Santos
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Eu gostei muito deste texto de Anderson Santos, “Con-fuso”, a partir mesmo do título, que bem combina com o corpo do poema.
O eu-lírico discursa em cima do tema da perda, onde sobram sentimentos e emoções, metáforas ricas, etc.
O autor usa a linguagem culta como expressão de uma dor que atravessa o tempo e desemboca no presente.
Este texto é perfeito como Poesia. Vai num crescendo, até desaguar naquilo que realmente interessa que é a partida sem remissão.
Há muito que venho acompanhando a trajetória desse poeta, que prima pela delicadeza em sua produção, e vai construindo sua obra, devagar e sempre.
Este poema tem drama, música, ritmo, linguagem, e tudo mais que o realiza como tal. Sem tirar nem pôr.
É um senhor texto!
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
Obrigado pela análise, Zezé.
Fico feliz que tenhas admirado a tal ponto este texto tão confuso em seus fusos.
Abraço
Anderson
gosto da escrita de anderson santos, gosto desse poema! no entanto, eu mudaria os últimos versos:
" quando partiste e esqueceste
de levar-me junto a ti."
eu tiraria o último e passava o pronome para o penúltimo - algo assim:
"quando partiste e me esqueceste"
tá certo, eu não sirvo de base, tenho mania de resumir... risos
beijão
líria
E eu:
"Partes e esqueces
de levar-me em ti."
Liria acho que resumi demais; se fosse eu faria assim mas aceito o estilo do poeta, cada qual tem o seu, certo?
jinhos e bom-fim-de-semana
Ana Maria Costa
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Que tal
"quanto partiste e me esqueceste
aqui"
Gosto de enxugar poemas tb. Vcs têm razão quanto ao final... o que acham da alteração?
E a Maria José... o que acha?
(Anderson Santos)
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Não acho. Acho que deve mantê-lo como está. Pelo menos assim foge do lugar comum. Pois "partir e esquecer" é muito água com açúcar. Agora, "partir e esquecer de levar-me junto" é um ó. Saludos a todos. Maria José Limeira.
“ALZHEIMER”,
UM TEXTO BONITO
DE AMINA RUTHAR,
EM DEBATE
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Alzheimer
nos fios do silêncio teus olhos tecem distâncias escuras
tuas mãos lentas tateiam caminhos de plenitudes nuas
nas agulhas do adeus vagas por lembranças só tuas
e da vida ...
essa continuidade de cal e pedra eterna
sem chão, sem marcas, sem margens, sem pegadas
onde tudo se esgarça
teu rosto é denúncia calada
e enterneces minha pressa de chegar
em rasgos fecundos
lacro a palavra sem vigília dentro da dor
onde o vazio não se afoga nunca
Amina Ruthar
RJ/01/01/2006
ALZHEIMER
Um texto de Amina Ruthar
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Este texto “Alzheimer”, de Amina Ruthar, comoveu-me até as lágrimas. Uma vez que conheço pessoalmente algumas pessoas que sofrem desse mal, e conheci-as antes que fossem atingidas.
É trágica a transformação e, sobretudo, muito triste...
Somente um poeta de rara sensibilidade seria capaz de ver, nesses pacientes, o que os desavisados e distraídos não viram.
Neste ponto, Amina toca como ninguém, expondo-lhes segredos e angústias, tanto do ponto de vista do observador quanto na visão da vítima.
Porque, no caso aqui, ambos os lados sofrem.
Eu poderia dizer muito mais deste texto lindo de Amina. Porém, dizer mais seria dissolver o sortilégio.
Eis alguns trechos que são achados da Literatura Universal, e fazem de Amina Ruthar não somente uma poetisa, mas uma artista da palavra:
“teu rosto é denúncia calada”
“lacro a palavra sem vigília dentro da dor
onde o vazio não se afoga nunca”
Trata-se de poesia feita especialmente para as “almas delicadas” de que falava Rimbaud. Com todas as letras!
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
Um texto esclarecedor sobre o “Mal de Alzheimer”. Saludos. Maria José Limeira.
PY2GEA
Grêmio de Radioamadores da Rodada Encontro de Amigos
Mal de Alzheimer
O Mal de Alzheimer é uma doença cerebral progressiva que afeta as funções mentais, a memória e a capacidade de se comunicar. Isso ocorre devido a alterações de células cerebrais que impedem que o cérebro trabalhe como deveria. Ela atinge 5% das pessoas com mais de 65 anos. Quanto mais idosa a pessoa, maior sua propensão à doença.
A doença se manifesta lentamente. No primeiro estágio, a pessoa mostra-se um pouco esquecida e não consegue se lembrar de fatos recentes. No estágio seguinte, o doente deixa de reconhecer parentes, sente-se perdido em lugares conhecidos e pode apresentar alterações no comportamento (agressividade e depressão). No estágio final, memória, razão e julgamento estão totalmente comprometidos.
Os pontos chaves para o tratamento são o manejo dos sintomas e o conforto para o portador da doença. Para isso, é necessário visitar regularmente o médico e supervisionar constantemente o doente. As medicações disponíveis retardam a progressão da doença. O médico deve saber quais os sintomas do paciente e, se necessário, receitar medicações específicas para cada sintoma. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, melhores são os resultados.
Por mostrar-se um tanto confusa e esquecida, a pessoa com Mal de Alzheimer não deve dirigir, passear ou sair de casa desacompanhada. A família ou as pessoas ao redor devem estar atentas e tomar as medidas necessárias para que isso não aconteça.
A atenção e o carinho diários são fundamentais. Preparar o banho, ajudar na escolha da roupa, acompanhar o doente nas refeições – que devem ser balanceadas –, ter calma e paciência e ouvir o doente mesmo que ele esteja contando alguma história sem nexo são algumas atitudes importantes que se deve ter com o portador do Mal de Alzheimer.
Os doentes são muito sensíveis. Há algumas estratégias importantes que ajudam na comunicação com o portador, evitando que ele fique aborrecido ou exaltado:
Muitas vezes, o doente faz confusão entre presente e passado. Dizer a ele que está se confundindo pode deixá-lo irritado. Portanto, sempre que possível, não insista muito na versão real dos fatos;
O portador tem o costume de repetir a mesma pergunta várias vezes. Procure ter calma e responder quantas vezes forem necessárias;
Se o portador tentar fazer algo que não deve, como sair desacompanhado, tente distraí-lo, fazê-lo esquecer aquilo que havia planejado;
Busque orientação médica sempre que o paciente apresentar piora dos sintomas, novos sintomas, ou para saber como tratar insônia, depressão ou problemas de comportamento.
Cuidar de portadores do mal de Alzheimer toma muito tempo e é bastante cansativo. Por isso, é imprescindível que a pessoa que cuida do doente tenha um tempo livre para sair com amigos e parentes, praticar esportes, viajar e relaxar. Compartilhar experiências com o médico ou com pessoas na mesma situação também pode ajudar. É importante também saber o seu limite, ou seja, quando é a hora de parar e, se possível, contratar uma enfermeira.
Obs.: Este texto foi extraído de pesquisas na internet. O original se encontra arquivado
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Fonte: http://www.py2gea.com.br/saude%20e%20cia/mal_de_alzheimer.html
Alzheimer - Amina Ruthar - Análise de Anderson Santos:
O lirismo de Amina, e a profundidade dos versos, pela constância, já não deveriam mais surpreender, mas surpreendem.
É como passar pela frente de um canteiro bem cuidado, e sempre reparar em uma nova flor.
Em Alzheimer, joga com o esquecimento e fabrica com versos um poema que se faz de muitos.
Um ponto que me incomodou foram duas estrofes começando com "e".
Achei perigoso, e um tanto enfraquecedor.
Li a terceira sem o "e inicial"
Abraços
Anderson
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Olá Anderson,
Feliz 2006, Poeta!
Assim que o tempo sobrar resolvo sobre o "e"...
Pode ser!
Um beijo,
Amina Ruthar
Olá Querida Amina (posso tratar assim sem que penses que estou a bajular?-hihihi)
Obrigada pelas boas vindas estou a gostar por cá andar e já li o teu texto sobre a doença Parkinson, está esclarecedor, muito informativo para quem acompanha de perto a doença.
Sabes às vezes penso que tenho essa doença, ando muito esquecida e, aliás, hoje não sei da minha mala com a carteira, documentos enfim, tudo! ando ilegal na rua, sou uma marginal.
Chamem a Polícia! hihihi
jinhos e flores
Ana Maria Costa
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Ana , querida ...claro que pode, e gosto. Assim como gosto de saber você aqui.Com certeza a Oficina ganha, ganhamos todos , pois além da Poesia , sua companhia é prazerosa . Com sua vinda, já sopram por aqui ventos de carícias.
Aos parceiros do grupo, digo: - aguardem por boa e santa escrita!
Beijos, minha linda.
Amina Ruthar