
EM ANÁLISE:
“SINÔNIMO”,
DE RICARDO PISOLER
......................
Sinônimo
(r.pisoler)
um dia
a noite vazia
de névoa fria
implorou pela sombra
de um vasto absurdo
que imundo tangia
ao sofrimento
sem alegria.
vagou sem seu norte
sem sua sorte
que em coisa morte
se perdia.
rumou para o sul
terras de azul
serras sem luz
infindas
tardias.
tentou mais ao leste
voltou-se ao oeste
onde nem sua veste
nunca em si
bastaria.
Assim
partiu para o estranho
e sem tanto tamanho
minguou sem um ganho
sem tempo
lamento
de um sol que surgia.
pobre noite vazia
culpada de um sonho
sozinho e tristonho
perdido sinônimo
de um dia.
Amigos de lista:
Gostaria, com a mais pura humildade e curiosidade, de saber a opinião sincera de todos a respeito deste texto que me veio a mente.
É profundamente importante, não a respeito literário, mas a respeito de um entendimento que gostaria de somar a muitos que nos tornam tantos.
Sem mais, desde já agradeço, com apreço, . ricardo pisoler
SINÔNIMO
Um texto de Ricardo Pisoler
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Bem. O amigo Ricardo Pisoler nos pede opinião sobre seu texto “Sinônimo”, mas não no “sentido literário”. O que dizer, se estamos numa Oficina de Literatura e, mais importante do que comentário pessoal, valeria a análise crítica?
Trata-se de um texto escorrido, que conta uma história (a história da noite, em sentido figurado), embora na forma se apresente como poema. A linguagem é simples. O eu-lírico é um narrador impessoal que apenas observa o movimento da noite em sua busca permanente (pela luz? ou pela sombra?). É como posso interpretá-lo.
Este poema, recheado de rimas pobres, peca justamente por isto.
Formalmente, não renova, não recria nem revoluciona a Literatura com um fato novo, e parte de um tema desgastado.
Mas, por ser tão simples e explícito, tem seus encantos.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)
Minha Análise:
Adorei esse poema do Ricardo.
Discordo um pouquinho da Maria. O texto tem ritmo, grandes nomes da literatura, como Fernando Pessoa, se utilizaram de rimas pobres. Isso não tira o valor literário do poema quando o texto chega com um ritmo gostoso, e palavras que mexem um pouco com o leitor.
Não digo que esse poema transporta, ele é simples, não chega cheio de inovações em seu conteúdo, mas é um texto limpo, escrito com a emoção do eu-lirico.
O ricardo é um poeta que, na maioria dos seus poemas, usa temas fortes, palavras fortes que funcionam até como uma provocação ao leitor.
Esse texto é leve, ele flui, apesar de longo, não é cansativo por causa das rimas, sejam elas pobres ou não, que deixam o texto doce e gostoso de se ler.
Abraços
Hilton Junior
Numa tentativa de retorno. Vou comentar a respeito deste poema do Pisoler.
É dificil não ver o poema do Pisoler pelo sentido literário, apesar do seu pedido, principalmente porque o excesso de rimas batidas minou substancialmente a mensagem. Norte/ Sorte/ Morte. Sul/Azul. Leste/ Oeste foram tão usadas, que me soam agressões aos ouvidos, e ao tentar mergulhar nesta busca da "pobre noite vazia" só fui esbarrando nesta sonoridade, infelizmente, óbvia. O poema renderia muito mais com sua metáfora melancólica se Ricardo o estruturasse com menos rimas, se as colocasse nuns cantos para surpresa do leitor. Mas rimas em 'ia', além das acima citadas, danificaram o corpo do poema. Dentro,encontrei um verso muito interessante "que em coisa morte se perdia." um pequeno desvio na gramática, tornando a morte adjetivo e pronto, eis a linguagem exuberando-se.
é isso
Abraços
Rubens da Cunha
Amigos, grato pelas opiniões sobre este texto, tenho as seguintes colocações a respeito:
1- Nunca me incomodou um poema o fato de ter ou não rimas ricas ou pobres, porque aliás, dos poemas mais belos que conheço, dos maiores poetas, um deles citados pelo Hilton, Fernando Pessoa, e outros tantos, fizeram tanto poemas com rimas pobres como o fizeram com rimas mais abastadas, sem que o resultado tenha sofrido por influência disso. Acredito porque na verdade, encara-se um texto em poesia mais pelo seu conteúdo, aonde ele toca em quem o lê, e como ele toca, se mexe com uma beleza que estava ali adormecida, e carinhosamente a acorda. O uso das rimas, a meu ver, serve para dar simpatia, ritmo, alegria, ânimo para quem lê, e tanto faz porque tanto ricos quanto pobres sabem alguma fórmula perfeita para viver feliz, a seu modo. Obviamente que toda jaca tem dois legumes, e o exagero e a utilização de rimas e frases batidas demais causam perda de qualidade ao escrito. Talvez seja disso que devamos fugir, não das tarjas, dos preconceitos, etc.
2- Outro fato, seria o da obrigatoriedade que noto, mais por parte de Maria Limeira em seus comentários, de que todo escrito ou poema não é inovador, ou coisa que não acrescenta-lhe em nada, me parece que já vi este comentário uma centena de vezes por aqui. Bem, quanto ao fato de que alguma coisa não acrescenta nada à outra, é um assunto complicado pois torna-se pessoal quando já em outro acrescenta. Fogem-me os parâmetros para debater sobre isso tendo em vista que realmente uma pessoa já amplamente acrescentada pela vida resta-lhe poucas coisas ainda a acrescentar, e vice-versa. Talvez seja por isso a busca pela inovação, o que é bem compreensivo. Mas eu, particularmente, acho que nem todo texto deva ter caracteres de inovação na sua formatação técnica somente. A exemplo de quando somente se escrevia em sonetos e depois os concretistas criaram uma nova formatação e etc e etc. Eu acho que sem dúvida, quem consegue inovar neste mundo e tem sucesso com tal inovação é realmente um gênio ou coisa parecida, coisa que não me considero, embora não descarte a idéia de que todos possamos nos tornar um, com muito trabalho e dedicação. Mas voltando ao assunto, milhares de poetas escreveram sobre a lua, e muitos deles foram muito bem-sucedidos, explicitando a verdade de que, não existe uma só verdade sobre a lua, ou que não existe uma só beleza sobre ela, ou que não existe um só caminho para ela. Se colocarmos todos estes poemas maravilhosos sobre a lua e tentarmos eleger o mais
perfeito, nunca haverá unanimidade, o que significa que vários poemas sobre a lua tocaram o coração de cada pessoa gerando felicidades independentes, e com intensidades diferentes e ao mesmo tempo similares. Acho que um poema simples como o meu perdeu de dois a um, se eu olhá-lo de fora pra dentro, pois das tres pessoas desta lista que o analisaram, duas criticaram o seu valor e uma o apoiou. Se olhá-lo de dentro pra fora, empata em dois a dois, pois eu tb o apóio. Significa que, num universo de quatro pessoas, ele não inovou, nào tem rimas ricas, mas causou felicidade na metade delas.
Grande abraço.
ricardo.pisoler.
Ricardo,
Tardiamente venho falar um pouco do seu poema, lembrando que tecer análises embasadas, não é o meu forte.
Apenas um ponto de vista de leitor, achei o texto um pouco nebuloso e longo, criando uma certa dificuldade de centrar o assunto que ele trata.
Nem tanto pelas rimas que são até desnecessárias num poema, mas pelos apêndices ( se é que assim posso classificar ) de frases que como leitor, achei que ficaram sobrando um pouco, como em certas estrofes que soariam melhor se estivessem um pouco mais compactas.
São só impressões. Entre tantas coisas boas que eu já li por aqui, acho que esse texto merece um retrabalho.
Agora, o seu texto, foi muito interessante ler.
Poesia é acima de tudo impacto no leitor, e isso é de cada um.
Um abraço
Rogerio Santos
...........
Obrigado Rogerio.
Eu acho que um poema deve ser retrabalhado quando ele indica possibilidades de salvação, como um doente que tem possibilidade de cura, meio que assim. Na verdade, este retrabalho deveria se chamar cura, a meu ver, pois o poema sempre está lá, assim como a pessoa que nào se perde pela doença, e apenas está sobrepujada por ela, por algum tempo.
Abraço, Ricardo.
Olá Pisoler.
Andava afastado da lista, e não li nada da última semana... Eis que recebi o ultimato da Zezé sobre os textos da semana, e vim olhar o que eu poderia fazer.
Bem... Todo mundo sabe que eu não sou muito fã de rima.
Me frusta profundamente ver amor rimado com dor, lua rimada com nua.
Sorte rimada com morte rimada com corte. Me frustram as rimas fáceis.
Nem digo as pobres... rima pobre é um recurso, e pode muito bem ser uma rima bem conseguida, desde que haja algum ineditismo.
Mas rimas de terminações iguais, e mesma classe gramatical...
realmente não me deixam feliz. Principalmente com verbos.
O excesso de "sem" também me causou estranhamento.
A última coisa que me incomodou foi o verso "sozinho e tristonho" que me parecia relacionado à noite, e então deveria ser "sozinha e tristonha"
Pensei no teu poema tentando abstrair as rimas... veja no que deu:
Sinônimo
(r.pisoler)
um dia
a noite de névoa
implorou pela sombra
de um vasto absurdo
que imundo tangia
ao sofrimento
vagou sem seu norte
sem sorte que em coisa
de morte perdia.
rumou para o sul
terras de azul
serras sem luz
infindas.
tentou mais ao leste
voltou-se ao oeste
onde nem sua veste
em si bastaria.
Partiu para o estranho
minguou sem um ganho
sem tempo, lamento
de sol.
e a noite vazia
culpada de um sonho
sozinha e tristonha
perdido sinônimo
de um dia.
Claro... essa é a minha voz no poema... É a minha maneira de lê-lo.
O poema é teu. Tem um tema bastante trabalhado, mas uma mensagem que gostei.
Da maneira como está escrito não me satisfaz como leitor.
Talvez um re-trabalho nas rimas...
Abraço
Anderson
A sua versão demonstra que as coisas mudam de lugar através dos olhares.
Abraço, caríssimo.
Obrigado pela colaboração, Ricardo.
oi, pisoler - só não falara anteriormente sobre o teu poema, porque a minha internet estava pior do que carroça - então vejamos: tens textos muito bons, enxutos, diretos! esse ficou empobrecido, nem parece teu... rimas e adjetivos demais podem matar um poema... e ele foi se alongando sem necessidade - acho, né? mas quem sou eu para te dizer assim, poeta???
beijão
líria
vc é chegada nos curta-metragens cara colega, eu sou um idealista....
Gosto de aventuras e desafios, me arrisco em precipícios transformando o medo em adoração pela paisagem. De qq forma grato pela sua opinião, eu aprecio gente inteligente, em qualquer forma de espírito.
Bj, Psoler.
A todos, daqui pra frente retirarei o "i" de meu nome, ninguém tem nada com isso, é problema meu.
CONVITE:
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Nunca lhe passou pela cabeça que esses elogios
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Boa sorte!
Saludos.
Maria José Limeira
“CONFORMISMO”,
DE ANA MARIA COSTA,
NOVO TEXTO EM DEBATE:
.............................
CONFORMISMO
(Ana Maria Costa)
Voarei!
No azul.
Nuvem.
Branca.
Pássaro.
Ninho.
Filhos.
Não terei.
Voarei nas asas do pássaro!
CONFORMISMO
Um texto de Ana Maria Costa
(Análise crítica)
Maria José Limeira
“Conformismo”, de Ana Maria Costa, é um texto que pode ser tudo, e também pode ser nada. Daí a controvérsia em torno dele, em vários espaços da internet.
Pessoalmente, não me agrada este tipo de poema que usa uma palavra em cada verso. Acho que fica um texto “duro”, “rígido”, sem movimento. Pregado na cara, como se diz popularmente.
A autora, no afã de alcançar a concisão, que é a nova onda na rede, termina por abortar sua criatividade no nascedouro, não realiza sua intenção de comunicar, e esse defeito se agrava no excesso de pontos, obrigando o leitor a dar pinotes para entender o que se segue.
Observa-se também que o título não condiz com o conteúdo do texto.
Esta é minha humilde opinião.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
Maria Limeira linda. "Conformismo" será um texto que vou verificar melhor.
Obrigada pela análise feita.
jinho
Ana
Minha análise:
Este poema da Ana soou um pouco vazio e sem sentido.As palavras quando jogadas desta forma, podem dizer muita coisa ou coisa nenhuma, acredito que este caso o esforço para extrair algum sentido é em vão.....o Poema precisa, a meu ver, de mais densidade, de mais significado.
O texto traz imagens, muitas imagens, por isso a interpretação e a arte ficam a cargo de quem lê exclusivamente, e não do poeta que o gerou.
Minha Opinião e aguardo novos poemas da Poetisa linda.
Abraços
Hilton Junior
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Obrigada Hilton lindo estou a gostar das análises feitas aqui porque se completam e ajudam.
um jinho
Ana
Estranho. Imagens recorrentes. "nuvem, branca, pássaro, ninho", mas o final em que o desejo de não ter filhos corresponde a liberdade total, joga um pouco de surrealismo no poema, mas mesmo assim, falta algo, mais categórico, surpreendente. A simples enumeração de palavras correlatas para depois chegar a uma conclusão 'poética' não sustenta o poema.
Uma boa idéia, atrapalhada pela pontuação excessiva e pela concisão mal resolvida.
abraços
Rubens da Cunha
...........
Obrigada Rubens da Cunha, valeu ou doeu, hihihi!
Abraços
Ana
Nham, desculpa a demora habitual, mas desta vez estava com uma amiga no Rio, ela me mostrou a cidade, fiquei uns dias fora, voltei hoje.
Eu tinha esse medo antes, devo admitir. Mas depois de observar como as coisas funcionam e o quanto todo mundo aqui é sincero, acho que não há nada a perder aqui.
E sobre o poema, achei ele bem solto, bem livre. Talvez essa foi a intenção, já que é um poema a respeito de nuvens, vôos e pássaros. Bem leve, rápido e sensível, como uma andorinha. Dá margem para múltiplas interpretações sem apelar para a ambigüidade. Lindo.
Bazinhos,
Lucci
...........
Para Lucci querido!
Obrigada pela sua observação ao "Conformismo" estás na parte de que ele pode ser tudo.
um jinho
Ana
Ana, lendo o seu texto, eu fiquei com uma sensação de palavras soltas, meio desconectadas uma das outras.
Talvez pelo excesso de pontuação.
Sempre que eu escrevo e que leio poemas sou seduzido pela sonoridade,e o texto da forma que foi escrito me pareceu muito truncado.
Se me permite uma brincadeira,
O que vc acharia de:
Nuvem branca,
filhos não terei.
: voarei no azul
nas asas do pássaro.
Perdoe-me pela sugestão, mas foi minha forma de ler o seu poema. Dentro do liquidificador.
Talvez seu objetivo tenha sido esse mesmo, externar o inconformismo por meio de palavras desconexas.
Rogério Santos
Conformismo é um texto difícil de ser analisado.
Primeiro, é um poema que permite diversas leituras.
Para dar mais liberdade ao texto, eu mudaria o título.
Conformismo, direciona a leitura para as dicotomias criadas pelo jogo de palavras escolhidas para o texto.
A liberdade entra em choque com os grilhões. A liberdade é etérea.
A liberdade é tão limitada que limita as palavras. A autora quer voar, mas suas palavras só alçam vôo em outras asas.
Um texto truncado, mas cheio de significantes.
Abraço
Anderson
...........
Olá Anderson posso perguntar que titulo escolhias?
Anderson já tinha saudades tuas e muito obrigado pelas observações que fazes ao meu "Conformismo".
um jinho no coração!
Ana
Eu e minha grande boca grande
Quem sabe:
In-Conformismos
Dentro dos conformismos, mas inconformada por eles.
Já dava uma outra maquiagem.
jinho (gosto desses jinhos heheheheh)
………..
hum gostei e vou reconsiderar, hihihi
mais jinhos e és um quido!
Ana
Prezado amigo Anderson. Explique-nos direitinho:
"Um texto truncado, mas cheio de significantes". No meu parco entendimento, se é "truncado", é "confuso", "ilegível", etc. Assim, como poderia ser "cheio de significantes"? Ou não? Saludos. Maria José Limeira.
Em matemática, chamamos truncado um sólido do qual foram retiradas partes a fim de formar outro sólido.
Cada pessoa que vê um sólido truncado pode imaginar origens diferentes para ele. Pode completá-lo de formas variadas.
Esse poema é truncado pois está lá, mutilado, para que o sentir de quem o lê preencha suas lacunas a seu bel prazer.
Não que seja incompleto. Um sólido truncado está completo em si, está lapidado.
Sinceramente, em nenhum lugar eu li truncado no sentido de "confuso" ou "ilegível".
Então, cheio de significantes. Por que in-conformado, ele pede ao leitor que o interprete, e várias interpretações são possíveis
Beijo
Anderson
...........
beijos para os dois, milhões deles!
Por aqui não se brinca e escreve-se com sabedoria.
estou a adorar andar por aqui porque estou a aprender a responder e a aceitar critica ou retaliar!fantástico!
jinhos
Ana
Anderson, com licença
eu já considero um texto completamente fácil, e obvio, e com a única verdade de que a autora pretende a liberdade pessoal em prol da cria e suas obrigações.
sds, Ricardo.
Ricardo este é um dos mistérios do ser humano! não somos iguais nas interpretações que fazemos ao que nos rodeia; tudo vai do que somos e fomos!
um jinho para o Ricardo, da Ana.
...........
é dificílimo fazer um poema com versos tão curtos, de uma só palavra
então... - talvez, até, esse pudesse se chamar "comodismo" -
precisa de algo mais para alçar vôo...
líria porto
...........
obrigada querida Liria pela tua opinião. Todas são bem-vindas!
um jinho
Ana
Musical
nos dias em que me sinto azul
você me orquestra
por controle remoto.
Dira Vieira
http://madamemin.zip.net
NOVO TEXTO
EM DISCUSSÃO:
“VOLTANDO”,
DE ROGÉRIO SANTOS
...............
Voltando
ROGERIO SANTOS
voltar
é utopia
nem com ene
tentativas
se atinge
o mesmo ponto.
é melhor
seguir adiante
caminhando em
passos lentos
porque a Terra
é redonda
VOLTANDO
Um texto de Rogério Santos
(Análise crítica)
Maria José Limeira
O mais interessante neste texto “Voltando”, de Rogério Santos, é que parte de uma premissa definitiva e, apesar de estar alinhado como poema, é prosa.
Trata-se de uma reflexão filosófica, o eu-ausente, de um observador que apenas constata uma verdade, sem se imiscuir nela.
Eu queria ver Poesia, neste texto irrepreensível e muito bem escrito, mas... poema mesmo, cadê?
A linguagem é culta, e as palavras são simples, cotidianas.
Mesmo assim, com alguma restrição, voltei, ooppss! gostei.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
Poema minimalista, com uma boa dose de humor irônico. Bom jogo do 'nem com ene". Remeteu-me a Macunaíma, quando este explica que é possível atravessar a terra, basta andar sempre reto. Os 'passos lentos' revelam nosso tamanho diminuto frente a vida. Simples, direto e amargo. Muito bom
valeu
Rubens da Cunha
Minha Análise:
Eu gostei muito do poema do Rogério. Acredito e aceito a opinião da Maria quanto a ser ou não poema. Eu li este texto como um poema, ele tem uma linguagem continuada, e facilmente se lê como prosa. Mas as palavras colocadas sob a forma de poesia vão imprimir um ritmo diferente para a leitura.Não digo um ritmo deixado pelo uso de rimas, pois neste poema não existe nenhuma. Mas a leitura de uma prosa e a leitura de uma poesia se diferenciam pelo ritmo da leitura e pela absorção da mensagem contida no texto. Claro que o texto apresenta muito mais características de prosa que de poesia, mas não tiraria a classificação de poesia, ele tem ritmo de poema, ele veio com a intenção de poema e pode ser lido como tal.
A leitura me foi agradável
Um Abraço
Hilton Júnior
.com poucas palavras pode-se dizer o suficiente! gostei imensamente desse poemeto do rogério - conciso e bem escrito!
beijão
líria porto
...........
Agradeço os comentários sobre o meu texto, e sinceramente acho que ele agradou mais do que eu esperava.
Na realidade, mais que um poema pronto ou um texto não poético, considero que seja uma idéia que pode ser melhor desenvolvida.
Embora na minha opinião tenha pé e cabeça.
Rogério Santos.