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PORCOS

(Com dedicatória aos meus críticos)

 

Fallen Archangel

 

Dentro deste imenso chiqueiro

Vários porcos se escarafuncham na lama

Obesos, gordos, asquerosos, em busca da fama

Vivem a reclamar do mundo inteiro

 

Existe o porco falante

Fala, fala e fala

Mas agora se cala

A artista é aspirante

 

O porco poeta é medíocre

De fala mansa e floreada, a todos engana

Mas ao usar as palavras, a elas esgana

Sufocando sentidos com um sujo lacre

 

Ah! Mas temos também o porco analítico

Que julga, fala, bufa, reclama, bate o casco

Que de tudo que julga ruim tem asco

Mas suas palavras têm um tom doentio e sifilítico

 

Mas que é isso, senão o porco artista

Que nada de novo cria e recria

Que a imaginação atrofia

Que da arte julga mestre e jurista

 

Porco gramático, eu cuspo e piso

Que faz seu tesouro em uma norma tão falha

Dar atenção a seus gemidos não é algo que valha

Seu intelecto é raso e liso

 

E tu, porco criticista e patético

Comanda essa corja de porcos famintos

Que se revolvem em palavras de lixos malditos

Que tem a alma e o coração de emoções seco

...........

 

Fonte:

Comunidade “Bar do Escritor”

www.orkut.com/

 

 

 



- Postado por: Oficina às 15h39
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EM DEBATE: “AS REDES”,

DE JOSÉ FÉLIX

...........................

 

as redes

   

as redes, as palavras, o corpo -

essas coisas que guardam em seus furos

os segredos que nos escolhem.

 

Wesley Peres in Rio Revoando (Com-arte/Usp)

 

 

as madrugadas fogem

na rede cristalina das manhãs.

levam o som dos búzios

nos lábios dos amantes que marinham

palavras lúdicas.

 

festejo o dia no teu corpo de segredos.

 

na arte da pescaria guardo gestos

tecendo barcos, ilhas e naufrágios,

degredos, calmarias.

 

não escolhe o vento o eco das palavras.

 

josé félix



- Postado por: Oficina às 01h59
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As redes - Cont.

Falar de um mestre é difícil

Analisá-lo, então:

 

O verso "não escolhe o vento o eco das palavras" pode lhe soar mal, não é?

Acostumados que estamos com a construção: o vento não escolhe o eco das palavras

Ou: o eco das palavras não escolhe o vento.

Mas, por não escolher, se perde em ventos, e em ecos... e o verso dança com signos que não estão em preto, mas em branco na poesia.

A poesia de José Félix é uma escola (e pensar que meu primeiro contato com este mestre foi para falar mal de um soneto dele).

Mestre Félix... prazer em tê-lo conosco

Abraços

Anderson Santos



- Postado por: Oficina às 01h57
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As redes - Cont.

a escrita de josé félix é irretocável - quem sou eu para analisar  as belezas que ele escreve? gosto e pronto!

destaco "não escolhe o vento o eco das palavras"!!!!!!!

beijão

líria

..........

 

com a poesia do Félix só aprendo, ele é o mestre.

estou como a liria, gosto e pronto,hihihi.

"as madrugadas fogem

 na rede cristalina das manhãs"

Ana



- Postado por: Oficina às 01h48
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As redes - Cont.

AS REDES

Um texto de José Félix

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Tem rede de arrasto. Rede de intrigas. Rede-armadilha. Rede de salvamento utilizada pelos senhores bombeiros. Rede rodoviária. Rede elétrica. Rede de esgotos. Rede de balançar. Rede de fios ou de cordas ou de arame. Rede de comunicações. Rede de abastecimento. Rede internáutica ou de computadores...

Mas, tem também “a rede cristalina das manhãs” cheia de segredos, a que se refere o texto “As redes”, de José Félix, onde não faltam “sons de búzios nos lábios dos amantes que marinham palavras lúdicas”.

O corpo do poema faz jus à epigrafe que o inspirou.

Este poema é um mundo!

O autor leva a Poesia às últimas conseqüências, cônscio dos resultados, e cada palavra assume um significado que surpreende à medida que o texto avança. No final, o texto se abre, dando oportunidade ao leitor de confirmá-lo em pensamento, como se tudo fosse começar de novo.

E ficou muito elegante  o enunciado final em ordem indireta, dando ritmo ao texto: “não escolhe o vento o eco das palavras”.

O poeta José Félix bebe na fonte da Poesia Clássica, reinventando-a. Seus textos não nascem ao sabor do vento, e nem sofrem os azares e vícios da rede internáutica, onde autores irresponsáveis jogam no ar os desabafos a que dão o nome de “poesia”, pobres frutos da vaidade.

Não, José Félix não é desses. É um  Artesão da Palavra por excelência, com uma vasta obra de grande valor literário.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).



- Postado por: Oficina às 01h46
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As redes - Cont.

a maria disse o que eu não soube dizer, poeta! então assino embaixo!

líria porto

..........

 

Obrigada, líria linda. Temos aqui uma verdadeira rede de fãs do poeta José Félix. Saludos. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 01h44
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As redes - Cont.

José Felix,

 Estive em férias e sem acesso a internet, hoje  retornando, tive oportunidade de ler a crítica  efetuada pela Maria Limeira a sua Poesia e, claro  fui ler o que você escreveu.

 Concordo com cada palavra dita pela Maria, sua  Poesia é um mundo!,assim tomo a liberdade de fazer  minhas as palavras de nossa coordenadora.

 Andréa Motta

..............

 

Prezada amiga. Seja re-benvinda. Você está fazendo falta por aqui. Obrigada pela gentileza de sua mensagem. Saludos. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 01h41
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As redes - Cont.

Cara Maria José Limeira

e demais autores desta lista, principalmente aqueles que se  manifestaram, analisando, acerca do poema "redes".

Todos sabemos que a palavra é uma unidade da linguagem falada ou escrita. Também sabemos que as palavras, quando combinadas, servem para criar frases. É um exercício de escrita. Não creio muito na célebre «inspiração» do poeta, na «voz de Deus», na inspiração das «musas». Acredito, sim, no exercício aturado da escrita. Concebo a escrita como um músculo que necessita de exercício para se manter em forma. A única maneira de manter activo o músculo da escrita é, naturalmente, escrevendo, mas, sobretudo, lendo sobre todas as actividades humanas, embrenhando-se activamente nos seus problemas, na sociedade onde vive, atendo-se, também, nos problemas que afectam outras sociedades além das suas fronteiras, convivendo, como nós fazemos aqui, na Rede, de uma forma global.

Este é ofício do poeta. O artifício (leia-se «arte» e «ofício») da linguagem. Portanto, trabalho, mais trabalho e mais trabalho, ainda, é que é a verdade.

Todo o trabalho poético ou de ficção é uma intertextualidade, ou metatextos, cujo todo se forma de várias partes.

Somos influenciados pela comunidade onde estamos inseridos, pela cultura, pelas explosões sócio-políticas e religiosas, ou sem religião, pela tradição aprendida e apreendida no contexto actual.

Quanto à interpretação do poema «redes», ou de outro poema qualquer, digo que a própria análise literária de um texto pode tornar-se literatura. A análise, se bem que sucinta, da Maria José Limeira capta muito bem o/s sentido/s do poema, se bem que já Pessoa o disse "sentir, sinta quem lê». Este último conceito quer dizer que a própria origem social do analista, as suas concepções religiosas, a sua agregação política, até a  região onde vive pode influenciar a própria análise do texto, não sendo, evidentemente, uma condição imprescindível. Neste campo, os próprios historiadores dão um exemplo da afirmação da influência, mesmo à luz dos factos históricos.

É tudo. Um abraço a todos os que tiveram a paciência de me ler.

José Félix



- Postado por: Oficina às 01h38
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As redes - Cont.

A paciência...

  ainda é o que vive.

  Ricardo



- Postado por: Oficina às 01h35
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As redes - Cont.

José Felix. Tive que pensar alguns dias sobre o seu discurso a respeito de "inspiração X trabalho". Estou com você. De que vale a musa sem as ferramentas para lidar com ela? O contrário também é verdade. De que valeria a técnica sem o talento? Esta discussão não é de hoje. Faz tempo que me esforço na internet alertando os autores para a importância de manipular bem os dados na produção dos bons textos. Fico contente de encontrar poetas bons que escrevem muito bem, dignificando o chão em que pisam. Geralmente, estes aceitam naturalmente as críticas contrárias, colhem sugestões. Outros, porém, continuam a encher nossas caixas de emails com os tais desabafos, reagem violentamente às críticas contrárias, e não saem do canto. Fazer o quê? Um abraço, e obrigada pela sua colaboração. Saludos. Maria José Limeira.



- Postado por: Oficina às 01h33
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As redes - Final

maria josé

há um problema com muitos autores que escrevem na rede, e,não só, também publicam em papel, que têm constrangimento em mexer nos textos que escrevem primeiro.

eu dou-lhe um exemplo positivo de um autor, um grande autor português, rui nunes, que acaba de publicar uma nova edição de um livro publicado há 25 anos, o o mensageiro ferido com algumas modificações e cortes no texto sem tirrar o sentido do que havia escrito antes. jorge de sena emendava e tornava a emendar os seus poemas. fernando pessoa também.

há outros autores que ambos conhecemos, dos tais que crêem piamente, e tão só, na "inspiração dos deuses" cujos poemas se fossem limados, se lhes retirassem as adiposidades, seriam grandes poemas.

a oficina passa pelo próprio autor que deve ter um sentido autocrítico apurado. não deve ter constrangimento em modificar um verso, um verbo, um adjectivo, enfim.

que haja talento inspirador ou inspiração talentosa.

saludos

José Félix

........... 

Visitem “A Teia da Aranha”:

http://www.ateiadaaranha.blogspot.com/



- Postado por: Oficina às 01h31
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frase

Gosto de receber elogios mas os elogios não devem ser o suporte da
criação!

fevereiro2006

Ana Mª Costa



- Postado por: Oficina às 16h57
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NOVO TEXTO EM DEBATE:

“SALTÉRIO”, DE AMINA RUTHAR

......................

 

 _ saltério _ 

                             

(para Maria José Limeira)

                                          

qual  asas  do vento sul  nas  tardes  de chover

soprando a face  das horas últimas : um poema

                                          canção de esquecer

                                              

qual oitavas de sol a sol nas liras  de entristecer

velando o adeus do minuto derradeiro:um poema

                                        réquiem de bem morrer

                                                        

qual prece de espanto  na plenitude do nada:

                                          - o travo do tempo!

 

Amina Ruthar

RJ- 20/01/2006



- Postado por: Oficina às 01h44
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Saltério - Cont.

SALTÉRIO

Um poema de Amina Ruthar

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Este texto “Saltério”, de Amina Ruthar, comoveu-me ao máximo, não somente porque chega à lista com uma dedicatória especial para mim. Trata-se, realmente, de Poesia do primeiro ao quinto, primando pela forma despojada, pelas metáforas ricas, pelo ritmo e pela musicalidade  que o compõem. É o supra sumo da Poesia em sua última expressão.

Nele, nada é expresso inutilmente.

A autora vai buscar nos gregos um instrumento de corda muito antigo, mantendo a metáfora da música até o fim, numa linguagem culta de fazer inveja aos clássicos da Literatura, de um tempo em que se levava a Poesia a sério, sem nada a ver com a irresponsabilidade de hoje que se pratica na rede.

Juntam-se no texto a construção da sintaxe e do pensamento, o dizer uma coisa dizendo outra, em riqueza de detalhes, resultando numa linguagem poética a toda prova, elevando o poema aos píncaros da glória, com todos os efeitos que o tornam Poesia da mais pura de que se tem conhecimento, como só Amina sabe fazer.

A Musa bem que o mereceu. Ou não?

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)



- Postado por: Oficina às 01h41
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Saltério - Final

Irretocável, Amina.

Até o uso das rimas no infinito dão sutileza ao pesar do poema.

Parabéns

Abraços

Anderson

..........

 

é uma bela homenagem à maria, no entanto, como poema, tentaria resolver de outra maneira as rimas... não sei... é bonito tardes de chover, mas depois canção de esquecer, liras de entristecer, réquiem de bem morrer...  soam-me forçadas...

beijão

líria



- Postado por: Oficina às 01h36
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EM DISCUSSÃO;

“BALADA DA GLÓRIA SANGRENTA”,

DE LUIZ HASSE

.............................

 

BALADA DA GLÓRIA SANGRENTA

  

Garboso Cavaleiro, de  vestes imaculadas,

Lança, espada, cavalo  e escudo,

As linhas da tua vida  estão traçadas,

O fio de teu destino  amarrado em tudo,

       

Enquanto cavalga para  a toca da besta,

O orgulho de sua  vida, esta,

Que julgará chegar  quando abater a fera,

Não sabes que esta  quimera,

Não terminará em  nenhuma festa?

       

Na toca do monstro,  parado,

Mil ossos dos que  vieram antes,

Contempla o jovem  iluminado,

E aguarda, contando  os instantes,

       

E aquele que a todos  devorou,

Cuja forma quão  horrível é!

Aparece diante dele  em pé,

E ele sorri, pois  para isto cavalgou,



- Postado por: Oficina às 01h30
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Balada - Cont.

Luta de sangue, cada  gota,

Derramada no covil da  besta,

Torna esta vitória  rota,

Quando o Cavaleiro é  tudo o que resta,

       

Monstro abatido,  herói vitorioso,

Mas a vitória é  traiçoeira,

Pois o monstro  furioso,

Sentindo-se da morte  à beira,

Lançou seu sangue e  seu fim,

Sobre o rapaz, assim,

Que, coberto de  glória e morte,

Mal sabe que a sorte,

Não lhe favorecerá no  fim,

       

Pois pata, espinho,  garra e dente,

Que ao monstro morto  pertenciam,

Agora crescem de  repente,

Sobre a pele daquele  que temiam,



- Postado por: Oficina às 01h28
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Balada - Cont.

Jovem cavaleiro,  agora tua sina,

É ficar no covil e  ser a nova fera,

Chorando pelo herói  que já era,

E atacando com fúria  assassina,

Cada outro Cavaleiro  que aí chegar,

E quando ficar  infestado o ar,

Com o fedor de tanta  morte,

Um último herói irá  te atacar,

E livrar-te de tua  maldita sorte,

        

Nada mais resta à  nova besta,

Além de aguardar,  chorando,

Aquele que o  substituirá,

Um dia - não se sabe  quando.

       

Um provérbio:

       

O cavaleiro é apenas  a armadura,

Embaixo dela há um  homem como os outros,

O monstro mata com  suas garras,

Os olhos dele vertem  lágrimas como os teus.

       

Luiz Hasse

luizfalkenstein@hotmail.com



- Postado por: Oficina às 01h26
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Balada - Cont.

BALADA DA GLÓRIA SANGRENTA

Um texto de Luiz Hasse

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Essa “Balada da glória sangrenta”, de Luiz Hasse, é um belíssimo texto gótico, em forma de poema e em estilo clássico, onde o autor usa uma linguagem poética rica em simbologias. Acontece, ao meu ver que, se for um poema épico, como pode parecer, conta uma história de derrotas, e não de vitórias.

A Literatura Gótica data do século XVIII, e explora o lado negro da mente, os subterrâneos do inconsciente, o fantástico e inverossímil sempre presentes.  Essa literatura tem seus fãs e aficcionados, e por isto sobreviveu a  todas as épocas, deixando os cenários europeus, espalhando-se mundo a fora e ganhando foros universais através do Cinema que a trouxe para as massas.

Mesmo que os gêneros novela e romance tenham sido sua forma, no nascedouro, alguns escritores conseguiram dar-lhe força através da Poesia, como é o caso de Poe, em seu famoso “O corvo”.

O maior expoente da Literatura Gótica, na atualidade, é um gênio chamado Stephen King (será assim mesmo que se escreve?), que se realiza na Prosa (romances).

Eu gostei muito do poema de Luiz Hasse, mesmo porque gosto demais da literatura de terror, com seus vampiros impagáveis, suas bestas-feras soltas, e de outros personagens fora de controle que a Literatura Gótica explora.

Sobre se é, ou não, balada, vamos ver o que o Dicionário Aurélio diz sobre o assunto:

 

“balada2

[Do fr. ballade.]

S. f.

 1.        Arte Poét.  Poema de origem francesa, do séc. XIII, formado de três oitavas ou três décimas, que têm as mesmas rimas e terminam pelo mesmo verso, seguidas de uma meia estrofe (quadra ou quintilha), dita oferta ou ofertório, na qual se repetem as rimas e o último verso das oitavas ou das décimas.

 2.        Art. Poét.  Poema narrativo de assunto lendário ou fantástico e de caráter simples e melancólico, típico dos povos do Norte da Europa na época do pré-romantismo, e que tem sido livremente adotado em períodos posteriores”.

 

Eis aí,  portanto, o que diz o Aurélio sobre a “balada”, para que todos entendam que o poeta Luiz Hasse não está brincando em serviço quando incluiu o vocábulo no título de seu texto.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)



- Postado por: Oficina às 01h23
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Balada - Final

Estranho ler algo que tenta ser épico, sem métrica.

Estranha chamar algo de balada sem que haja um compasso.

O tema é comum, e não há nada de novo na poesia...

Não há uma marca registrada que revele o escritor.

Prefiro aguardar novos textos para poder fazer uma análise, mas se este fosse o primeiro poema de um livro, eu não leria o resto.

Abraços

Anderson



- Postado por: Oficina às 01h22
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