
NOVO TEXTO EM DEBATE:
“SONETO DA DEBUTANTE”,
DE ROMILDE JUNQUEIRA
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Soneto da debutante
Eu quero uma canção que me complete
Um lírico-eu príncipe encantado
Trotando em seu cavalo bravamente
E tão veloz, a mim parece alado
Eu quero que ele traga na algibeira
Pó mágico que falta nos meus sonhos
E um beijo me fará feliz inteira
E juntos dormiremos, dois risonhos
E dele se alimentará a alma
De mim, tão fascinada criatura
E quando ele sorrir, de seu sorriso
Sairá uma alva luz de tal brancura
Que um dia numa prece muito calma
Direi a Deus que nada mais preciso
Soneto da debutante, Romilde Junquera - O Circo
SONETO DA DEBUTANTE
Um texto de Romilde Junqueira
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Eu gostei muito desse “Soneto da debutante”, de Romilde Junqueira. Trata-se de um poema dentro dos padrões de soneto, o que prova que a autora entende de Poesia e obedece às regras. O poeta Mário Quintana já dizia aos jovens que o procuravam que todo poeta que se preza tem que escrever soneto, em primeiro lugar. Quintana queria dizer com isto que toda nova escola literária só se realiza quando se está a par do que se fez antes. Sem isto, ninguém consegue criar nada, muito menos coisas novas.
Essa palavra “debutante”, já fora de moda, é muito antiga, e o soneto de Romilde Junqueira administra bem o tema, a partir mesmo do título, que se adequa bem ao conteúdo.
Um bom poema tem que ter sentimento, emoções e metáforas, e o texto citado soma tudo isto e mais alguma coisa, o estilo próprio da autora, que vem desenvolvendo sua obra com sobriedade e parcimônia, conduzindo os temas em obediência às regras do bom Português.
Como técnica, o texto é um primor.
Como talento, Romilde Junqueira é uma das melhores autoras que tenho encontrado, no meio das agruras de uma internet caótica, onde o que vale é a anarquia pejorativa e petulante, em todos os sentidos, tanto nas comunidades literárias quanto nos debates de temas polêmicos.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)
Fonte:
Comunidade “Faço Poesia”
NOVO TEXTO EM DEBATE:
“ESTRELA CADENTE”,
DE LUCIANO RATAMERO
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Estrela cadente
Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.
Estrela d'Alva,
que com seus véus me enlouquece,
e que com seu charme brandamente feminino
brada meu nome enquanto longe.
Mas quem disse
que a estrela que caía
era ela?
Luciano Ratamero
ESTRELA CADENTE
Um texto de Luciano Ratamero
(Análise crítica)
Gostei muito desse texto “Estrela Cadente”, de Luciano Ratamero. É um poema meio enviesado, com um verso muito longo, outro curto, e o ritmo comprometido, mas no fim, resultou em boa colheita. Essa expressão “estrela cadente” não é nova, mas isto não compromete o texto como um todo.
O título se adequa bem ao conteúdo, que mantém a coerência até o fim.
O autor é, ainda, novato em Poesia, e somos testemunhas do seu esforço em exercitar sua literatura. Vem fazendo progressos a cada passo. Mas, seus textos são dispersos e não obedecem à unidade, que seria qualidade essencial numa obra. Porém, acreditamos que vai conseguir o seu intento.
O nível técnico de seus textos ainda têm um longo caminho a percorrer, antes de descobrir a trilha, mas há criatividade no conteúdo.
Uma de suas melhores qualidades é que cultiva um bom nível ortográfico, o que já é grande coisa num poeta jovem.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)
O texto me agradou muito tb. Bem misterioso, assim como o espaço onde moram as estrelas. Realmente um texto agradável de se ler, curto e forte.
Sds, Ricardo.
esse poema pode ser melhorado... o excesso de "que"s, para começar, o compromete - nada que não se possa retrabalhar... "brandamente",
também, soa-me forçado... fiz aqui uma tentativa, lucci, vê o que achas...
não precisas considerar essa fórmula, é só um exemplo - tu és o autor!
desculpa-me a intromissão...
"Estrela cadente
Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.
Estrela d'Alva,
seus véus me enlouquecem,
seu charme
brada meu nome.
a estrela cadente
era ela?"
beijão
líria
opa, desculpa a demora.
mas então, gostei do que fez no poema, mas tem umas partes que, se retiradas, tiram o sentido do poema para mim. sabe, eu sou desses que colocam sentidos velados nos poemas.
então, acho que, por fim, fica assim:
Estrela cadente
Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.
Estrela d'Alva,
seus véus me enlouquecem,
e seu charme brandamente feminino
brada meu nome enquanto longe.
Mas será
a estrela cadente
ela?
Lucci