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NOVO TEXTO EM DEBATE:

“SONETO DA DEBUTANTE”,

DE ROMILDE JUNQUEIRA

................................

 

Soneto da debutante

 

Eu quero uma canção que me complete

Um lírico-eu príncipe encantado

Trotando em seu cavalo bravamente

E tão veloz, a mim parece alado

 

Eu quero que ele traga na algibeira

Pó mágico que falta nos meus sonhos

E um beijo me fará feliz inteira

E juntos dormiremos, dois risonhos

 

E dele se alimentará a alma

De mim, tão fascinada criatura

E quando ele sorrir, de seu sorriso

 

Sairá uma alva luz de tal brancura

Que um dia numa prece muito calma

Direi a Deus que nada mais preciso

 

Soneto da debutante, Romilde Junquera - O Circo

 



- Postado por: Oficina às 00h12
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Debutante - Final

SONETO DA DEBUTANTE

Um texto de Romilde Junqueira

 

(Análise crítica)

 

Maria José Limeira

 

Eu gostei muito desse “Soneto da debutante”, de Romilde Junqueira. Trata-se de um poema dentro dos padrões de soneto, o que prova que a autora entende de Poesia e obedece às regras. O poeta Mário Quintana já dizia aos jovens que o procuravam que todo poeta que se preza tem que escrever soneto, em primeiro lugar. Quintana queria dizer com isto que toda nova escola literária só se realiza quando se está a par do que se fez antes. Sem isto, ninguém consegue criar nada, muito menos coisas novas.

Essa palavra “debutante”, já fora de moda, é muito antiga, e o soneto de Romilde Junqueira administra bem o tema, a partir mesmo do título, que se adequa bem ao conteúdo.

Um bom poema tem que ter sentimento, emoções e metáforas, e o texto citado soma tudo isto e mais alguma coisa, o estilo próprio da autora, que vem desenvolvendo sua obra com sobriedade e parcimônia, conduzindo os temas em obediência às regras do bom Português.

Como técnica, o texto é um primor.

Como talento, Romilde Junqueira é uma das melhores autoras que tenho encontrado, no meio das agruras de uma internet caótica, onde o que vale é a anarquia pejorativa e petulante, em todos os sentidos, tanto nas comunidades literárias quanto nos debates de temas polêmicos.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)

 

Fonte:

Comunidade “Faço Poesia”

www.orkut.com/



- Postado por: Oficina às 00h08
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NOVO TEXTO EM DEBATE:

“ESTRELA CADENTE”,

DE LUCIANO RATAMERO

........................

Estrela cadente

 

Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.

Estrela d'Alva,

que com seus véus me enlouquece,

e que com seu charme brandamente feminino

brada meu nome enquanto longe.

 

Mas quem disse

que a estrela que caía

era ela?

 

Luciano Ratamero



- Postado por: Oficina às 01h05
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Estrela cadente - Cont.

ESTRELA CADENTE

Um texto de Luciano Ratamero

 

(Análise crítica)

 

Gostei muito desse texto “Estrela Cadente”, de Luciano Ratamero. É um poema meio enviesado, com um verso muito longo, outro curto, e o ritmo comprometido, mas no fim, resultou em boa colheita. Essa expressão “estrela cadente” não é nova, mas isto não compromete o texto como um todo.

O título se adequa bem ao conteúdo, que mantém a coerência até o fim.

O autor é, ainda, novato em Poesia, e somos testemunhas do seu esforço em exercitar sua literatura. Vem fazendo progressos a cada passo. Mas, seus textos são dispersos e não obedecem à unidade, que seria qualidade essencial numa obra. Porém, acreditamos que vai conseguir o seu intento.

O nível técnico de seus textos ainda têm um longo caminho a percorrer, antes de descobrir a trilha, mas há criatividade no conteúdo.

Uma de suas melhores qualidades é que cultiva um bom nível ortográfico, o que já  é grande coisa num poeta jovem.

 

(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB)



- Postado por: Oficina às 01h04
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Estrela cadente - Cont.

O texto me agradou muito tb. Bem misterioso, assim como o espaço onde moram as estrelas. Realmente um texto agradável de se ler, curto e forte.

Sds, Ricardo.



- Postado por: Oficina às 01h02
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Estrela cadente - Cont.

esse poema pode ser melhorado... o excesso de "que"s,  para começar, o compromete - nada que não se possa retrabalhar... "brandamente",

também, soa-me forçado...  fiz aqui uma tentativa, lucci, vê o que achas...

não precisas considerar essa fórmula, é só um exemplo - tu és o autor!

desculpa-me a intromissão...

 

"Estrela cadente

 

Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.

Estrela d'Alva,

seus véus me enlouquecem,

seu charme

brada meu nome.

 

a estrela cadente

era ela?"

 

beijão

líria



- Postado por: Oficina às 01h01
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Estrela cadente - Final

opa, desculpa a demora.

mas então, gostei do que fez no poema, mas tem umas partes que, se retiradas, tiram o sentido do poema para mim. sabe, eu sou desses que colocam sentidos velados nos poemas.

então, acho que, por fim, fica assim:

 

Estrela cadente

 

Quem dera Vênus caísse sem nenhum pudor em minha cama.

Estrela d'Alva,

seus véus me enlouquecem,

e seu charme brandamente feminino

brada meu nome enquanto longe.

 

Mas será

a estrela cadente

ela?

 

Lucci



- Postado por: Oficina às 00h59
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